Resumo da Notícia
Devoradores de Estrelas alcançou neste fim de semana a marca de US$ 500 milhões em bilheteria mundial e consolidou uma virada importante para o cinema de ficção científica em 2026.
O longa estrelado por Ryan Gosling, que interpreta um professor do ensino fundamental enviado ao espaço em uma missão desesperada para descobrir por que o Sol está sendo devorado por uma substância desconhecida, chega ao fim de seu quarto fim de semana em cartaz com cerca de US$ 256,6 milhões no mercado doméstico e US$ 243 milhões no mercado internacional. Com isso, torna-se apenas o terceiro filme de 2026 a superar esse patamar.
O resultado coloca o filme atrás apenas de Super Mario Galaxy: O Filme, com US$ 629 milhões, e de Pegasus 3, da China, com US$ 641 milhões, entre os lançamentos deste ano. Mais do que um bom desempenho comercial, a marca redefine o tamanho do projeto, que entrou em cartaz cercado por risco alto e sem a proteção de uma franquia consolidada.
Bilheteria transforma o filme em um marco para a ficção científica
Ao ultrapassar os US$ 500 milhões, Devoradores de Estrelas entra oficialmente na lista dos 50 filmes de ficção científica de maior bilheteria de todos os tempos. O longa ocupa agora a 49ª posição, acima de Planeta dos Macacos: A Guerra, de 2017, com US$ 490,7 milhões, e abaixo de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, de 1991, com US$ 520,9 milhões.
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A entrada nesse ranking também tirou da lista o antigo 50º colocado, Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi, continuação lançada em 1983 e apontada no material com US$ 482,5 milhões.
O desempenho chama ainda mais atenção porque o projeto estava longe de ser uma aposta segura. Devoradores de Estrelas não pertence a uma franquia tradicional do cinema e exigiu investimento alto. Segundo o material, o filme teve orçamento líquido de produção de US$ 200 milhões, o que empurrava seu ponto estimado de equilíbrio para algo em torno de US$ 500 milhões nas bilheterias.
Ou seja: a marca alcançada agora não representa apenas prestígio comercial, mas o momento em que o projeto passa a justificar o risco assumido pelo estúdio. Isso ganha mais peso quando se observa o contexto recente de Ryan Gosling. O ator vinha de O Dublê, comédia de ação de 2024, que teve desempenho muito abaixo do esperado e teria gerado à Universal uma perda de US$ 50 milhões.
Diante desse histórico, lançar uma ficção científica original, cara e sem apoio de universo já consolidado era uma jogada de alto risco. O mercado respondeu de forma diferente.
Recepção forte ajudou a empurrar o filme
A força de Devoradores de Estrelas não ficou restrita à bilheteria. O material destaca que o filme recebeu avaliações muito fortes e foi sustentado por boca a boca amplamente favorável. A produção aparece com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, em selo de crítica positiva, além de 96% de aprovação do público no medidor popular da plataforma.
O filme também recebeu nota A no CinemaScore, um dos sinais mais observados pelo mercado para medir satisfação do público nas primeiras semanas de exibição. O interesse gerado pelo longa ainda o levou a estrear na 80ª posição da lista Top 250 do IMDb, movimento que reforça a repercussão para além do circuito de bilheteria.
Esse conjunto ajuda a explicar outro dado importante citado no material: o filme liderou a bilheteria doméstica por duas semanas seguidas e teve uma das 200 menores quedas de segundo fim de semana de todos os tempos. Em produções grandes, esse tipo de sustentação costuma ser um indicador claro de aprovação do público e permanência de interesse.
O que a história conta e por que ela ganhou tanta força
A trama acompanha o personagem de Ryan Gosling, um professor do ensino fundamental enviado ao espaço em uma última tentativa de entender por que o Sol está sendo consumido por uma substância desconhecida. O longa adapta o romance de mesmo nome escrito por Andy Weir, autor de Perdido em Marte.
A força do conceito está justamente nessa combinação de ficção científica de alto risco com uma premissa de urgência existencial. O filme não depende de universo compartilhado nem de nostalgia de franquia. Ele se apoia em um problema cósmico, numa missão de sobrevivência e na curiosidade em torno de uma ameaça que atinge diretamente o futuro da Terra.
Vitória comercial pode mudar o rumo da Amazon MGM Studios
O êxito de Devoradores de Estrelas também pode deixar consequência industrial. Segundo o material, o longa já era o filme de maior bilheteria da história da Amazon MGM Studios, e agora, ao atingir o ponto estimado de equilíbrio e ultrapassar a marca simbólica de US$ 500 milhões, fortalece o argumento a favor de uma estratégia mais robusta de lançamentos nos cinemas.
Esse ponto é relevante porque a Amazon MGM ainda é uma estrutura relativamente recente, e o sucesso do filme pode estimular o estúdio a continuar investindo em estreias nas salas, em vez de concentrar seus projetos prioritariamente no Prime Video.
Em outras palavras, a vitória comercial de uma ficção científica original pode influenciar decisões futuras sobre como e onde grandes produções do estúdio serão lançadas.
