Resumo da Notícia
“A Odisseia” surpreendeu os exibidores na noite desta quarta-feira (15), durante o painel da Universal Pictures na CinemaCon, em Las Vegas, com uma prévia descrita como uma das mais impactantes da apresentação do estúdio.
Liderada por Christopher Nolan, a exibição mostrou Matt Damon como Odisseu/Ulisses, desorientado e sem memória após anos de ausência, trouxe cenas de enorme tensão no ataque do Cavalo de Troia e ainda terminou com um vislumbre de Polifemo, apresentado como uma criatura gigantesca e ameaçadora. O filme estreia em 16 de julho de 2026 no Brasil, exclusivamente nos cinemas.
O que a prévia de ‘A Odisseia’ mostrou na CinemaCon
A parte mais forte do material exibido esteve concentrada no ataque do Cavalo de Troia, uma das passagens mais conhecidas da tradição épica ligada à jornada de Odisseu. Na sequência mostrada ao público, os gregos tentam puxar a enorme estrutura de madeira até a cidade em silêncio absoluto, em uma cena construída sobre tensão constante e risco iminente.
A prévia avança quando os troianos, desconfiados, perfuram o cavalo com espadas para descobrir se há algo escondido em seu interior. O detalhe torna a cena ainda mais dramática porque um dos soldados ocultos chega a ser ferido. É justamente nesse tipo de construção que o material indica a escala buscada por Nolan: não apenas grandiosidade visual, mas pressão dramática dentro de uma situação histórica já conhecida pelo público.
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Além dessa passagem, o material também mostra Odisseu/Ulisses, liderando seus homens em meio a uma tempestade e organizando um ataque em larga escala. No encerramento, a prévia entrega outra imagem de impacto ao apresentar o confronto com Polifemo, descrito como uma figura colossal e ameaçadora.
Como Matt Damon e Charlize Theron aparecem nas primeiras cenas
As primeiras imagens exibidas trabalham um eixo mais íntimo da história. Odisseu/Ulisses surge desorientado e sem memória após anos de ausência, o que imediatamente desloca a narrativa para um território de perda, identidade e reconstrução.
Nesse momento, ele dialoga com Calipso, personagem interpretada por Charlize Theron, e questiona o próprio passado. O quadro é de apagamento total: ele não consegue se lembrar sequer se tinha esposa ou filhos. Esse recorte é importante porque mostra que o filme não pretende se apoiar apenas na escala bélica ou mitológica. A prévia sugere um épico que também quer explorar a desintegração interior de seu protagonista, algo coerente com o tipo de tratamento dramático que Nolan costuma perseguir.
Durante a apresentação, Christopher Nolan definiu a produção como “um pesadelo absoluto de filmar, em todos os melhores sentidos”. A frase resume com precisão o tamanho da ambição do projeto, que envolve guerra, viagem, monstros, tempestade, deslocamentos e uma estrutura visual pensada para grande escala.
O diretor também explicou por que decidiu levar essa obra ao cinema agora. Ao comentar a escolha da história, afirmou: “Por que ‘A Odisseia’? É uma história que fascina gerações há 3.000 anos. Não é apenas uma história: é a história”.
A fala ajuda a entender o caminho do projeto. Nolan não está tratando o texto apenas como mais uma adaptação literária de grande orçamento, mas como uma narrativa fundadora, uma obra que atravessa séculos e continua oferecendo material para espetáculo, tragédia, aventura e reflexão humana.
Quem está no elenco e qual é o tamanho da produção
Matt Damon interpreta Odisseu/Ulisses, rei de Ítaca, centro da longa e perigosa jornada de volta para casa após a Guerra de Troia. Charlize Theron interpreta Calipso, figura que aparece nas primeiras cenas mostradas ao público. Além deles, o elenco reúne Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Lupita Nyong’o, Robert Pattinson e Jon Bernthal.
O projeto também chama atenção pela dimensão de sua produção. As filmagens aconteceram em locações ao redor do mundo, dentro de uma operação descrita como complexa e desafiadora. Esse esforço dialoga diretamente com outra informação de peso: “A Odisseia” será o primeiro filme rodado inteiramente com câmeras IMAX, um objetivo antigo de Nolan.
O dado não é secundário. Em “Oppenheimer” (2023), o diretor já havia demonstrado o alcance desse formato, que respondeu por cerca de 20% da bilheteria global do longa. Ao levar “A Odisseia” integralmente para esse padrão de captação, Nolan transforma a escolha técnica em parte do próprio argumento do filme: trata-se de uma produção pensada para escala máxima, imagem monumental e experiência cinematográfica total.
A prévia exibida na CinemaCon aponta exatamente nessa direção. Não parece apenas um épico de prestígio, mas uma tentativa de transformar uma das narrativas mais antigas da tradição ocidental em um grande evento de cinema contemporâneo.
Abaixo, primeiro teaser divulgado semanas atrás:
