Final de Invocação do Mal 4 abre caminho para Judy no universo da franquia

A conclusão do arco dos Warren não esgota a franquia. O caminho mais direto é Judy — agora plenamente consciente da herança mediúnica da mãe —, com possibilidade de histórias que acompanhem Judy e Tony e a família que formam.
Final de Invocação do Mal 4 abre caminho para Judy no universo da franquia
O Último Ritual encerra a história dos Warren e prepara a próxima fase de Invocação do Mal

Resumo da Notícia

O nono filme do universo Invocação do Mal encerra a jornada de Ed e Lorraine Warren com um desfecho assumidamente terno, sem fechar as portas para novas histórias dentro da franquia. A trama centra a última investigação do casal e aproxima o espectador de temas que sempre nortearam a série: família, fé e resistência diante do sobrenatural.

A investigação que conduz o filme passa por um espelho amaldiçoado que assombra a família Smurl e guarda relação direta com os Warren. O confronto final não se resolve com força bruta, mas com o encontro de dons e vínculos: Judy e Lorraine unem suas habilidades para repelir a entidade, permitindo que os Smurl retomem a vida.

O epílogo acompanha o casamento de Judy com Tony — momento que sela a despedida do público do casal protagonista. Em visão compartilhada, Lorraine revela a Ed o aposento sereno que teriam: uma velhice tranquila, netos e bisnetos, e uma casa que se mantém pela presença da família. O filme afirma que, após o caso Smurl, eles se retiraram das investigações ativas, escreveram um livro, deram aulas por anos e, já no fim, Ed sofreu um derrame. Lorraine permaneceu ao lado do marido até a morte dele e, pouco tempo depois, também partiu.

O último plano — os dois dançando na festa de Judy, sob luz suave — funciona como despedida cinematográfica e como uma solução elegante para que a franquia siga adiante sem distorcer a felicidade final dos dois.

Temas e sentidos do último capítulo

Cena pós-créditos de O Último Ritual fecha a jornada dos Warrens e aponta o futuro da franquia
Cena pós-créditos de O Último Ritual fecha a jornada dos Warrens e aponta o futuro da franquia

O Último Ritual reforça, em tom alto e claro, a importância da fé e da família — um eixo já conhecido do universo. O medo cresce quando filhos estão em risco (no passado e no presente de Judy; e nas filhas dos Smurl), mas a superação vem do equilíbrio entre crença e decisão. Há também reconciliação íntima: Ed aceita se afastar do campo e Lorraine reconhece a força real de Judy.

Um detalhe simbólico eleva o sentido de fechamento: o demônio do espelho teria sido o primeiro inimigo do qual os Warren recuaram. Enfrentá-lo agora, antes da aposentadoria definitiva, dá ao filme seus “fechos em livro” sem perder o foco emocional que caracteriza a série.

Para onde o universo pode seguir

A conclusão do arco dos Warren não esgota a franquia. O caminho mais direto é Judy — agora plenamente consciente da herança mediúnica da mãe —, com possibilidade de histórias que acompanhem Judy e Tony e a família que formam.

Outra avenida é retomar linhas paralelas bem-sucedidas do universo, como Annabelle e A Freira, ou reabrir ameaças guardadas no porão dos Warren. Fica igualmente aberta a chance de novos casos “inspirados em relatos” que não passem diretamente pelo casal.

Em entrevista, o presidente da New Line, Richard Brener, sugeriu que O Último Ritual marca apenas o fim da “Fase 1”, sinalizando novas direções para a franquia. Seja acompanhando Judy, seja apresentando novos protagonistas e novas entidades, há fôlego para muito além da despedida dos Warren.

Ficha técnica

  • Título no Brasil: Invocação do Mal 4: O Último Ritual (The Conjuring: Last Rites)
  • Lançamento: 4 de setembro de 2025
  • Duração: 135 minutos
  • Elenco principal: Vera Farmiga (Lorraine Warren) e Patrick Wilson (Ed Warren)
  • Avaliação (fornecida no material): 8/10

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