Resumo da Notícia
A expansão de “A Hora do Mal” já começou a tomar forma nos bastidores. A prequela “Gladys”, centrada na marcante personagem que ganhou força no filme lançado em 2025, terá roteiro assinado por Zach Cregger, diretor do longa original, em parceria com Zach Shields, de “Godzilla vs. Kong”.
A informação coloca o novo projeto sob o comando criativo de um nome diretamente ligado ao sucesso do primeiro filme, o que ajuda a indicar continuidade de linguagem e de identidade dentro da franquia.
O novo longa ainda não teve detalhes divulgados sobre direção, elenco ou data de estreia, mas o envolvimento de Cregger no texto já muda o peso do projeto. Em produções de terror, sobretudo quando um personagem secundário ganha força suficiente para sustentar uma obra própria, a escolha dos roteiristas costuma dizer muito sobre a ambição do estúdio. Neste caso, a aposta foi manter o cineasta que ajudou a transformar “A Hora do Mal” em um dos títulos mais comentados do gênero.
Equipe principal do primeiro filme volta para a prequela
Além de Zach Cregger, a prequela contará novamente com Roy Lee e Miri Yoon, da Vertigo Entertainment, repetindo a parceria que esteve por trás do longa original. A permanência desse núcleo criativo reforça a tentativa de preservar a base que fez o primeiro filme ganhar tração comercial e crítica. Em franquias de terror, isso costuma ser decisivo: quando o estúdio identifica uma combinação que funcionou, a tendência é não romper a engrenagem logo no passo seguinte.
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Essa escolha faz ainda mais sentido quando se observa o desempenho de “A Hora do Mal” no circuito comercial. Lançado em 2025, o filme ultrapassou US$ 270 milhões em bilheteria no mundo, um resultado que o consolidou como um dos destaques recentes do terror. Não se trata apenas de uma continuação de universo por conveniência industrial. O tamanho da arrecadação mostra que havia lastro suficiente para explorar mais profundamente personagens e histórias daquele mesmo ambiente.
Tia Gladys virou um dos grandes nomes ligados ao filme
Se “Gladys” existe, isso passa diretamente pelo impacto da personagem no primeiro longa. Interpretada por Amy Madigan, Tia Gladys não ficou restrita à função de apoio dentro da narrativa. Ela se transformou em uma das presenças mais lembradas do filme, a ponto de impulsionar uma premiação robusta para a atriz. Pelo papel, Amy Madigan venceu o Oscar, o SAG Awards e o Critics Choice de Melhor Atriz Coadjuvante.
Esse tipo de reconhecimento não costuma acontecer por acaso no terror, gênero que historicamente enfrenta mais resistência nas grandes premiações. Quando uma atuação rompe essa barreira, ela naturalmente ganha outra dimensão dentro da indústria. Foi isso que aconteceu com a personagem. Gladys deixou de ser apenas um elemento importante do enredo de “A Hora do Mal” e passou a ser, por si só, um ativo narrativo valioso.
Pouco antes da vitória no Oscar, Amy Madigan comentou a personalidade da personagem em entrevista ao portal. A atriz resumiu assim a força de Tia Gladys:
“Ela é uma mulher que sabe o que precisa fazer e faz. E, sim, alguns dos métodos dela podem ser um pouco não convencionais, mas ela tem confiança. E eu acho que todas as mulheres no nosso ofício deveriam ter mais dessa confiança, eu inclusa. Então, se eu posso tirar alfo disso tudo, eu diria que é uma vitória para Tia Gladys e para mim”.
A fala ajuda a entender por que a personagem se destacou tanto. Há, na construção de Gladys, uma combinação de firmeza, estranheza e convicção que costuma funcionar muito bem dentro do horror psicológico e do terror dramático. Quando uma figura assim encontra uma intérprete capaz de sustentar presença e tensão, o resultado tende a reverberar além do filme de origem.
O que já se sabe sobre ‘Gladys’
Até aqui, o dado mais concreto sobre a prequela é o time criativo responsável pelo roteiro. Zach Cregger e Zach Shields escreverão o script, enquanto Roy Lee e Miri Yoon voltam ao projeto. Ainda não foram divulgados nomes para a direção, definição de elenco ou previsão de estreia.
Mesmo com poucas informações oficiais, o anúncio já indica um movimento claro: “Gladys” não está sendo tratado como derivação apressada, mas como uma tentativa de capitalizar em cima de uma personagem que conseguiu, ao mesmo tempo, repercussão crítica e apelo popular. No terror, isso raramente passa despercebido.
