A chocante versão descartada da morte de Bob em Stranger Things

Mesmo após sua morte, Bob Newby se mantém como símbolo de altruísmo e esperança em meio ao terror que domina Hawkins.
Os Duffer quase fizeram Will matar Bob em Stranger Things
Os Duffer quase fizeram Will matar Bob em Stranger Things

Resumo da Notícia

  • A revelação dos irmãos Duffer mostra que o destino de Bob Newby poderia ter sido um dos momentos mais sombrios de Stranger Things, com uma morte que mudaria completamente a trajetória de Will e o tom da série.
  • A escalação de Sean Astin foi decisiva para alterar o roteiro, humanizando Bob e transformando sua morte em um momento de heroísmo, em vez de puro horror, fortalecendo a conexão emocional com o público.
  • Ao evitar que Will fosse responsável pelo assassinato, os criadores preservaram a coerência emocional da trama e impediram que o personagem carregasse uma culpa irreversível ao longo das temporadas seguintes.
  • Mesmo morto, Bob permanece presente na narrativa e em outras produções do universo Stranger Things, sendo lembrado como um exemplo de coragem e bondade em meio ao caos de Hawkins.
  • As mudanças no roteiro de Stranger Things reforçam como decisões criativas bem planejadas podem transformar um personagem coadjuvante em um dos mais queridos e memoráveis de toda a série.

A morte de Bob Newby continua sendo uma das mais marcantes e dolorosas de Stranger Things, mas o que poucos fãs imaginam é que o personagem poderia ter tido um destino ainda mais cruel. Os irmãos Duffer revelaram que versões iniciais do roteiro previam uma morte muito mais sombria para o namorado de Joyce Byers, interpretado por Sean Astin.

Introduzido na segunda temporada como o novo namorado de Joyce, Bob rapidamente se tornou querido pelo público por seu jeito gentil e otimista. Longe das conspirações de Hawkins, ele apenas queria o bem da mulher que amava e dos filhos dela. Justamente por isso, sua morte brutal — devorado por demodogs no episódio “O Devorador de Mentes” — foi um dos momentos mais trágicos da série.

No entanto, o plano original dos criadores era ainda mais perturbador. Os Duffer confirmaram que Bob morreria muito antes, no terceiro episódio da temporada, e que seria morto pelo próprio Will, que estaria sob o controle do Devorador de Mentes. Essa ideia foi abandonada porque tornaria a trama emocionalmente devastadora, especialmente para o personagem de Noah Schnapp, que já havia sofrido intensamente na primeira temporada.

Ter um garoto, mesmo possuído, assassinando um personagem inocente e querido seria um limite difícil de ultrapassar. A série já havia mostrado crianças envolvidas em violência — como Onze eliminando agentes do laboratório —, mas sempre contra figuras moralmente condenáveis. Fazer Will matar Bob, alguém bom e próximo, mudaria radicalmente a percepção do público sobre o personagem e talvez o marcasse de forma irreversível.

Sean Astin mudou o destino do personagem

O destino original de Bob Newby foi mais perturbador do que sua morte canônica
O destino original de Bob Newby foi mais perturbador do que sua morte canônica

A escalação de Sean Astin alterou completamente o rumo da história. O ator, conhecido por papéis em Os Goonies e O Senhor dos Anéis, trouxe um carisma natural que fez os roteiristas repensarem a estrutura da temporada. Segundo os Duffer, Astin entregou uma atuação tão afetuosa e autêntica que eles decidiram prolongar sua participação até o final da temporada.

Isso permitiu ao público conhecer melhor Bob e compreender seu papel como contraponto à escuridão crescente de Hawkins. Ele representava a normalidade e a bondade em meio ao caos. Ao adiar sua morte, os roteiristas conseguiram construir um arco emocional mais profundo — culminando em um ato heroico no laboratório, quando ele se sacrifica para salvar Joyce, Will e seus amigos.

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O impacto foi imenso: o público assistiu a Bob morrer não como uma vítima aleatória, mas como um verdadeiro herói. Essa mudança transformou a cena de horror em um momento de luto coletivo, fortalecendo ainda mais a relação dos fãs com o personagem.

Alterações garantiram coerência emocional à série

Sean Astin prolongou a vida de Bob em Stranger Things
Sean Astin prolongou a vida de Bob em Stranger Things

Além do impacto emocional, a decisão de mudar a morte de Bob também preservou a integridade de Will. Se o garoto fosse responsável por tirar a vida de alguém tão querido, mesmo sob influência do Devorador de Mentes, as consequências psicológicas seriam devastadoras. A trama já mostrava Will lutando contra o controle da criatura e tentando alertar os amigos por meio de mensagens em código Morse. Colocar sobre ele o peso de um assassinato destruiria essa dualidade entre vítima e resistência.

A escolha de torná-lo um observador atormentado, e não o executor da tragédia, manteve o equilíbrio da narrativa e a empatia do público. Além disso, ao mostrar Bob sendo morto por demodogs — criaturas símbolo do horror do Mundo Invertido —, os criadores reforçaram o papel do vilão sobrenatural, não de um inocente manipulado.

Bob continua vivo na memória dos fãs e da história

Mesmo morto, Bob permaneceu presente nas temporadas seguintes. Joyce continua a lamentar sua perda no início da terceira temporada e decide seguir o conselho que ele lhe dera: deixar Hawkins. A importância do personagem também se expandiu em outras mídias do universo Stranger Things, como a minissérie em quadrinhos The Tomb of Ybwen, na qual Will encara uma última aventura inspirada em um enigma deixado por Bob.

Mais recentemente, o personagem voltou a aparecer na peça Stranger Things: The First Shadow, ambientada em 1959, mostrando sua juventude ao lado de Joyce e Hopper. A peça aprofunda o passado de Bob e apresenta sua irmã adotiva, Patty — uma conexão que, segundo os criadores, terá relevância na quinta e última temporada da série.

Mesmo após sua morte, Bob Newby se mantém como símbolo de altruísmo e esperança em meio ao terror que domina Hawkins. Sua trajetória, reescrita pela sensibilidade dos Duffer e pela atuação de Sean Astin, garantiu que ele fosse lembrado não apenas como mais uma vítima, mas como o herói improvável que deu humanidade a uma história cercada por monstros.

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