Resumo da Notícia
A quinta e última temporada de “The Boys” estreou nesta quarta-feira (8) no Prime Video e as primeiras imagens deixam uma impressão clara: a série entrou em seu ano final sem espaço para enrolação.
A trama avança mais de um ano após os acontecimentos da quarta temporada e mostra um cenário ainda mais sombrio, com Capitão Pátria, vivido por Antony Starr, liderando o governo norte-americano, enquanto a Vought e os Sete passam a ditar as regras do país. Nesse novo quadro, os apoiadores de Annie/Luz-Estrela, interpretada por Erin Moriarty, são tratados como terroristas foragidos, e a resistência vive sob pressão permanente.
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O impacto mais imediato dessa virada está no estado dos próprios Garotos. Hughie, interpretado por Jack Quaid, Leitinho, vivido por Laz Alonso, e Frenchie, papel de Tomer Capone, estão presos nos chamados Campos de Liberdade, descritos como uma espécie de campo de concentração para opositores do Capitão Pátria.
Os três estão à beira da execução. Enquanto isso, Annie tenta sustentar praticamente sozinha a resistência, carregando o peso emocional de liderar pessoas e heróis que ainda lutam por liberdade. Essa culpa aprofunda a distância entre ela e Hughie e, ao mesmo tempo, a aproxima da lógica mais dura de Billy Bruto, interpretado por Karl Urban.
Bruto e Capitão Pátria entram na reta final mais perigosos do que nunca
Se havia alguma expectativa de moderação neste último ano, os episódios iniciais tratam de destruí-la rapidamente. Bruto surge mais agressivo, mais frio e mais obcecado, agora com superforça e ainda empenhado em criar um vírus poderoso o suficiente para derrotar Capitão Pátria. O problema é que, nessa busca, ele se mostra disposto a aceitar até a morte de inocentes. Há cada vez menos humanidade no personagem, que parece guiado apenas pelo fim de sua guerra contra os supes.
Do outro lado, o quadro não é menos instável. Capitão Pátria, vivido por Antony Starr, segue mergulhado em um surto de egocentrismo e baixa autoestima. Sem compreender o medo que provoca, ele transforma sua tirania em busca por reconhecimento e afeto.
É isso que o leva a descongelar Soldier Boy, interpretado por Jensen Ackles, um pai que o odeia, mas que ainda representa o vínculo familiar mais próximo que ele pode reivindicar. E a série já mostrou mais de uma vez que quanto mais ressentido e acuado Capitão Pátria fica, mais destrutivo ele se torna.
Primeiros episódios aceleram mortes, revelações e o conflito final
A temporada final não perde tempo apenas reacomodando o tabuleiro. O Portal N10 assistiu os dois primeiros capítulos, e eles já empurram a narrativa para frente com rapidez. Aliados caem, novas fórmulas surgem e confrontos importantes já começam a tomar forma. O tom segue sangrento, sarcástico e violento, mas agora com um senso de urgência mais forte, coerente com o fato de que a série está entrando em sua despedida.
Essa escolha parece consciente. Depois de uma quarta temporada que, para parte da crítica, dava sinais de desgaste, a quinta se apresenta como uma correção de rota: mais focada, mais agressiva e decidida a não empilhar pistas falsas ou desviar do conflito central. É uma abertura que trabalha com mortes chocantes, reviravoltas e um avanço claro da história, sem tratar o público como refém de adiamentos artificiais.
Horário de estreia, número de episódios e conexão com ‘Gen V’
No Brasil, a Prime Video confirmou que os episódios serão liberados sempre às 4h da manhã, no horário de Brasília. A temporada terá 8 episódios, lançados individualmente às quartas-feiras, até 20 de maio, quando chega a conclusão da série.
Também já está claro que o último ano terá ligação direta com os momentos finais da segunda temporada de “Gen V”. A resistência contra Capitão Pátria contará com a participação de estudantes da Universidade Godolkin, além de nomes como Luz-Estrela e Trem-Bala, que tenta se redimir dos crimes do passado.
A série também deve mostrar uma versão alternativa dos Estados Unidos dominada pelo Capitão Pátria, com o presidente funcionando como fantoche e os super-heróis da Vought integrados às polícias e ao Exército. Esse cenário aprofunda ainda mais a perseguição a quem critica a empresa e suas ações públicas.
Crítica aprova começo forte e Rotten Tomatoes abre em 96%
A recepção crítica inicial foi bastante positiva. Com 26 análises publicadas até o momento, a temporada de encerramento abriu com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. O consenso destacado aponta que a série entrega uma conclusão digna, mantendo os elementos que a transformaram em fenômeno: violência gráfica, explosões, sarcasmo e críticas ao cenário político atual.
Entre os trechos destacados das críticas, a Inverse afirmou: “Com um final épico a ser construído, tudo na série se encaixa perfeitamente: a tensão da história parece imediata, a sátira encontra um novo ângulo que parece completamente original, e até mesmo o formato da série em si evolui.”
A Black Girl Nerds resumiu: “Após cinco temporadas, ‘The Boys’ chega ao fim em grande estilo, ou melhor, com vários momentos explosivos.”
A Empire Magazine escreveu: “Com esta temporada final sangrenta, ‘The Boys’ força seus personagens (e os espectadores) a confrontar o preço do poder, da cumplicidade e da sobrevivência em um mundo que parece prestes a implodir. É uma conclusão visceralmente envolvente e inesperadamente reflexiva.”
Já a CBR afirmou: “A temporada final de ‘The Boys’ se assemelha à América atual mais do que qualquer outra temporada, criando uma história sombria que é igualmente ridícula e genial.”
Na mesma linha, a Collider avaliou: “Embora a quarta temporada de ‘The Boys’ tenha marcado o início de uma trama desgastada, a quinta temporada representa um desfecho satisfatório para a irreverente saga de super-heróis de Erick Kripke.”
A Zach Pope Reviews foi ainda mais enfática: “Facilmente a temporada mais sombria e emocionalmente impactante de toda a série. Absolutamente excepcional.”
E a Beyond the Trailer destacou: “A temporada só começa a parecer realmente a última a partir do quinto episódio, mas mesmo assim é uma série excelente e ousada. É uma pena que a Amazon não tenha podido dar o orçamento necessário para um final grandioso, mas este desfecho mais tranquilo é muito emocionante. É difícil dizer adeus…”
Além de Karl Urban, Antony Starr, Erin Moriarty, Jack Quaid, Laz Alonso, Tomer Capone e Jensen Ackles, o elenco ainda conta com Dominique McElligott, Jessie T. Usher, Chace Crawford, Karen Fukuhara e Nathan Mitchell.
Mesmo baseada nos quadrinhos, a adaptação televisiva seguiu caminhos diferentes do material original, o que deixa a reta final aberta a surpresas e reviravoltas fora do que foi visto nas histórias de Garth Ennis e Darick Robertson. E, embora “The Boys” esteja chegando ao fim, o universo da franquia não para por aqui: além da possibilidade de uma terceira parte de “Gen V”, a Amazon já prepara “Vought Rising”, série voltada ao passado desse mundo de super-heróis.