Resumo da Notícia
O remake de “Highlander – O Guerreiro Imortal” deve preservar — e até ampliar — uma das marcas mais reconhecíveis da franquia: a violência estilizada.
Em entrevista recente, Djimon Hounsou afirmou que a nova versão dirigida por Chad Stahelski, de “John Wick”, terá “muitas” decapitações, elemento central da mitologia da saga, já que essa é a única forma definitiva de eliminar um imortal. A declaração ajuda a responder um dos principais receios dos fãs desde o anúncio do filme estrelado por Henry Cavill como Connor MacLeod.
A nova adaptação volta a ganhar força justamente dois meses depois de Dave Bautista surgir caracterizado como Kurgan, o grande antagonista da história. Para quem acompanha a franquia desde o longa original de 1986, a preocupação era clara: saber se o novo filme manteria o peso brutal que ajudou a transformar “Highlander” em um título cult de ação e fantasia. Pela fala de Hounsou, a resposta caminha para o sim.
Ao comentar o projeto ao portal ComicBook, o ator demonstrou confiança no resultado e destacou a dimensão visual da produção. “Eles vão adorar este filme. A escala da ação… sendo dirigido por Chad [Stahelski], o responsável por todos os filmes de ‘John Wick’… o elenco é incrível também. Vai ser espetacular. A forma como os cenários foram projetados – ficou ótimo. Haverá muitas [decapitações]”, compartilhou.
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A fala é importante porque não trata apenas do nível de violência. Ela também aponta para um filme de escala mais épica, com investimento em ambientação, construção visual e ação coreografada, algo esperado quando Stahelski assume a direção. Esse é o ponto que mais interessa ao público da franquia: não basta repetir o conceito de imortais duelando através dos séculos; é preciso transformar isso em espetáculo de cinema.
Como será a nova história de ‘Highlander’

Na nova versão, Henry Cavill interpreta Connor MacLeod, um imortal que, séculos depois de sua primeira morte em um campo de batalha escocês, tenta viver de forma discreta no mundo moderno, carregando perdas e o ciclo de violência que acompanha seus semelhantes.
A trama muda de patamar quando Kurgan, vivido por Dave Bautista, ressurge com o apoio de uma organização secreta interessada no segredo da vida eterna. A partir daí, Connor é forçado a retornar ao Jogo, a batalha ancestral em que só pode haver um vencedor.
Guiado por seu mentor Ramírez e pela arqueóloga Kate Bennett, o protagonista precisará enfrentar o próprio passado para reencontrar seu propósito. Ao mesmo tempo, a disputa atravessa épocas e continentes e passa a ameaçar a humanidade. É uma base narrativa que tenta preservar o coração da franquia: combate entre imortais, carga mitológica e um herói arrastado novamente para uma guerra da qual nunca consegue realmente escapar.
Quem está por trás do remake
O roteiro é assinado por Michael Finch, retomando a parceria com Chad Stahelski depois de “John Wick 4: Baba Yaga” (2023). A produção reúne Amazon MGM Studios, 87Eleven Entertainment, Davis-Panzer Productions, Original Film e United Artists.
Além de Henry Cavill e Dave Bautista, o elenco inclui Karen Gillan, Russell Crowe, Marisa Abela, Max Zhang, e a estrela da WWE Drew McIntyre. Esse conjunto reforça a ambição do projeto e mostra que o filme está sendo montado com nomes capazes de sustentar tanto ação quanto presença dramática.
Lançado originalmente em 1986, “Highlander – O Guerreiro Imortal” deu início a uma franquia que se estendeu por mais quatro filmes. Agora, o novo longa tenta fazer algo mais difícil do que apenas reviver uma marca conhecida: recolocar “Highlander” no centro do cinema de ação contemporâneo sem abrir mão da brutalidade que definiu sua identidade. Por enquanto, ainda não foram divulgados título oficial nem previsão de estreia.
