Globo Repórter revisita herança do cangaço e mergulha na história de Lampião e Maria Bonita nesta sexta (22/05)

Programa desta sexta-feira percorre o sertão nordestino para mostrar memória, cultura e personagens ligados ao cangaço
Herança, cultura e memória do cangaço são tema do ‘Globo Repórter’
Herança, cultura e memória do cangaço são tema do ‘Globo Repórter’. Foto: Divulgação/Globo

Resumo da Notícia

  • O Globo Repórter desta sexta-feira apresenta uma edição especial dedicada à história e à cultura do cangaço no sertão nordestino.
  • A reportagem de Bianka Carvalho percorre locais emblemáticos, como o Raso da Catarina, que serviu de esconderijo para os grupos cangaceiros.
  • O programa analisa a figura de Lampião, discutindo sua importância histórica, estratégias de sobrevivência e a violência de suas ações.
  • A trajetória de Maria Bonita e o papel das mulheres nos bandos também são destacados, com depoimentos de Expedita Ferreira, filha do casal.
  • Especialistas como Frederico Pernambuco de Mello e Manoel Severo contextualizam o fenômeno do cangaço dentro da realidade social da época.
  • A edição explora curiosidades sobre a rotina dos cangaceiros, incluindo o uso de ervas medicinais e a estética característica do movimento.
  • O programa vai ao ar nesta sexta-feira, logo após a exibição da novela Guerreiros do Sol, na TV Globo.
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O Globo Repórter desta sexta-feira (22) vai mergulhar na herança cultural e histórica do cangaço em uma viagem pelo sertão nordestino. A edição especial percorre regiões marcadas pela passagem de cangaceiros e revisita histórias ligadas a Lampião, Maria Bonita e aos personagens que ajudaram a construir um dos capítulos mais emblemáticos da história do Brasil.

Com reportagens de Bianka Carvalho, o programa apresenta relatos, memórias e curiosidades sobre o movimento que surgiu no início do século XX e continua despertando interesse de pesquisadores e do público até hoje.

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Raso da Catarina revela cenário usado por cangaceiros

Um dos principais destaques da edição é o Raso da Catarina, região localizada no sertão da Bahia e conhecida pelas paisagens áridas e pela vegetação espinhosa da caatinga.

O local, que possui quase 100 mil hectares, serviu durante décadas como esconderijo estratégico para grupos cangaceiros. O historiador e escritor Frederico Pernambuco de Mello explica no programa que o cangaço está profundamente ligado ao imaginário popular sertanejo.

Segundo ele, o fenômeno pode ser comparado a uma espécie de romance de cavalaria adaptado à realidade do sertão nordestino, em uma época marcada por disputas violentas, vinganças familiares e ausência de forte presença do Estado.

Globo Repórter relembra violência e influência de Lampião

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Embora não tenha criado o cangaço, Lampião se tornou o principal símbolo do movimento no Brasil. Líder do grupo mais conhecido e duradouro do período, ele ficou marcado tanto pela habilidade estratégica quanto pela violência extrema atribuída ao bando.

Durante o programa, especialistas explicam como Lampião se transformou em figura histórica cercada por fascínio, contradições e debates até os dias atuais.

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O pesquisador Frederico Pernambuco de Mello ressalta que o líder cangaceiro pode ser compreendido dentro do contexto histórico da época, mas não absolvido pelos atos violentos cometidos durante sua trajetória.

Serra Talhada preserva memória de Lampião

A edição também visita Serra Talhada, cidade pernambucana onde Lampião nasceu. O imóvel onde o cangaceiro viveu foi adquirido pelo pesquisador Anildomá Willans e transformado em espaço dedicado à preservação histórica do cangaço.

No local, visitantes podem conhecer objetos, documentos e até uma réplica de acampamento cangaceiro montada para reproduzir o cotidiano dos bandos que percorriam o sertão nordestino.

Segundo Anildomá, muitos sertanejos acabavam entrando para o cangaço em busca de sobrevivência, proteção ou melhores condições de vida em uma região marcada pela desigualdade social.

Maria Bonita e a presença feminina no cangaço

Maria Bonita também ganha espaço importante na reportagem. A casa onde ela viveu atualmente funciona como museu e preserva a memória de Maria Gomes de Oliveira, considerada a primeira-dama do cangaço.

O programa conversa ainda com Expedita Ferreira, filha única de Lampião e Maria Bonita. Aos 94 anos, ela relembra detalhes da história dos pais e fala sobre o legado familiar construído após os acontecimentos que marcaram o cangaço.

A edição também aborda o papel das mulheres nos bandos cangaceiros, além da rede formada pelos chamados coiteiros, responsáveis por oferecer abrigo, alimentação e informações aos grupos armados.

Globo Repórter mostra curiosidades pouco conhecidas do cangaço

Além da violência e dos conflitos históricos, o programa também destaca aspectos menos conhecidos da rotina dos cangaceiros.

Entre eles estão o uso de ervas medicinais da caatinga como alternativa à ausência de atendimento médico e a habilidade de muitos integrantes dos bandos com costura e bordado, elementos que ajudaram a construir a estética característica do cangaço.

O pesquisador Manoel Severo afirma que Lampião segue como um dos personagens mais biografados do Brasil, reflexo do fascínio contínuo que o tema ainda desperta no imaginário popular brasileiro.

Globo Repórter de hoje, dia 22/05/2026

    • Quando e que horas começa? hoje, sexta-feira, após “Guerreiros do Sol“.
    • Onde assistir? canal aberto da TV Globo em todo o Brasil.
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