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Séries

Em Coma estreia na Netflix com 50 episódios e formato inspirado nos microdramas

Produção colombiana chegou às gravações estruturada em 20 capítulos de cerca de dez minutos, mas foi remontada para uma temporada de 50 episódios curtos.

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Resumo da Notícia

  • Em Coma estreou nesta sexta-feira (11) na Netflix com 50 episódios, muitos deles com duração inferior a cinco minutos.
  • A produção colombiana foi originalmente escrita e gravada como uma série de 20 capítulos de aproximadamente dez minutos, antes de passar por uma mudança de estrutura.
  • O material foi posteriormente reorganizado em 50 episódios curtos, incorporando ritmo acelerado e ganchos frequentes associados aos microdramas, mas mantendo o formato horizontal tradicional.
  • Estrelada por Rami Herrera e Jerónimo Cantillo, a história combina suspense médico e elemento sobrenatural ao acompanhar uma mulher em coma e um enfermeiro capaz de ouvir os mortos.

A Netflix estreou nesta sexta-feira (11) Em Coma, série colombiana que chega ao catálogo brasileiro com uma configuração pouco comum: são 50 episódios, vários deles com apenas alguns minutos de duração. O formato final, porém, não corresponde à estrutura com que a produção entrou originalmente em gravação.

O projeto foi concebido como uma série de 20 capítulos de aproximadamente dez minutos. Depois das filmagens, o material foi reorganizado em episódios menores, aproximando a narrativa da lógica dos microdramas que ganharam espaço principalmente no consumo por dispositivos móveis.

A mudança não levou Em Coma para o vídeo vertical. A produção continua apresentada horizontalmente, como as demais séries tradicionais da Netflix. A diferença está na fragmentação da história, no ritmo das revelações e na quantidade de pontos de interrupção criados entre um episódio e outro.

A transformação do projeto foi detalhada por Ana Barreto, CEO da CMO Producciones, responsável pela produção, durante o Bogotá Audiovisual Market.

Em Coma havia sido escrita e filmada em 20 capítulos de cerca de dez minutos. Posteriormente, a equipe decidiu trabalhar o material em unidades menores, chegando aos 50 episódios disponibilizados pela Netflix.

A diferença pode ser observada diretamente no catálogo brasileiro da Netflix, que apresenta os capítulos separadamente. Nos primeiros episódios, por exemplo, aparecem durações inferiores a cinco minutos.

Esse detalhe muda a leitura do número “50”. Em Coma não possui a estrutura de uma novela com dezenas de capítulos longos. A quantidade elevada surge justamente da divisão da história em blocos menores.

A página brasileira também confirma classificação indicativa de 14 anos, além de áudio e legendas em português do Brasil.

Série incorpora a lógica dos microdramas sem usar vídeo vertical

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Os microdramas se consolidaram principalmente em aplicativos voltados ao celular, com histórias divididas em capítulos curtos e encerramentos pensados para provocar a reprodução imediata da próxima parte.

Em Coma aproveita alguns desses elementos, especialmente a duração reduzida e a concentração de ganchos narrativos, mas segue outro caminho visual.

Johanna Gutiérrez, da área de conteúdo da CMO Producciones, explicou durante a apresentação do projeto que a proposta era adotar a velocidade desse tipo de narrativa sem abandonar desenvolvimento de personagens e características de um thriller convencional.

O diretor Mauricio Montes também descreveu a produção como uma experiência com linguagem de microdrama realizada horizontalmente.

A combinação coloca Em Coma em um terreno intermediário: não é uma série convencional simplesmente dividida em episódios menores desde o roteiro, mas também não adota integralmente o modelo vertical popularizado por plataformas especializadas.

Ataque coloca Anabel em coma e inicia a história

A narrativa acompanha Anabel, interpretada por Rami Herrera. Depois de sofrer um ataque, ela permanece inconsciente em um hospital enquanto as pessoas envolvidas no crime continuam tentando localizá-la.

Nesse ambiente aparece Rafael, vivido por Jerónimo Cantillo, um enfermeiro com uma capacidade sobrenatural: ele consegue ouvir os mortos.

A ligação entre os dois conduz a investigação sobre o que aconteceu com Anabel e sobre quem ainda representa uma ameaça para ela.

A história também incorpora uma conspiração envolvendo tráfico de órgãos, ampliando o conflito para além do hospital e conectando os diferentes acontecimentos apresentados nos capítulos.

O elenco reúne ainda Paola Moreno, Julián Trujillo, Marcela Carvajal, Leonardo Acosta, Susana Torres e Giulia Mantovani.

Netflix já experimenta histórias de curta duração na América Latina

Em Coma não surge isoladamente dentro da estratégia da plataforma.

A Netflix já experimentou na América Latina produções estruturadas em episódios curtos, enquanto produtoras da região observam o crescimento dos microdramas em outros mercados.

A diferença desta vez está no próprio processo de construção. A série chegou a ser gravada em uma estrutura tradicional de 20 episódios antes de ser reorganizada em 50 partes, tornando o resultado final também um exemplo de como um mesmo material pode ser adaptado para novas formas de consumo.

Isso permite à plataforma experimentar capítulos de poucos minutos sem exigir que uma produção inteira seja originalmente concebida para vídeo vertical ou para aplicativos dedicados a microdramas.

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Brunna Mendes
Sobre o autor

Brunna Mendes

Redatora

Sou formada em Gestão Hospitalar pela Escola de Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - ano de 2025. Apaixonada por comunicação e temas ligados à saúde pública, trago uma abordagem…

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