Branca de Neve fracassa no cinema, mas conquista marco histórico no Disney+

A permanência por três meses consecutivos entre os títulos mais vistos globalmente indica que, mesmo diante da rejeição inicial, há uma parcela de espectadores disposta a conferir a adaptação em casa.
Branca de Neve fracassa no cinema, mas conquista marco histórico no Disney+
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Resumo da Notícia

A Disney atravessou um início de ano instável no cinema. Embora tenha lançado o único blockbuster bilionário de Hollywood desde janeiro, com a animação Lilo & Stitch, o desempenho de outras apostas não correspondeu às expectativas.

Os três filmes da Marvel lançados no período ficaram aquém das projeções e, entre eles, a adaptação em live-action de Branca de Neve acabou se tornando um dos maiores fracassos comerciais da história recente do estúdio.

Apesar da recepção negativa nos cinemas, o filme alcançou um resultado expressivo no Disney+. Em 10 de setembro, completou 90 dias ininterruptos no ranking de audiência global da plataforma, segundo o levantamento da FlixPatrol. O longa chegou ao streaming em junho, três meses após a estreia nos cinemas, ocorrida em março.

Bilheteria abaixo das expectativas

O live-action de “Branca de Neve”, dirigido por Marc Webb (de “O Espetacular Homem-Aranha” e sua sequência), estreou cercado de polêmicas relacionadas às opiniões políticas das protagonistas Rachel Zegler e Gal Gadot.

O impacto foi imediato: no primeiro fim de semana de exibição nos Estados Unidos, arrecadou apenas US$ 42 milhões. Já na segunda semana, sofreu uma queda acentuada de 66%, praticamente decretando o insucesso da produção. Ao fim da corrida nos cinemas, a obra somou pouco menos de US$ 90 milhões no mercado doméstico e ultrapassou por pouco a marca de US$ 200 milhões mundialmente.

O resultado foi considerado um baque para o estúdio, já que o custo de produção girou em torno de US$ 270 milhões. A crítica especializada também não foi receptiva: no Rotten Tomatoes, o filme mantém 38% de aprovação, com a avaliação de que, embora a atuação de Zegler seja destacada, a abordagem do material original e algumas escolhas estéticas não agradaram ao público.

Streaming mantém o interesse do público

Live-action de Branca de Neve decepciona nas bilheteiras, mas cresce no streaming
Live-action de Branca de Neve decepciona nas bilheteiras, mas cresce no streaming

Se a bilheteria decepcionou, a trajetória no Disney+ trouxe outro panorama. A permanência por três meses consecutivos entre os títulos mais vistos globalmente indica que, mesmo diante da rejeição inicial, há uma parcela de espectadores disposta a conferir a adaptação em casa. Esse movimento reabre o debate sobre a viabilidade comercial das refilmagens em live-action, sobretudo no ambiente digital.

O insucesso de “Branca de Neve” contrasta com os números de outras produções semelhantes do estúdio. Filmes como “Aladdin”, “A Bela e a Fera”, “O Rei Leão” e “Alice no País das Maravilhas” ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão cada um no mercado global, consolidando a estratégia da Disney de investir em adaptações de clássicos animados.

Ainda assim, a repercussão negativa fez o estúdio repensar futuros projetos, como o live-action de “Enrolados”, que teria seu desenvolvimento suspenso. Enquanto isso, concorrentes como a DreamWorks avançaram com sucessos como “Como Treinar o Seu Dragão”, que ultrapassou US$ 620 milhões em bilheteria, tornando-se o mais lucrativo da franquia.

O caso de “Branca de Neve”, no entanto, mostra que o interesse do público pode migrar para o streaming, transformando um fracasso nos cinemas em um fenômeno digital.

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