Resumo da Notícia
A vitória magra do São Paulo sobre o Juventude, pela Copa do Brasil, acabou ficando em segundo plano diante do clima pesado no Morumbis. O resultado não foi suficiente para acalmar as arquibancadas. E o técnico Roger Machado deixou o campo mais incomodado com o ambiente do que satisfeito com o placar.
Mesmo com o 1 a 0, o treinador foi alvo de vaias e xingamentos, o que motivou um desabafo direto na coletiva. Roger admitiu tristeza com a reação da torcida. Para ele, o julgamento tem ido além do que o time apresenta dentro de campo.
O técnico revelou dificuldade em compreender a origem da pressão. Segundo ele, a cobrança não começou agora e já vinha antes de sua chegada. Nos cerca de 40 dias à frente da equipe, a insatisfação só aumentou.
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Internamente, porém, o discurso é outro. Roger fez questão de destacar que o elenco está unido e comprometido. O ambiente no dia a dia é considerado saudável, bem diferente do que se vê nas arquibancadas.
Ainda assim, ele reconhece que o cenário externo interfere diretamente no desempenho. A pressão, segundo o treinador, deixa os jogadores mais ansiosos. Em campo, isso se traduz em decisões apressadas e queda de rendimento.
O comandante relatou que precisou, inclusive, acalmar o time durante partidas recentes. Na Sul-Americana, por exemplo, pediu tranquilidade além das orientações táticas. O nervosismo, na visão dele, tem origem clara no clima criado fora de campo.
Apesar das críticas, Roger garantiu que não pretende abandonar o cargo. Disse que sair agora não seria o exemplo que quer dar, nem pessoalmente nem profissionalmente. Ele afirma seguir confiante no trabalho e na possibilidade de recuperação.
Sobre decisões durante o jogo, o técnico também se explicou. A demora nas substituições, mesmo com um jogador a mais, foi estratégica. Já a saída de Luciano ocorreu por questões físicas, envolvendo desgaste muscular e pancada recente.
Por fim, Roger lamentou o placar curto, que poderia ter sido mais confortável. A equipe criou chances, mas não ampliou a vantagem. Entre a vitória e a frustração, o sentimento predominante, segundo ele, ainda é de tristeza — reflexo de um ambiente longe do ideal.
