‘Doomsday’ reúne Vingadores, Novos Vingadores, X-Men e Quarteto Fantástico pela primeira vez

Assim como “Guerra Infinita” reuniu Vingadores, Guardiões da Galáxia e o exército de Wakanda, “Doomsday” reunirá times que nunca estiveram juntos em tela.
‘Doomsday’ reúne Vingadores, Novos Vingadores, X-Men e Quarteto Fantástico pela primeira vez
O que ‘Os Vingadores’ ensinam para o sucesso de ‘Doomsday’

Resumo da Notícia

A Marvel está preparando seu maior evento desde “Vingadores: Ultimato”. Com estreia marcada para 18 de dezembro de 2026, “Vingadores: Doomsday” será o reencontro do público com a principal equipe de heróis do MCU, agora em um contexto muito mais amplo, reunindo não só os Vingadores originais e os Novos Vingadores, mas também X-Men e Quarteto Fantástico.

A cereja do bolo é a volta de Robert Downey Jr., desta vez não como Homem de Ferro, mas no papel de Doutor Destino, o grande vilão da trama.

A dimensão desse projeto é inegável. Ainda assim, especialistas apontam que o filme não deve ceder à pressão de tentar ser uma “nova Guerra Infinita”, pois as condições de produção, contexto narrativo e momento do público são muito diferentes.

A pressão de repetir “Guerra Infinita”

O paralelo é inevitável: Anthony e Joe Russo retornam à direção, repetindo a parceria de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Ultimato” – filmes que não apenas quebraram recordes, mas se consolidaram como eventos culturais. Além disso, a estrutura de “Doomsday” lembra a de 2018, já que este será o primeiro capítulo do desfecho da Saga do Multiverso, culminando em “Vingadores: Guerras Secretas”.

Vingadores Guerra Infinita
Vingadores: Guerra Infinita

Assim como “Guerra Infinita” reuniu Vingadores, Guardiões da Galáxia e o exército de Wakanda, “Doomsday” reunirá times que nunca estiveram juntos em tela. O problema é que, diferentemente do que aconteceu em 2018, muitos desses heróis não tiveram um histórico de interações no MCU, o que reduz a força de certas dinâmicas.

Por que a comparação com “Os Vingadores” (2012) é mais realista

Quando “Guerra Infinita” chegou aos cinemas, a Marvel já tinha uma década de histórias interligadas, com trilogias completas do Homem de Ferro, Capitão América e Thor, dois filmes dos Guardiões da Galáxia e aparições cruzadas que construíram relações sólidas entre os heróis. Esse acúmulo deu profundidade às alianças e aos conflitos.

“Vingadores: Doomsday” não parte dessa base. O Doutor Destino foi apresentado apenas na cena pós-créditos de “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”, e boa parte do elenco inédito ainda não foi desenvolvida em arcos próprios. É por isso que o paralelo mais justo não é com “Guerra Infinita”, mas sim com “Os Vingadores” (2012) — que apostou na novidade do encontro entre heróis e no desenvolvimento de suas relações durante o próprio filme.

Em outras palavras, “Doomsday” pode ganhar mais se apostar no impacto da primeira reunião dessas equipes do que tentar reproduzir o peso emocional de reencontros já conhecidos.

Expectativas realistas para a bilheteria

Esperar que “Doomsday” alcance a marca de US$ 2 bilhões de “Guerra Infinita” é arriscado. O cenário atual do MCU é outro: desde 2019, apenas dois filmes ultrapassaram a barreira do bilhão. A média de arrecadação recente gira em torno de US$ 400 milhões, como ocorreu com “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, “Capitão América: Admirável Mundo Novo”, “Thunderbolts*” e o próprio “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”.

Nesse contexto, o alvo realista seria algo próximo ao desempenho de “Os Vingadores” em 2012, que faturou US$ 1,5 bilhão e estabeleceu um novo patamar para filmes de equipe. Considerando que “Doomsday” é o primeiro grande crossover desde “Ultimato”, repetir esse patamar já seria uma vitória estratégica para a Marvel.

O que isso significa para o futuro do MCU

“Vingadores: Doomsday” não é apenas mais um filme-evento: ele abre a reta final da Saga do Multiverso e serve como ponte para “Guerras Secretas”. Sua função central pode não ser quebrar recordes imediatamente, mas sim reconquistar a confiança do público e preparar terreno para o ápice da fase atual.

Se conseguir equilibrar um enredo acessível para novos espectadores e, ao mesmo tempo, oferecer interações inéditas e marcantes para os fãs de longa data, o longa pode não só repetir o feito de 2012, como também pavimentar o caminho para um encerramento histórico no próximo capítulo.

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