Resumo da Notícia
Após completar exatamente um mês em cartaz, Superman — primeiro longa do novo Universo DC sob a assinatura de James Gunn — conquistou um feito expressivo: superou a arrecadação doméstica de Oppenheimer, produção de Christopher Nolan que se tornou um fenômeno em 2023.
De acordo com dados atualizados, o filme estrelado por David Corenswet como o Homem de Aço já soma US$ 331 milhões nas bilheterias norte-americanas, contra US$ 330 milhões de Oppenheimer. No cenário internacional, a nova aventura do super-herói acumula mais US$ 247 milhões, totalizando US$ 579 milhões em todo o mundo.
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O desempenho, embora expressivo nos Estados Unidos, ainda está distante dos números globais da cinebiografia de Nolan. Lançado com orçamento de US$ 100 milhões, Oppenheimer arrecadou US$ 975,8 milhões mundialmente, sendo US$ 645 milhões apenas fora dos EUA — valor que Superman ainda não alcançou. O filme de Gunn teve orçamento de US$ 225 milhões e, até o momento, está cerca de US$ 16,5 milhões acima do ponto de equilíbrio.
Comparações e bastidores: James Gunn explica semelhanças e diferenças
A comparação entre as produções não é inédita. O próprio James Gunn já havia traçado um paralelo entre Superman e Oppenheimer, mas sob um ponto específico: o tamanho do elenco e a condução narrativa. Para ele, mesmo com diversos coadjuvantes de destaque, a trama do herói kryptoniano mantém o personagem central como fio condutor.
Nas palavras do cineasta:
“Estamos acostumados a ver filmes com um protagonista, e o Superman é definitivamente o protagonista. Ele tem seus amigos de trabalho e seus amigos de lazer. Não sei se a Liga da Justiça é composta pelos amigos de lazer ou de trabalho dele, ou se a equipe do Planeta Diário é de trabalho ou lazer. Mas esses são dois grupos diferentes, e o fato de usarem insígnias nos uniformes ou terem superpoderes não significa que não sejam como qualquer outro personagem de apoio em um filme. Acho que Oppenheimer tem três vezes mais personagens com falas do que nós.”
O elenco de Superman reforça essa diversidade de coadjuvantes: Rachel Brosnahan vive Lois Lane, Nicholas Hoult interpreta Lex Luthor, e nomes como Edi Gathegi (Senhor Incrível), Anthony Carrigan (Metamorfo), Nathan Fillion (Lanterna Verde), Isabela Merced (Mulher-Gavião), Skyler Gisondo (Jimmy Olsen) e Wendell Pierce (Perry White) completam o time.
O que a marca nos EUA significa para a DC
O fato de Superman ultrapassar Oppenheimer nas bilheterias domésticas tem peso simbólico. A produção de Nolan foi um dos maiores sucessos de 2023, desafiando expectativas com seu formato de drama histórico, classificação indicativa para maiores de idade, três horas de duração e um público global disposto a encarar uma narrativa densa — fatores que não costumam atrair cifras tão altas. Além disso, o filme venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme.
Para a DC, o resultado de Superman mostra que há fôlego para reerguer sua presença no mercado, especialmente após anos de resultados inconsistentes nas bilheteiras. O desafio, no entanto, é manter o interesse internacional e prolongar o tempo de exibição para tentar reduzir a distância em relação ao desempenho global de Oppenheimer.
Se mantiver um ritmo sólido nas próximas semanas e conseguir expansão em mercados estratégicos, Superman pode encerrar a carreira nas bilheteiras com números bem mais expressivos. Ainda assim, o caminho para igualar o impacto cultural e financeiro do longa de Nolan é longo — e exigirá não apenas boa aceitação do público, mas também resultados consistentes nas futuras produções do novo Universo DC.
