Resumo da Notícia
Mesmo cercado por questionamentos artísticos e escolhas narrativas que dividiram a crítica, O Morro dos Ventos Uivantes transformou desconfiança em resultado concreto. O longa chegou aos cinemas em 12 de fevereiro e, em poucos dias, assumiu a liderança da bilheteria mundial, deixando para trás produções mais tradicionais e confirmando que o debate em torno da obra não afastou o público das salas.
Os números mais recentes do Box Office Mojo apontam que o filme já ultrapassou a marca de US$ 80 milhões arrecadados globalmente, superando com folga Socorro!, que até então ocupava o topo do ranking de 2026 com cerca de US$ 73 milhões. O dado ganha ainda mais peso quando se observa como essa arrecadação foi construída.
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Um sucesso dividido entre Estados Unidos e mercado internacional
Diferentemente de muitos lançamentos recentes, cuja força depende quase exclusivamente do mercado norte-americano, O Morro dos Ventos Uivantes apresentou um desempenho equilibrado entre territórios. Nos Estados Unidos, o filme estreou com aproximadamente US$ 40 milhões, enquanto o restante do mundo respondeu com US$ 42 milhões, um sinal claro de interesse internacional consistente.
Esse equilíbrio indica que a obra conseguiu dialogar com públicos distintos, mesmo sendo baseada em um romance clássico e carregado de tensões emocionais e simbólicas. Não se trata apenas de curiosidade inicial, mas de uma adesão ampla que garantiu ao longa um lugar privilegiado no cenário global logo em seu primeiro ciclo de exibição.
Recuperação do investimento e alívio para o estúdio
Com custos de produção estimados em US$ 80 milhões, o filme já atingiu um ponto crucial: recuperou praticamente todo o valor investido. Para a Warner Bros., o resultado representa mais do que um bom começo — é a confirmação de que a aposta em uma adaptação ousada não comprometeu o retorno financeiro.
A expectativa dentro do mercado é que a bilheteria continue crescendo nas próximas semanas, especialmente diante de um calendário que ainda carece de grandes blockbusters de apelo massivo. Esse cenário favorece a permanência do longa no topo e amplia sua vantagem sobre os concorrentes diretos.
Crítica dividida, público mais generoso
Se o caixa sorri, a recepção crítica segue um caminho mais cauteloso. No Rotten Tomatoes, o filme registra 61% de aprovação entre 244 críticas especializadas, um índice considerado mediano para uma produção desse porte. As principais ressalvas recaem sobre a liberdade criativa adotada na adaptação, que altera a dinâmica central entre os protagonistas e suaviza ou ignora aspectos sensíveis da obra original, como o debate racial e as relações de poder.
Já a reação do público se mostra bem mais favorável. Entre os usuários da mesma plataforma, a taxa de recomendação chega a 80%, sugerindo que a experiência emocional proposta pelo filme encontrou eco fora do circuito crítico. No Letterboxd, a nota média é 2,9 de 5, um resultado modesto, mas suficiente para manter o interesse e a conversa ativa nas redes.
Esses dados reforçam um padrão recorrente: a controvérsia não impediu o engajamento, e, em alguns casos, pode até tê-lo ampliado.
Um novo “alvo” na disputa pela maior bilheteria de 2026
Com esse desempenho, O Morro dos Ventos Uivantes passa a ocupar o posto de “campeão a ser batido” em 2026. Até o momento, nenhum outro lançamento do ano conseguiu se aproximar de seus números com a mesma rapidez. Produções como Extermínio: O Templo dos Ossos, que soma cerca de US$ 56 milhões, ainda aparecem a uma distância considerável.
O contexto de mercado ajuda a explicar o fenômeno. Muitos títulos lançados neste início de ano foram pensados para públicos específicos, com menor alcance comercial. Nesse ambiente, um filme com apelo global e forte reconhecimento de marca ganha vantagem competitiva imediata.
Curiosamente, uma das maiores surpresas de 2026 até agora vem do circuito independente. Iron Lung, adaptação de um jogo homônimo, foi produzido com apenas US$ 3 milhões e já arrecadou mais de US$ 43 milhões, mesmo com uma campanha de marketing discreta. O dado reforça uma tendência clara: histórias de terror com orçamento controlado continuam altamente rentáveis.
Esse movimento ajuda a contextualizar o sucesso de O Morro dos Ventos Uivantes dentro de um mercado que parece mais aberto a propostas arriscadas e menos dependente de fórmulas tradicionais.
Top 10 das maiores bilheterias de 2026 até agora
- O Morro dos Ventos Uivantes – US$ 82 milhões
- Socorro! – US$ 73,8 milhões
- Extermínio: O Templo dos Ossos – US$ 56 milhões
- Mercy – US$ 52 milhões
- GOAT – US$ 47,6 milhões
- Iron Lung – US$ 43,5 milhões
- Retorno a Silent Hill – US$ 41,5 milhões
- Primata – US$ 40,7 milhões
- Greenland 2: Migration – US$ 39,9 milhões
- Shelter – US$ 34,6 milhões
