Resumo da Notícia
O mais recente filme da Marvel Studios, Thunderbolts, tornou-se um sucesso de audiência no streaming, mesmo após um desempenho aquém do esperado nos cinemas. A produção apresenta a equipe, agora tratada como os “Novos Vingadores” do MCU, enfrentando uma ameaça de grandes proporções: o lado sombrio do Sentinela, conhecido como Vazio, que espalha uma sombra por Nova York capaz de forçar qualquer pessoa a reviver os momentos mais traumáticos da própria vida.
Apesar de se passar em um dos locais mais povoados por heróis do Universo Cinematográfico da Marvel — Nova York — e de colocar a cidade sob um risco direto, não houve participação do Homem-Aranha ou de outros personagens consagrados que atuam na região.
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Para muitos fãs, a ausência do herói mais icônico associado à cidade causou estranhamento. Contudo, a própria Marvel já apresentou uma justificativa que, dentro da lógica do filme, é convincente.
A explicação do roteirista
Em entrevista ao ScreenRant, o roteirista Eric Pearson abordou a ausência de heróis nova-iorquinos. Embora não tenha revelado o paradeiro de Peter Parker (interpretado por Tom Holland) durante os eventos de Thunderbolts, ele apontou um fator decisivo: a percepção de tempo dentro do Vazio.
Segundo Pearson, o avanço da sombra do Sentinela sobre Nova York pode ter sido tão rápido que outros heróis sequer tiveram tempo de reagir. Dentro do Vazio, o tempo poderia correr em ritmo muito mais acelerado que no mundo real. Enquanto a equipe dos Thunderbolts tentava resgatar Bob, presa em “salas de trauma”, essa passagem poderia equivaler, na realidade, a apenas segundos.
Assim, mesmo que a ameaça tenha começado a se espalhar pela cidade, o curto intervalo entre o início e o fim do fenômeno impediria qualquer ação coordenada de outros heróis.
A lógica por trás da ausência
A explicação também responde a uma pergunta recorrente em filmes de universos compartilhados: por que nem sempre vemos outros heróis ajudando em crises de grande escala? No caso de Thunderbolts, dois fatores sustentam a ausência de reforços:
- Velocidade do evento: a expansão e retração da sombra do Sentinela ocorreram de forma tão breve que não houve tempo hábil para comunicações ou pedidos de ajuda.
- Isolamento dentro do Vazio: os personagens principais estavam desconectados do mundo exterior, incapazes de alertar outros heróis.
Embora seria interessante ver o Homem-Aranha ou outros defensores de Nova York interagindo com os Thunderbolts, a trama funcionou de forma coesa sem essas participações.
O papel dos Thunderbolts no MCU
Com direção de Jake Schreier e roteiro assinado por Eric Pearson e Joanna Calo, Thunderbolts se consolida como uma peça importante na nova fase do MCU. Além de reforçar o peso dramático de personagens como Yelena Belova (Florence Pugh) e Bucky Barnes (Sebastian Stan), o longa oferece respostas plausíveis para elementos narrativos que, em outros tempos, poderiam gerar incoerências dentro da cronologia do universo compartilhado.
A ausência do Homem-Aranha, portanto, não foi descuido, mas uma escolha narrativa sustentada por contexto interno — um recurso que pode voltar a ser usado em futuras produções para justificar a atuação isolada de determinadas equipes.


