Resumo da Notícia
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Ambientada em 1962, a nova série da HBO It: Bem-Vindos a Derry mergulha nas origens do mal que assombra a pequena cidade de Derry. A produção, desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, funciona como um prelúdio direto dos filmes It – A Coisa e It: Capítulo Dois, explorando o surgimento da entidade antes de assumir a forma do palhaço Pennywise.
Os criadores garantem que o projeto vai além de um terror episódico: é o início de uma trilogia planejada para três temporadas, cada uma ambientada em uma época distinta — 1962, 1935 e 1908 — que reconta, de trás para frente, a trajetória do mal absoluto. E segundo eles, o desfecho será emocionalmente devastador.
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O episódio inicial acompanha Matty Clements (Miles Ekhardt), um garoto de 12 anos que aceita carona de uma família aparentemente comum. O clima inicial de normalidade se transforma em puro pavor quando uma criatura deformada surge dentro do carro. O momento é perturbador não apenas pela brutalidade visual, mas pelo simbolismo: o nascimento como metáfora do horror.

Andy Muschietti explica que quis recriar os medos da década de 1960, em plena Guerra Fria, quando a paranoia sobre radiação e mutações era constante. Segundo ele, o terror do nascimento e da deformidade reflete um dos temas centrais do universo de It: o medo de trazer vida a um mundo dominado pela maldade.
A cena inicial se desenvolve lentamente, como um pesadelo em progressão. A carona, a tensão entre os personagens e o horror crescente revelam que aquela família é mais do que parece — uma manifestação direta da própria entidade. “Queria que fosse um começo inquietante, que aumentasse gradualmente o volume do terror e da tensão”, resume o cineasta.
O massacre do cinema e as duas perspectivas
Logo depois, a série apresenta um dos momentos mais impactantes: o massacre dentro do cinema de Derry, quando Lilly Bainbridge (Clara Stack) e os amigos de Matty se deparam com a verdadeira presença do mal. O diferencial está na narrativa: o primeiro episódio mostra o ataque de forma limitada, mas o segundo revisita a mesma cena sob o ponto de vista de Lilly, revelando o horror em escala total.
De acordo com Barbara Muschietti, essa estrutura foi pensada para provocar choque contínuo: o estúdio pediu que o segundo capítulo relembrasse o impacto do anterior, e Andy decidiu fazer isso por meio de uma mudança de perspectiva, aprofundando o trauma da personagem. O resultado é uma sequência em plano contínuo, claustrofóbica e sangrenta, que reforça a sensação de impotência diante do desconhecido.
O mistério de Pennywise e o medo do previsível
Um dos maiores desafios criativos foi preservar o mistério de Pennywise. Para os irmãos Muschietti, o palhaço não deve ser explorado em excesso, sob pena de perder seu poder aterrorizante. Andy confirma que o personagem terá presença limitada nos primeiros episódios: o objetivo é manter o público em suspense, sem saber quando o mal vai aparecer.
“Criei um vazio proposital. O espectador vai se perguntar o tempo todo: onde está o palhaço?”, explica o diretor. Já Barbara acrescenta que Pennywise é como um tubarão: não pode estar em todos os lugares, nem por muito tempo, sob risco de se tornar previsível. Ele precisa ser imprevisível, raro e ameaçador.
A série também apresentará outras formas da entidade, reforçando sua natureza mutável e incompreensível. O foco está em mostrar como o mal se manifesta em diferentes pessoas, épocas e eventos de Derry, antes de assumir o rosto que o público conhece.
Trama contada de trás para frente
Um dos pontos mais curiosos da estrutura é a decisão de contar a história em ordem cronológica inversa. A primeira temporada se passa em 1962, a segunda em 1935 e a terceira em 1908. Andy Muschietti afirma que existe um motivo narrativo claro para essa escolha: o passado contém a resposta para a origem de Pennywise e do ciclo de violência que assola a cidade.
“Há um objetivo definido para esse arco maior. Não é apenas ver o que acontece depois, mas entender o que aconteceu antes. Há satisfação no final da primeira temporada, mas também uma interrogação”, afirma. Segundo ele, o público conhecerá algo fundamental no oitavo episódio, um ponto de virada que abrirá espaço para as temporadas seguintes.
Um final devastador e cheio de significado
Sobre o desfecho, Barbara Muschietti é direta: o público sairá “destruído”. Andy complementa que o encerramento é profundamente emocional, construído ao longo de todo o processo de escrita e atuação. “Tudo foi amplificado pelos atores, pela direção e pela carga emocional das cenas. Há uma sensação de encerramento, mas também de mistério. Nada é o que parece em Derry”, explica.
Mesmo com a certeza de que o mal sobrevive até 1989 — como visto nos filmes originais —, a série promete um “truque” narrativo que muda a forma de enxergar os eventos anteriores. É um convite para revisitar o mito de It sob uma nova ótica, sem perder o medo nem a curiosidade.
Os criadores garantem que It: Bem-Vindos a Derry não é apenas um retorno ao terror de Stephen King, mas uma reconstrução emocional do trauma coletivo de uma cidade que nunca se livrou daquilo que vive debaixo dela.
A estreia do projeto marca também o retorno de Andy Muschietti à direção de episódios, mantendo o mesmo estilo sombrio e visualmente elaborado que o consagrou nos filmes anteriores. O resultado é uma produção que une nostalgia, medo e melancolia — ingredientes que prometem marcar uma nova era para o universo de It.
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