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Coyote vs. Acme abre com US$ 15,5 milhões após quase ser descartado pela Warner

Longa dos Looney Tunes conquistou o segundo lugar nas bilheterias da América do Norte e deu à Ketchup Entertainment a maior estreia de sua história.
Wile E. Coyote processa a Acme no primeiro trailer do novo filme dos Looney Tunes
Coyote vs. Acme

Resumo da Notícia

  • Longa dos Looney Tunes conquistou o segundo lugar nas bilheterias da América do Norte e deu à Ketchup Entertainment a maior estreia de sua história
  • O resultado colocou o longa na segunda posição das bilheterias norte-americanas no fim de semana.
  • A abertura é a maior já obtida pela distribuidora independente Ketchup Entertainment.
  • O filme havia sido concluído quando a Warner Bros. Discovery decidiu, em 2023, não lançá-lo. Posteriormente, a Ketchup adquiriu os direitos mundiais de distribuição e levou a produção aos cinemas.
  • No Brasil, Coyote vs. Acme estreou em 27 de agosto, com distribuição da Paris Filmes.

Depois de passar anos sob o risco de nunca chegar ao público, Coyote vs. Acme transformou uma das histórias mais controversas recentes de Hollywood em uma estreia de US$ 15,5 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá. O longa dos Looney Tunes terminou seu primeiro fim de semana na segunda posição do mercado norte-americano e estabeleceu um recorde para a Ketchup Entertainment, empresa responsável por resgatar a produção.

O resultado corresponde às estimativas divulgadas no domingo para as sessões realizadas entre sexta-feira e domingo. Além de colocar o filme entre os principais títulos em cartaz, a abertura tornou-se a maior já registrada pela Ketchup Entertainment, distribuidora independente que assumiu o projeto depois que a Warner Bros. Discovery desistiu de lançá-lo.

A chegada aos cinemas encerra uma trajetória que começou a ganhar contornos incomuns em 2023. Embora o longa já estivesse produzido, a Warner decidiu arquivá-lo e pretendia utilizar os custos relacionados à produção em um procedimento contábil. O caso provocou repercussão dentro da indústria e abriu caminho para que outros interessados negociassem os direitos.

Essa possibilidade já havia sido acompanhada quando a Ketchup Entertainment iniciou negociações para resgatar Coyote vs. Acme. Naquele momento, ainda não havia garantia de que o acordo seria concluído ou de que o filme efetivamente chegaria às salas.

A situação mudou quando a distribuidora adquiriu os direitos de lançamento. A operação permitiu que um projeto praticamente encerrado dentro da Warner retornasse ao calendário cinematográfico e passasse a receber uma campanha própria de divulgação.

Em abril, o primeiro trailer de Coyote vs. Acme apresentou ao público a mistura de animação e live-action e confirmou a estreia brasileira. A prévia mostrou pela primeira vez em detalhes como o longa transforma as sucessivas derrotas do Coyote em uma disputa contra a própria fabricante dos equipamentos usados para capturar o Papa-Léguas.

Coyote processa a Acme pelos produtos que nunca funcionam

A história aproveita uma das piadas mais conhecidas dos desenhos dos Looney Tunes. Depois de passar anos comprando foguetes, armadilhas e engenhocas da Acme e fracassar repetidamente na tentativa de capturar o Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide processar a companhia.

O personagem recebe a ajuda de um advogado interpretado por Will Forte, que também atravessa dificuldades profissionais. Do outro lado da disputa está um representante da Acme vivido por John Cena, colocando o conflito tradicional entre o Coyote e a empresa dentro de uma comédia de tribunal.

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O elenco inclui ainda Lana Condor, Luis Guzmán, P.J. Byrne, Martha Kelly e Eric Bauza. A direção é de Dave Green, enquanto James Gunn esteve envolvido no desenvolvimento do roteiro e na produção.

A proposta nasceu de um texto de Ian Frazier publicado originalmente na revista The New Yorker, que imaginava juridicamente as consequências dos inúmeros produtos defeituosos utilizados pelo personagem. A adaptação expande essa ideia para uma história na qual personagens animados convivem com atores reais.

O filme preserva elementos imediatamente reconhecíveis dos desenhos, como explosões, perseguições, quedas e invenções absurdas, mas utiliza essas situações dentro de uma narrativa maior. Pernalonga, Patolino, Piu-Piu e outros personagens dos Looney Tunes também aparecem.

Um filme que Hollywood quase não viu

O desempenho comercial chama atenção principalmente pelo histórico da produção. Coyote vs. Acme se tornou um dos exemplos mais conhecidos da estratégia adotada pela Warner Bros. Discovery de cancelar projetos já concluídos ou em estágio avançado, dentro de um processo de redução de custos iniciado após a fusão entre WarnerMedia e Discovery.

O caso foi frequentemente associado ao de Batgirl, filme da DC que também estava praticamente concluído quando teve o lançamento cancelado. A diferença é que Coyote vs. Acme acabou recebendo autorização para ser negociado com outras empresas.

A Ketchup Entertainment já mantinha uma relação com os Looney Tunes antes de assumir o longa. A distribuidora também ficou responsável pelo lançamento de Looney Tunes: O Dia que a Terra Explodiu, outra produção que havia saído da estratégia de distribuição direta da Warner.

Coyote vs. Acme, entretanto, começou sua trajetória comercial em escala consideravelmente maior. Os US$ 15,5 milhões obtidos no primeiro fim de semana representam aproximadamente cinco vezes a abertura norte-americana registrada pelo longa animado anterior distribuído pela empresa.

A estreia não encerra a análise comercial do filme. O desempenho nas próximas semanas, a arrecadação internacional e posteriormente as receitas obtidas fora das salas determinarão o tamanho final da operação para a Ketchup.

No Brasil, o longa está em cartaz desde 27 de agosto.

O primeiro fim de semana já estabelece, porém, uma inversão importante na trajetória de Coyote vs. Acme: o filme que chegou a ser retirado do calendário e colocado sob risco de nunca ser lançado terminou sua estreia entre as maiores bilheterias do mercado norte-americano.

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