Copa do Brasil 2026 terá final única e mais de 120 clubes: veja todas as mudanças

A CBF estabeleceu que a Copa do Brasil de 2026 começará em 18 de fevereiro e terminará em 6 de dezembro, apenas quatro dias após o fim do Brasileirão, previsto para 2 de dezembro.
Copa do Brasil
Copa do Brasil saltará de 92 para 126 clubes - Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

Resumo da Notícia

  • A Copa do Brasil de 2026 contará com 126 clubes, ampliando significativamente a participação de equipes de todas as regiões do país e consolidando a competição como o torneio mais democrático do calendário nacional.
  • Os 20 clubes da Série A entram apenas na quinta fase, recebendo descanso maior em relação às edições anteriores, enquanto os campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde e das Séries C e D entram na terceira fase.
  • A final única será uma das grandes novidades, com critérios rígidos de sede como acesso facilitado, infraestrutura hoteleira robusta e estádios com capacidade mínima de 40 mil torcedores para receber o evento.
  • O novo formato reorganiza as fases iniciais em partidas únicas, aumentando a imprevisibilidade e emoção, mas mantém jogos de ida e volta a partir da quinta fase até as semifinais para equilíbrio esportivo.
  • O calendário de 2026 foi desenhado para terminar com a final da Copa do Brasil em 6 de dezembro, transformando a decisão em um marco do encerramento da temporada de futebol no Brasil.

A CBF confirmou mudanças significativas para a Copa do Brasil a partir de 2026. O torneio, principal mata-mata do futebol nacional, será ampliado em número de participantes e passará a ter final em jogo único, em modelo semelhante ao adotado em competições internacionais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º), durante a divulgação do novo calendário do futebol brasileiro.

O campeonato passará a contar com 126 times já em 2026, um salto expressivo em relação às 92 equipes das edições anteriores. Em 2027, esse número aumentará para 128 clubes, com a inclusão dos campeões das Copas Norte, Centro-Oeste e Sul-Sudeste.

As mudanças ampliam a participação dos estados brasileiros: serão 102 vagas garantidas por meio dos campeonatos estaduais, contra as 80 oferecidas até 2025. Isso reforça o caráter democrático da competição, permitindo que equipes de diferentes regiões tenham mais oportunidades de disputar o torneio.

Critérios de classificação

Os critérios de acesso também foram ajustados para acomodar a expansão. A distribuição das 126 vagas em 2026 seguirá três frentes:

  • 20 clubes da Série A de 2026, já com entrada direta na 5ª fase.
  • 4 vagas para campeões de torneios nacionais em 2025: Copa do Nordeste, Copa Verde, Série C e Série D.
  • 102 vagas para clubes classificados via estaduais, obedecendo ao Ranking Nacional de Federações de 2026.

Dentro desse sistema, os estados mais bem ranqueados terão maior número de vagas:

  • Federações em 1º e 2º lugar: 6 vagas cada;
  • Federações entre 3º e 5º lugar: 5 vagas cada;
  • Federações entre 6º e 14º lugar: 4 vagas cada;
  • Federações entre 15º e 27º lugar: 3 vagas cada.

Novo formato de disputa

A reformulação também mexe na estrutura da competição. Até 2025, o torneio tinha início com 92 times e seguia até a final em dois jogos. A partir de 2026, a organização será a seguinte:

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  • 1ª Fase: 28 clubes menores ranqueados pelo critério estadual. Disputas em jogo único.
  • 2ª Fase: entrada de 74 clubes melhores ranqueados dos estaduais. Serão 44 confrontos em ida e volta.
  • 3ª Fase: entrada dos campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde e das Séries C e D. Jogo único.
  • 4ª Fase: 24 classificados da fase anterior, em 12 confrontos únicos.
  • 5ª Fase: entrada dos 20 clubes da Série A. Duplos jogos de ida e volta.
  • Oitavas de final em diante: sistema tradicional em ida e volta até as semifinais.
  • Final: decisão em jogo único, encerrando o calendário nacional.

Ao todo, a competição terá 155 partidas em 2026, contra as 122 disputadas anteriormente.

Impacto no calendário

A CBF estabeleceu que a Copa do Brasil de 2026 começará em 18 de fevereiro e terminará em 6 de dezembro, apenas quatro dias após o fim do Brasileirão, previsto para 2 de dezembro. O objetivo é que a final seja o grande ato de encerramento da temporada, reunindo apelo esportivo, comercial e turístico.

Além disso, a mudança permitirá uma redução de até três datas para os clubes da Série A, que entrarão apenas na 5ª fase. Essa decisão busca aliviar o calendário dos principais times do país, frequentemente sobrecarregados com participações simultâneas em competições internacionais.

Final única e sedes

A principal novidade está na decisão em jogo único, que substituirá o sistema de ida e volta. Para receber a final, a cidade-sede deverá atender a requisitos rígidos:

  • Fácil acesso para torcedores de todo o país;
  • Estrutura hoteleira adequada;
  • Capacidade para receber torcidas de dois clubes;
  • Estádio com capacidade mínima para 40 mil torcedores.

A escolha da sede será estratégica, unindo aspectos esportivos e logísticos ao interesse comercial, reforçando a visibilidade da Copa do Brasil como um dos torneios mais relevantes do continente.

Aumento do alcance e relevância

As mudanças consolidam a Copa do Brasil como a competição mais democrática do país, ampliando a visibilidade para clubes de menor expressão e oferecendo aos grandes times um modelo de disputa mais atrativo.

Com a final única, a tendência é que o torneio ganhe maior projeção, transformando a decisão em um grande evento nacional, semelhante ao que já acontece na Libertadores e em torneios europeus.

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