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Filmes

Resident Evil surpreende crítica ao transformar lógica dos games em cinema

Filme de Zach Cregger acompanha um protagonista inexperiente em uma história inédita, mas primeiras avaliações destacam justamente elementos como progressão de armas, escassez de recursos, criaturas e sensação de sobrevivência dos jogos.

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Resumo da Notícia

  • As primeiras críticas de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, começaram a ser publicadas nesta quarta-feira (16).
  • Avaliações destacam o terror, a violência, Austin Abrams e uma estrutura que reproduz a sensação de progressão de um videogame.
  • O longa não adapta diretamente a história de Leon, Claire ou outro protagonista conhecido e acompanha o entregador médico Bryan.
  • Vários elementos elogiados agora já haviam sido apontados pelo diretor como fundamentais para transportar o survival horror dos jogos ao cinema.

As primeiras avaliações do novo Resident Evil começaram a ser publicadas nesta quarta-feira (16), e um ponto aparece repetidamente entre críticos que já assistiram ao filme: Zach Cregger não tentou transformar um dos jogos da Capcom em uma reprodução cena por cena. Em vez disso, o diretor construiu uma história inédita usando mecanismos reconhecíveis da franquia para tentar reproduzir no cinema a experiência de sobreviver dentro de um Resident Evil.

O longa acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador médico que acaba envolvido em uma noite de caos e precisa sobreviver enquanto a situação ao seu redor se deteriora. A Sony apresenta oficialmente o filme como uma reinvenção da franquia e confirma Cregger na direção e no roteiro ao lado de Shay Hatten, além de Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser no elenco.

A escolha de um personagem comum, sem o treinamento de nomes como Leon S. Kennedy, tornou-se um dos elementos mais observados nas primeiras críticas. O The Guardian, por exemplo, destaca justamente a forma como Bryan precisa aprender a sobreviver enquanto os perigos aumentam, comparando a experiência do personagem à de alguém colocado dentro de um videogame antes mesmo de conhecer seus controles.

O que Cregger prometeu e o que apareceu nas críticas

Há um aspecto especialmente relevante na recepção inicial: vários pontos elogiados agora já faziam parte do projeto descrito por Zach Cregger meses antes da estreia.

Em entrevista publicada pelo PlayStation Blog, o diretor explicou que não pretendia recontar uma aventura de Leon ou reproduzir a narrativa de algum jogo já existente. A ideia era colocar uma nova história dentro daquele universo e transferir para o filme mecanismos que definem a experiência de jogar Resident Evil, como administração de munição, itens de cura, mudança constante de ambientes e aumento gradual do poder de fogo.

Proposta apresentada por CreggerO que aparece nas primeiras avaliações
Protagonista comum e despreparadoBryan é destacado como alguém que aprende a sobreviver durante a própria jornada
Progressão de armas e recursosCríticas percebem uma estrutura de progressão semelhante à de um jogo
Ambientes que mudam e introduzem novos perigosO filme é descrito como uma sucessão acelerada de situações e ameaças
História original dentro do universo dos gamesO longa preserva referências e lógica da franquia sem adaptar uma campanha específica

Essa abordagem já havia aparecido durante a divulgação do filme. Cregger havia detalhado que pretendia construir um ritmo de videogame, fazendo Bryan começar vulnerável e atravessar situações progressivamente mais perigosas. A relação do projeto com Resident Evil 4 também já havia sido explicada pelo cineasta, principalmente em elementos relacionados a itens, armas e administração de recursos.

Terror, gore e Austin Abrams aparecem entre os destaques

A recepção inicial não está concentrada apenas nas referências aos jogos. A seleção de primeiras reações publicada pela Variety reúne elogios à violência, às criaturas, aos sustos e à combinação entre terror e humor, além de avaliações que colocam o trabalho de Cregger entre adaptações de videogames bem-sucedidas. São opiniões dos críticos citados pela publicação, e não uma avaliação consolidada do desempenho do filme.

A crítica do The Hollywood Reporter também destaca o ritmo acelerado, as sequências construídas por Cregger e o uso intenso de violência e criaturas. Já o The Guardian faz uma ressalva ao desenvolvimento final de Bryan: a avaliação considera que o longa constrói bem o protagonista durante grande parte da história, mas não conclui completamente sua transformação nos momentos finais.

Essa ressalva ajuda a colocar as primeiras reações em perspectiva. O entusiasmo inicial está principalmente na capacidade de transformar mecanismos normalmente associados à jogabilidade em recursos cinematográficos, e não na fidelidade literal a personagens ou acontecimentos específicos dos games.

Resident Evil prefere reproduzir a experiência, não a história dos jogos

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O próprio Cregger explicou anteriormente que a história acontece no universo associado aos acontecimentos de Resident Evil 2, embora com liberdades criativas. Bryan percorre outra jornada durante o desastre de Raccoon City, enquanto elementos conhecidos da franquia aparecem ao redor dele.

Isso permite ao filme trabalhar com a Umbrella Corporation, o T-vírus, criaturas e referências reconhecíveis sem colocar Bryan no lugar de Leon ou Claire. A estratégia também cria uma diferença importante em relação à tentativa de adaptar diretamente acontecimentos que os jogadores já conhecem.

Cregger também citou Resident Evil 4 como uma de suas maiores referências pessoais. Itens de cura, evolução do armamento e a preocupação constante com recursos foram incorporados ao projeto como mecanismos narrativos, em vez de aparecerem apenas como referências visuais para os fãs.

O resultado descrito nas primeiras críticas sugere que essa decisão chegou à tela de maneira perceptível. O The Guardian chama atenção para a estrutura “gamificada” da narrativa e para a maneira como Bryan vai aprendendo as regras daquele mundo enquanto sobrevive, enquanto outras avaliações publicadas nesta quarta destacam a impressão de acompanhar uma progressão típica de videogame.

No Brasil, Resident Evil tem estreia prevista para esta quinta-feira, 17 de setembro, conforme o calendário já divulgado durante a campanha do longa. A chegada acontece no mesmo ano em que a franquia da Capcom completa três décadas desde o lançamento do primeiro jogo, em 1996.

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Rafael Nicácio
Sobre o autor

Rafael Nicácio

Proprietário, redator e editor

Co-fundador e redator do Portal N10, sou responsável pela administração e produção de conteúdo do site, consolidando mais de uma década de experiência em comunicação digital. Minha trajetória inclui passagens por assessorias de comunicação…

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