Robert Pattinson surpreende ao apontar seu filme favorito da saga Crepúsculo

O momento dessa fala também conversa com a fase atual da carreira de Pattinson, impulsionada por títulos como The Batman, Mickey 17, O Farol e Tenet, além da estreia de O Drama, filme com Zendaya.
Robert Pattinson revela seu filme favorito da saga Crepúsculo
Robert Pattinson revela seu filme favorito da saga Crepúsculo

Resumo da Notícia

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Robert Pattinson revelou, de forma casual e com ironia, que seu filme favorito da franquia Crepúsculo é o segundo longa da série, Lua Nova. A resposta surgiu durante uma entrevista descontraída com Zendaya, sua parceira em O Drama, e chama atenção justamente porque o ator passou anos associado a uma postura crítica em relação ao universo que o lançou ao estrelato como Edward, enquanto Kristen Stewart vivia Bella.

O comentário aconteceu no quadro GQ Friendship Quiz, em que Pattinson e Zendaya fizeram perguntas um ao outro sobre curiosidades pessoais. Quando o ator perguntou a Zendaya qual seria o seu filme favorito de Crepúsculo, ela apostou no primeiro.

Pattinson então respondeu: Na verdade, eu sempre gostei muito do segundo. A fala, embora breve, acaba tendo peso maior do que parece, porque toca em uma franquia que durante muito tempo ocupou um lugar ambíguo dentro da trajetória pública do ator.

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Robert Pattinson afirmou em uma entrevista descontraída com Zendaya que seu filme favorito de A Saga Crepúsculo é Lua Nova
Robert Pattinson afirmou em uma entrevista descontraída com Zendaya que seu filme favorito de A Saga Crepúsculo é Lua Nova

A escolha de Pattinson foi por Lua Nova, lançado em 2009, um capítulo que foge um pouco do centro tradicional da franquia. Isso acontece porque Edward, personagem vivido por Robert Pattinson, passa boa parte da história longe de Bella, interpretada por Kristen Stewart, depois de deixá-la numa tentativa de protegê-la. Dentro da lógica da própria saga, é um filme que desloca parte do protagonismo emocional e, por isso, também costuma ser visto como um ponto fora da curva na série.

Justamente por esse aspecto, a resposta do ator chama atenção. Não se trata da escolha mais óbvia para quem, durante anos, foi lembrado quase automaticamente pelo papel do vampiro que transformou sua carreira. Ao dizer que sempre gostou mais do segundo longa, Pattinson resgata um pedaço da franquia por um ângulo menos esperado e sem o tom de rejeição que marcou parte de suas declarações no passado.

Por que essa fala chama atenção na carreira do ator

Durante o período em que esteve ligado à saga e também depois disso, Pattinson manifestou repetidas vezes seu desdém por A Saga Crepúsculo. Com o passar dos anos, porém, sua visão foi ficando menos dura. O ator passou a demonstrar alguma valorização do papel e também do público que o levou ao patamar de astro internacional.

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Antes de Crepúsculo se consolidar como sua verdadeira explosão de popularidade, Pattinson já havia aparecido em um papel coadjuvante importante como Cedrico Diggory em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Ainda assim, foi a franquia dos vampiros que o transformou em rosto mundialmente conhecido, algo que pesou tanto a favor quanto contra sua imagem nos anos seguintes.

Como Robert Pattinson saiu da sombra de Edward

Mesmo antes de a série chegar ao fim, Pattinson já começava a buscar espaço fora do universo da fantasia jovem. Em 2011, estrelou o drama de época Água para Elefantes, num movimento que apontava para uma tentativa clara de abrir novas frentes dentro da carreira. Depois de Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2, esse processo ficou ainda mais evidente.

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Foi aí que Pattinson começou a construir outro nome em Hollywood, agora ligado a obras de perfil mais autoral ou de maior prestígio crítico. Entre os trabalhos citados nessa virada estão O Farol, com Robert Eggers, e Tenet, dirigido por Christopher Nolan. Mais adiante, sua filmografia também passaria a incluir títulos como The Batman, Mickey 17, O Diabo de Cada Dia e Morra, Amor.

Esse conjunto de escolhas ajuda a explicar por que a declaração sobre Crepúsculo soa diferente hoje. Pattinson já não parece preso ao personagem que o apresentou ao grande público. Pelo contrário: ao acumular projetos diversos e elogiados, ele alcançou uma posição em que pode olhar para trás com mais distanciamento, talvez até com mais leveza.

O que O Drama e Zendaya têm a ver com essa revelação

Segredo perturbador ameaça o casamento de Robert Pattinson e Zendaya no trailer de ‘O Drama’
Segredo perturbador ameaça o casamento de Robert Pattinson e Zendaya em ‘O Drama’

A conversa entre Pattinson e Zendaya aconteceu num momento em que os dois estão promovendo O Drama, filme que acaba de chegar aos cinemas. A produção é descrita como uma comédia sombria sobre um noivo e uma noiva prestes a se casar, cuja relação entra em risco quando a noiva revela um segredo perturbador poucos dias antes do casamento.

Grande parte da divulgação do longa se apoia justamente na dupla principal. Isso também ganha força porque Pattinson e Zendaya ainda voltarão a aparecer juntos em A Odisseia e Duna: Parte Três em 2026. Nesse cenário, a lembrança de Crepúsculo apareceu quase como um desvio natural dentro de uma entrevista descontraída, mas acabou rendendo um dos comentários mais curiosos sobre a trajetória do ator.

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Zendaya, assim como Pattinson, também começou a carreira em projetos voltados a um público mais jovem, trabalhos que nem sempre foram recebidos com grande prestígio crítico naquele momento.

Como essa nova fase reforça a mudança de imagem de Pattinson

O Drama estreou com uma pontuação forte no Rotten Tomatoes, que depois se estabilizou em 79%. Ao mesmo tempo, divide seu fim de semana de abertura com a animação de aventura familiar Super Mario Galaxy: O Filme, um lançamento desenhado para ter presença comercial muito maior nas bilheterias do que o filme estrelado por Pattinson e Zendaya.

Ainda assim, o ponto mais relevante aqui não é apenas o desempenho imediato do novo longa, mas o tipo de carreira que Pattinson consolidou desde o fim da saga vampiresca. Com projetos mais marcantes e de proposta variada, o ator parece ter escapado, em grande medida, do risco de ficar aprisionado ao rótulo de galã de Crepúsculo. E talvez seja exatamente isso que permita, agora, dizer com tranquilidade que tem um filme favorito dentro da franquia.

No fim, a revelação vale menos como curiosidade isolada e mais como sinal de maturidade de imagem. Ao escolher Lua Nova, Pattinson não só surpreende os fãs da saga, como também mostra que sua relação com aquele capítulo decisivo da carreira já não passa apenas por incômodo ou distância. Hoje, a fala soa como a de alguém que entendeu o peso daquele fenômeno e já consegue olhar para ele sem fugir do assunto.

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