Resumo da Notícia
A sequência Jujutsu Kaisen Modulo amplia o universo criado por Gege Akutami e reacende discussões que pareciam encerradas após o fim do mangá original. Atenção, spoilers.
Ainda que a obra tenha sido concluída há mais de um ano, o lançamento da nova série abriu espaço para respostas sobre pontos que permaneceram em aberto — especialmente o desfecho de Yuji Itadori, agora revisitado de forma direta e surpreendente. Entre revelações sobre sua condição física, memórias dolorosas e consequências emocionais acumuladas, o que emerge é um quadro claro: Yuji foi condenado ao destino mais escuro possível.
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A grande revelação inicial de Modulo é direta: Yuji ainda vive, contrariando suspeitas de encerramento definitivo de sua trajetória. A confirmação inesperada reacende o interesse em seu papel no novo conflito, especialmente considerando a tensão crescente entre Simurianos e feiticeiros e a iminência do duelo contra Dabura. A busca por respostas leva os feiticeiros até Nobara, que reaparece por meio de um depoimento gravado.
É nesse reencontro que a peça-chave é exposta. Nobara relata que viu Yuji pela última vez no funeral de Hana Kurusu, ocasião em que ele afirmou que “não iria participar de mais nenhum funeral”. A frase revela não apenas o peso emocional das perdas, mas prepara o terreno para a revelação central: Yuji é imortal. A feiticeira afirma de maneira explícita que ele não pode envelhecer, confirmação que dá forma à especulação crescente desde seu retorno inesperado em Modulo.
A imortalidade de Yuji já estava prevista em seu próprio corpo
O destino sombrio de Yuji não acontece por acaso. A construção da obra já havia plantado os elementos necessários para essa conclusão. O personagem foi concebido por Kenjaku desde o início como recipiente perfeito para Sukuna, justificando sua fisiologia incomum. O processo de se tornar receptáculo do Rei das Maldições o alterou ainda mais profundamente.
O próprio Yuji confirma isso no capítulo 220 do mangá original, quando afirma que Shoko o comparou a um objeto amaldiçoado saturado pela energia de Sukuna. A transformação não se limita ao vínculo com o demônio. Ainda no capítulo 220, o mangá revelou que Yuji consumiu as outras Pinturas da Morte, precursoras diretas do experimento que culminou em sua criação. Esse conjunto de fatores o fez cruzar a fronteira entre humano e entidade amaldiçoada — e, como tais espíritos, ser incapaz de morrer ou envelhecer.
A maldição definitiva: Yuji está condenado a descumprir o último pedido do avô
Para muitos fãs, a imortalidade parecia significar uma nova chance de futuro. Porém, Modulo desmonta essa expectativa ao confirmar que Yuji está fadado ao contrário: a viver isolado, sobrevivendo a todos que amou. Nobara explica que a incapacidade de envelhecer implica que Yuji jamais cumprirá o último desejo de seu avô — “que ele morresse cercado de amigos e de pessoas que o amassem”.
A realidade apresentada no capítulo 13 é cruel. Personagens como Yuta, Maki e Hana já morreram; outros, mesmo vivos, caminham para o fim natural. Yuji permanece, enquanto todos os laços que um dia o sustentaram se extinguem. O futuro é claro: ele morrerá sozinho, se é que morrerá algum dia.
Esse contexto dá novo peso ao que Nobara afirmou e ao próprio juramento de Yuji de não comparecer a mais funerais. As mortes já o consomem; a eternidade o condena a um luto interminável. No epílogo original, Sukuna segue seu caminho sem olhar para trás. Mas, ironicamente, é Yuji — o sobrevivente — quem recebe o final mais sombrio.


