Resumo da Notícia
Depois de mais de seis décadas tratando o Hulk como um limite físico quase impossível de ser superado, a Marvel Comics decidiu cruzar uma linha que parecia definitiva dentro do próprio universo editorial. Pela primeira vez desde sua criação, o Hulk deixa de ser apenas “um dos mais fortes” e passa a ser equiparado ao topo absoluto da hierarquia cósmica da Marvel, em um confronto direto contra o ser supremo de toda a existência fictícia da editora.
O embate acontece em Infernal Hulk #5, edição marcada para ser lançada em 18 de março de 2026, e coloca frente a frente o Hulk Infernal e One Above All, o criador e guardião de todo o multiverso Marvel. A própria editora confirma, em material promocional, que com energia gama suficiente, até mesmo o ser supremo pode cair diante da força do Hulk.
Essa não é apenas mais uma escalada de poder. Trata-se de uma redefinição estrutural do personagem e, ao mesmo tempo, de um abalo profundo na mitologia da Marvel.
Hulk sempre foi forte, mas nunca intocável

Desde sua estreia, o Hulk sempre ocupou o imaginário coletivo como a personificação da força bruta. Ainda assim, ao longo dos anos, ele já foi derrotado ou superado por figuras como Onslaught, Abomination e até entidades cósmicas como Galactus. A força do Hulk crescia com a raiva, mas existia um teto implícito, mesmo que nunca claramente definido.
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Esse teto acaba de ser rompido.
A nova fase revela que o Hulk, agora em sua versão infernal, não está mais limitado pelas regras tradicionais da energia gama. O personagem enfrenta um adversário que nenhum vilão anterior jamais ousou desafiar diretamente: o próprio criador do multiverso.
O Hulk Infernal e a origem do confronto definitivo

O Hulk que protagoniza esse momento histórico não é exatamente Bruce Banner. Recentemente, seus poderes de energia gama foram roubados por uma entidade demoníaca conhecida como Eldest. Enquanto Banner se afastava para viver uma vida comum, Eldest assumiu a forma do Hulk Infernal e declarou o início de uma nova Era dos Monstros.
Esse Hulk Infernal não apenas ressuscitou criaturas antigas como também devorou Vinruviel, a Mãe dos Horrores, absorvendo seus poderes. O detalhe mais perturbador está na origem desse conflito: Vinruviel foi o primeiro ser a existir fora do controle do One Above All. Um confronto entre eles, no passado remoto, teria infectado o sangue sagrado do ser supremo — evento que deu origem à própria energia gama.
Ou seja, a energia que sempre definiu o Hulk nasce de uma falha no poder absoluto do One Above All. Isso explica por que, diferentemente de ameaças como Galactus, Kang, ou Thanos, o ser supremo decide intervir pessoalmente.
Por que o One Above All entra na luta agora

Tradicionalmente, o One Above All não interfere em conflitos naturais, mesmo quando realidades inteiras são destruídas. Sua postura sempre foi a de um observador interessado no “mistério” da existência, não em seus resultados imediatos.
Neste caso, porém, o Hulk Infernal representa algo diferente: a única entidade capaz de ferir o próprio Deus da Marvel. A energia gama, nascida da contaminação do sangue divino, transforma o Hulk Infernal em uma ameaça direta ao conceito de onipotência.
Um impacto irreversível na mitologia da Marvel
Independentemente do resultado da luta, o One Above All nunca mais será o mesmo após esse confronto. Ao aceitar um combate direto, a narrativa impõe limites a um personagem que sempre foi tratado como absoluto, inalcançável e definitivo.
Se o Hulk Infernal vencer, o One Above All deixa de ser a palavra final sobre poder e passa a ser apenas mais uma entidade divina, ainda que incomparavelmente poderosa. E mesmo que não vença, o simples fato de ser enfrentado já reconfigura toda a hierarquia cósmica da Marvel.
Vale destacar que, embora esse Hulk não seja Bruce Banner em essência, ele utiliza o corpo original do Hulk para literalmente enfrentar Deus. Isso sugere que o potencial físico do personagem sempre foi maior do que até os fãs mais ambiciosos imaginavam.
Uma virada histórica para o Hulk e para a Marvel
Ao arrastar o One Above All para um duelo direto, a Marvel faz algo raro: traz para o centro da narrativa um personagem que sempre existiu nas margens do próprio universo editorial. A promessa não é apenas de espetáculo, mas de reconstrução conceitual, revelando que o multiverso está longe de ser um plano perfeito e imutável.
Infernal Hulk #5 chega às lojas em 18 de março de 2026, assinado por Phillip Kennedy Johnson, com arte e capa de Nic Klein. Mais do que uma edição especial, o título marca o momento em que o Hulk deixa de ser apenas força bruta e passa a disputar o próprio significado de poder dentro da Marvel.
