Resumo da Notícia
O novo filme Superman (2025), que inaugura oficialmente o DCU sob comando de James Gunn, vem conquistando público e crítica com uma abordagem renovada do Homem de Aço, estrelado por David Corenswet. Entre as surpresas da produção, um personagem inusitado tem chamado a atenção: Krypto, o Supercão.
Longe de ser apenas um aceno simpático aos fãs dos quadrinhos e animações da DC, o animal foi concebido com um cuidado que vai além do mero efeito visual — e tem relação direta com a vida pessoal do diretor.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
Em entrevista ao ScreenRant, o supervisor de efeitos visuais Guy Williams revelou que Krypto foi inspirado em um dos cães de Gunn, um animal resgatado. “James é um amante dos animais”, disse, lembrando que, durante as filmagens de O Esquadrão Suicida, o diretor demonstrou atenção especial aos cães semi-selvagens encontrados nas ruas do Panamá. A partir dessa conexão pessoal, surgiu a base para um Krypto mais realista e imprevisível.
“O cachorro é baseado em um dos animais de estimação dele, que é um cão resgatado. Ele sabe exatamente quem é o Krypto, como ele pensa, como ele se move”, revelou Guy Williams
O desafio de fazer um cachorro voar
Para criar a ilusão convincente do voo, a equipe de VFX testou diferentes abordagens. Inicialmente, os animadores criaram um ciclo de corrida no ar, mas, segundo Williams, isso parecia “óbvio demais”.
A solução foi reduzir os movimentos até encontrar uma postura fixa, próxima à clássica de Superman, acrescentando apenas cerca de 10% de comportamento típico canino. Assim, em manobras e curvas, Krypto usa as patas como se estivesse se impulsionando de uma rocha invisível, garantindo um toque natural à fantasia.
“Fomos diminuindo até chegar a uma postura de voo quase como a do Superman. Aí adicionamos um pouco de comportamento canino, especialmente nas viradas”, disse Guy Williams.
Um personagem caótico e essencial
Williams descreve Krypto como “uma versão branca de Ozu, que é o cachorro do James”, mas ressalta que não há nada de adestrado ou previsível nele: “É um supercão, não fala e, para falar a verdade, é o animal mais desobediente do mundo.”
Essa escolha criativa resultou em um personagem que foge do padrão de mascote perfeito ou exageradamente leal.
A presença de Krypto não se limita a alívio cômico — ele se torna parte emocional da narrativa, reforçando o tom mais humano e imperfeito que Gunn imprime ao filme. Ao invés de um animal idealizado, o público vê um supercão realista, com personalidade e imprevisibilidade, o que o torna tão memorável quanto qualquer outro integrante do elenco.
Inserir um personagem como Krypto, cuja proposta poderia soar “cafona” em um universo de heróis, foi um risco calculado. No entanto, a decisão de baseá-lo em um cão real, com gestos, temperamento e energia próprios, transformou-o em um dos elementos mais marcantes da produção. É um exemplo de como Gunn consegue equilibrar a fantasia dos quadrinhos com um senso de autenticidade que dialoga com o público.

