Godzilla Minus Zero abre com 96% no Rotten Tomatoes e recebe elogios da crítica
Sequência dirigida por Takashi Yamazaki amplia a escala de Godzilla Minus One, leva a destruição até Nova York e volta a combinar espetáculo com uma história centrada nos personagens.
Resumo da Notícia
- Godzilla Minus Zero aparece com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 23 críticas contabilizadas até o momento.
- As primeiras avaliações destacam a escala maior da sequência, os efeitos visuais e a manutenção do componente humano que marcou Minus One.
- Takashi Yamazaki retorna à direção e ao roteiro, assim como Ryunosuke Kamiki, Minami Hamabe e outros integrantes do elenco anterior.
- O filme estreia no Brasil em 5 de novembro de 2026, exclusivamente nos cinemas.
Godzilla Minus Zero ainda levará pouco mais de um mês para chegar aos cinemas brasileiros, mas começou sua trajetória comercial com uma recepção crítica próxima da unanimidade. A sequência de Godzilla Minus One registra 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, considerando as 23 avaliações publicadas até o fechamento deste texto.
A reação inicial coloca o novo filme de Takashi Yamazaki diante de um desafio incomum: suceder uma produção que não apenas conquistou público e crítica, mas também deu à franquia japonesa seu primeiro Oscar. As análises de Minus Zero indicam que o diretor optou por ampliar a dimensão do conflito sem abandonar justamente o elemento que diferenciou o longa de 2023 — personagens humanos tratados como parte central da história, e não apenas como intervalo entre os ataques do monstro.
Boa parte das avaliações iniciais destaca a expansão da escala visual e narrativa. Joey Magidson, do Awards Radar, define o filme como uma continuação “maior — e muitas vezes melhor —” em quase todos os aspectos, enquanto David Gonzales, do The Cinematic Reel, chama atenção para as proporções alcançadas pela produção.
O crescimento não se restringe às cenas de destruição. As críticas também apontam uma narrativa mais ambiciosa, com o conflito deixando de permanecer concentrado no Japão e ganhando consequências internacionais.
A trama se passa dois anos depois dos acontecimentos de Godzilla Minus One. Ryunosuke Kamiki volta ao papel de Kōichi Shikishima, que precisa enfrentar uma nova calamidade enquanto tenta reconstruir a própria vida após os acontecimentos do filme anterior.
Desta vez, Tóquio não será a única cidade atingida. Nova York também entra no raio de destruição de Godzilla, ampliando geograficamente o confronto e dando ao novo longa uma dimensão diferente daquela apresentada em 2023.
O trabalho de Yamazaki voltou a aparecer entre os aspectos mais elogiados das primeiras críticas.
André J. Salazar, do Discussing Film, destaca a disposição do diretor para levar a sequência por caminhos mais ousados do que os encontrados normalmente em grandes produções hollywoodianas. Já Jesse Hassenger, do The Guardian, chama atenção para a mistura entre filme-catástrofe, terror e confrontos protagonizados pelo monstro.
Um dos pontos recorrentes é justamente o controle sobre os efeitos visuais. Em vez de transformar o filme em uma sequência contínua de destruição, Yamazaki volta a utilizar Godzilla e as cenas de grande escala como parte de uma narrativa conduzida também pelas consequências humanas.
Essa abordagem foi decisiva para o sucesso de Minus One. Mesmo trabalhando com um orçamento muito inferior ao de blockbusters americanos centrados em efeitos digitais, a produção conseguiu criar sequências que posteriormente seriam reconhecidas pela Academia de Hollywood.
Minus One chegou ao Oscar com orçamento de US$ 15 milhões
Lançado em 2023, Godzilla Minus One tornou-se um dos maiores sucessos internacionais da fase moderna da franquia japonesa.
Produzido com orçamento estimado em aproximadamente US$ 15 milhões, o longa alcançou cerca de US$ 113 milhões mundialmente. O desempenho foi acompanhado por uma recepção crítica particularmente forte e por uma longa permanência nos cinemas de diferentes mercados.
O reconhecimento chegou ao ponto máximo no Oscar, quando Minus One venceu a categoria de Melhores Efeitos Visuais. Foi a primeira vitória da franquia Godzilla na premiação e um feito especialmente relevante para uma produção realizada com uma estrutura financeira muito menor do que a de seus concorrentes hollywoodianos.
A combinação entre custo reduzido, efeitos visuais e narrativa dramática elevou as expectativas para qualquer continuação. Minus Zero chega justamente tentando expandir aquele universo sem transformar a série em um espetáculo desconectado dos personagens.
Shikishima e Noriko retornam
Além de Yamazaki na direção e no roteiro, o novo filme preserva parte importante do elenco de Minus One.
Ryunosuke Kamiki retorna como Shikishima, enquanto Minami Hamabe volta a interpretar Noriko Ōishi. Miō Tanaka também reaparece como Tatsuo Hotta.
A continuidade desses personagens permite que a sequência avance a história iniciada no filme anterior sem reconstruir inteiramente seu núcleo dramático.
As primeiras críticas apontam justamente esse equilíbrio como uma das forças de Minus Zero. Aaron Neuwirth, do We Live Entertainment, destaca a presença de temas mais amplos mesmo em meio às sequências de ação, enquanto Brandon Lewis, do Geek Vibes Nation, chama atenção para a clareza emocional mantida pelo diretor.
Nova York amplia a dimensão do conflito
A inclusão de Nova York marca uma das mudanças mais visíveis em relação ao filme anterior.
Minus One estava profundamente ligado ao Japão do pós-guerra e utilizava Godzilla como parte de uma história sobre trauma, culpa, reconstrução e sobrevivência. A sequência mantém os personagens desse núcleo, mas desloca parte do conflito para fora do país.
A expansão não significa o abandono de Tóquio. A cidade continua sendo parte da história, enquanto o ataque a Nova York amplia a escala da ameaça e coloca Godzilla diante de um cenário internacional.
É justamente essa mudança de dimensão que aparece repetidamente nas primeiras avaliações. A sequência procura ser maior sem simplesmente reproduzir os mesmos acontecimentos com mais destruição.
Aprovação ainda pode mudar até a estreia
Os 96% registrados no Rotten Tomatoes representam a fotografia inicial da recepção crítica, baseada nas 23 avaliações disponíveis até agora.
Esse percentual poderá variar à medida que novas críticas forem incorporadas ao agregador, especialmente com a aproximação do lançamento internacional. O número atual, porém, já demonstra que a primeira leva de jornalistas recebeu a continuação de forma majoritariamente positiva.
A comparação definitiva com Godzilla Minus One ficará mais clara quando o volume de avaliações aumentar e o filme chegar ao público.
No Brasil, a estreia está marcada para 5 de novembro de 2026, exclusivamente nos cinemas.


