Resumo da Notícia
Super Mario Galaxy: O Filme precisou de apenas cinco dias para se colocar entre as maiores bilheterias mundiais de 2026. A nova animação da Illumination, sequência da adaptação de videogame lançada em 2023, deve encerrar seu fim de semana de estreia com US$ 372,5 milhões arrecadados globalmente, resultado suficiente para lançar o longa diretamente ao 3º lugar no ranking mundial do ano, atrás apenas de Devoradores de Estrelas, com US$ 400 milhões, e do fenômeno chinês Pegasus 3, com US$ 609,1 milhões.
O desempenho é grande demais para ser tratado como simples abertura forte. O filme já se posiciona como um sucesso comercial imediato, impulsionado por uma largada internacional robusta e por um calendário favorável, que permitiu à produção chegar aos cinemas na quarta-feira e ganhar embalo até o feriado de Páscoa.
Em cinco dias, a nova aventura de Mario já mostrou força suficiente para transformar a discussão sobre seu futuro em uma pergunta bem mais ambiciosa: não se ele será um sucesso, mas até onde pode chegar.
Como ficou a bilheteria de estreia de Super Mario Galaxy: O Filme
A projeção divulgada aponta que o longa fechará seus primeiros cinco dias com US$ 372,5 milhões no mercado global. Esse total se divide entre US$ 190 milhões no mercado doméstico durante o feriado prolongado de Páscoa e mais US$ 182,5 milhões vindos dos mercados internacionais.
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Esse recorte ajuda a entender o tamanho do lançamento. O filme não apenas abriu bem nos Estados Unidos: ele também encontrou resposta forte fora de casa, o que deu musculatura ao resultado logo nos primeiros dias. É esse empurrão internacional que coloca a continuação em pé de igualdade com o desempenho inicial do longa anterior, mesmo quando alguns números domésticos aparecem um pouco abaixo.
O que muda em relação ao filme de 2023
No mercado doméstico, Super Mario Galaxy: O Filme ainda corre atrás de alguns números do longa de 2023. O total de US$ 130 milhões em três dias e US$ 190 milhões em cinco dias ficou abaixo dos US$ 146,4 milhões e US$ 204,6 milhões registrados por Super Mario Bros.: O Filme no mesmo recorte.
Mas a leitura muda quando a bilheteria global entra em cena. A nova produção chegou a US$ 372,5 milhões, praticamente colada aos US$ 375 milhões da estreia mundial do filme anterior. A diferença foi compensada pelo mercado internacional, onde Super Mario Galaxy: O Filme alcançou US$ 182,4 milhões, superando os US$ 171 milhões da animação de 2023.
Esse ponto é decisivo. O novo longa pode até ter arrancado com menos força dentro de casa, mas compensou isso com uma resposta externa superior. No fim, a continuação sai da estreia em terreno competitivo e sem qualquer sinal de desgaste comercial relevante.
Quem volta e quem chega ao novo filme
A continuação traz de volta Mario, dublado por Chris Pratt, Luigi, com voz de Charlie Day, Princesa Peach, interpretada por Anya Taylor-Joy, e Bowser, vivido por Jack Black. Ao mesmo tempo, a nova produção amplia o universo com a entrada de personagens conhecidos da franquia.
Entre os nomes adicionados estão Yoshi, interpretado por Donald Glover, Bowser Jr., com voz de Benny Safdie, e Princesa Rosalina, interpretada por Brie Larson. O filme também incorpora Fox McCloud, de Star Fox, com interpretação de Glen Powell.
Crítica fraca, público forte e caixa já no azul
Um dos aspectos mais reveladores da estreia está no contraste entre recepção crítica e resposta popular. As avaliações de Super Mario Galaxy: O Filme renderam 41% no Rotten Tomatoes, resultado ainda pior que os 59% do filme de 2023. Mesmo assim, o público deu à produção uma marca de 89% com selo Verified Hot, índice que já aparece diretamente refletido no desempenho comercial.
Esse tipo de distância entre crítica e plateia não é novidade em franquias de grande apelo popular, mas aqui ela ganha peso maior porque o filme já parece ter passado do ponto de equilíbrio financeiro. O custo de produção teria sido de US$ 110 milhões, o que colocaria o ponto estimado de lucro em US$ 275 milhões. Com US$ 372,5 milhões em cinco dias, o longa já teria superado essa marca em US$ 97,5 milhões.
O que o calendário pode fazer pela bilheteria
A corrida do filme também encontra um cenário favorável nas próximas semanas. A maior parte dos fins de semana de abril, segundo o material, não traz estreias com o mesmo potencial de bloqueio comercial. O próximo concorrente com força mais visível parece ser Michael, cinebiografia musical que só estreia em 24 de abril.
No campo da concorrência familiar direta, a janela é ainda mais ampla. O filme terá mais quatro fins de semana antes da chegada de Star Wars: O Mandaloriano e Grogu, marcada para 22 de maio.
Esse espaçamento ajuda a sustentar uma tese importante: se o longa mostrar boa permanência internacional, ele pode até ultrapassar o filme anterior na bilheteria mundial ao fim da corrida. Isso seria um feito enorme, especialmente porque Super Mario Bros.: O Filme arrecadou US$ 1,361 bilhão no mundo, tornou-se a sexta animação de maior bilheteria da história e entrou no grupo das poucas animações que já superaram a marca de US$ 1 bilhão.
No estágio atual, a continuação ainda não provou que terá o mesmo fôlego. Mas já provou algo que o mercado observa com atenção: o impulso inicial foi forte o bastante para colocá-la, em menos de uma semana, entre os títulos mais pesados do ano.
