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Disney, Universal e agora Warner Bros. movem ações contra IA da Midjourney

A leitura, presente nas peças, é que quanto mais a Midjourney atua como um “estúdio” de conteúdo, maior tende a ser a pressão regulatória e judicial.

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Resumo da Notícia

  • Warner Bros. Discovery processa Midjourney e pede indenização e liminar por direitos autorais.
  • Disney e Universal já haviam acionado a plataforma por infrações em larga escala envolvendo personagens protegidos.
  • Lançamento de geração de vídeo e canal 24/7 pela Midjourney eleva o conflito com o entretenimento tradicional.
  • Queixa cita IPs icônicas: Superman, Batman, Pernalonga (Bugs Bunny), Patolino (Daffy Duck) e Tom e Jerry.
  • Estúdios buscam limites legais para IA generativa; discussão sobre “fair use” seguirá para o judiciário.

A ofensiva de Hollywood contra conteúdos gerados por IA ganhou novo fôlego. Warner Bros. Discovery ingressou com uma ação de direitos autorais contra a Midjourney, somando-se às iniciativas já movidas por Disney e Universal.

Segundo a Variety, a queixa foi protocolada na quinta-feira (4), ampliando uma batalha jurídica que mira tanto o treinamento do modelo com obras protegidas quanto a oferta de recursos recentes de geração de vídeo e um canal de streaming 24/7, vistos pelos estúdios como competição direta ao entretenimento tradicional.

“A Midjourney se considera acima da lei. Sem qualquer consentimento ou autorização da Warner Bros. Discovery, a Midjourney distribui descaradamente a propriedade intelectual da Warner Bros. Discovery como se fosse sua.”

A acusação de Warner Bros. sustenta que a plataforma cria e distribui imagens e vídeos com propriedade intelectual icônica do estúdio — incluindo Superman, Batman, Pernalonga, Patolino e Tom e Jerry — sem autorização. O pedido inclui indenização por danos e medida liminar para barrar novas infrações.

A movimentação ocorre após Disney e Universal terem apresentado uma ação conjunta contra a Midjourney por violação em larga escala de direitos autorais, destacando que usuários conseguem gerar conteúdo realista que remete a personagens protegidos — como Mickey Mouse — sem licença. O cenário escalou quando a Midjourney lançou ferramenta de geração de vídeos e abriu um canal contínuo de streaming, o que, para os estúdios, reduz barreiras entre “paródia”, “fan art” e pirataria.

De acordo com a mesma publicação, Warner Bros. inicialmente optou por não aderir ao processo de junho, mas mudou de posição após o impulso da Midjourney no vídeo e no streaming. A petição afirma que a empresa teria afrouxado travas (“guardrails”) que impediam a criação de conteúdo audiovisual infrator — uma decisão descrita como “calculada e orientada ao lucro”, mesmo com litígios em curso. A equipe jurídica que representa Disney e Universal assina também o caso de Warner Bros., alinhando as frentes.

Com três dos maiores estúdios alinhados — Disney, Universal e Warner Bros. —, a indústria tenta estabelecer limites legais para plataformas de IA antes que ganhem escala na cadeia de produção e distribuição de conteúdo. A leitura, presente nas peças, é que quanto mais a Midjourney atua como um “estúdio” de conteúdo, maior tende a ser a pressão regulatória e judicial. Não há, por ora, definição sobre a sustentação de uma eventual defesa de “fair use” pela plataforma — questão que deverá ser enfrentada em juízo.

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Rafael Nicácio
Sobre o autor

Rafael Nicácio

Proprietário, redator e editor

Co-fundador e redator do Portal N10, sou responsável pela administração e produção de conteúdo do site, consolidando mais de uma década de experiência em comunicação digital. Minha trajetória inclui passagens por assessorias de comunicação…

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