Resumo da Notícia
Devoradores de Estrelas acaba de entrar em um grupo raríssimo na carreira de Ryan Gosling. Com US$ 420,7 milhões acumulados na bilheteria mundial até o fim de seu terceiro fim de semana, o longa se tornou apenas o terceiro filme do ator a superar a marca global de US$ 400 milhões.
O resultado coloca a produção atrás, dentro da filmografia de Gosling, apenas de La La Land, que fez US$ 523,1 milhões, e de Barbie, que chegou a US$ 1,447 bilhão.
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O feito ganha ainda mais peso porque não se trata de uma produção pequena que surpreendeu no boca a boca. Devoradores de Estrelas nasceu como uma aposta grande, cara e arriscada, com orçamento reportado de US$ 200 milhões, quase o dobro dos US$ 108 milhões atribuídos a Perdido em Marte, a adaptação anterior de Andy Weir lançada em 2015. Em outras palavras, o filme não precisava apenas performar bem. Ele precisava justificar um investimento alto em um gênero que nem sempre entrega retorno automático nesse nível.
Como Devoradores de Estrelas chegou a esse marco
O longa, adaptação do romance de Andy Weir, traz Ryan Gosling como um professor do ensino fundamental enviado ao espaço em uma tentativa desesperada de impedir que o Sol seja devorado por uma substância desconhecida. Dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, o filme também traz Sandra Hüller, indicada ao Oscar, no elenco.
A estreia começou em 20 de março e rapidamente colocou o filme no centro do mercado. A produção segurou a liderança da bilheteria doméstica por dois fins de semana consecutivos e se transformou na maior arrecadação da história da Amazon MGM Studios. No fechamento do terceiro fim de semana, a divisão da receita ficou em US$ 217 milhões no mercado doméstico e US$ 203,7 milhões no mercado internacional.
Esse detalhe importa porque mostra uma performance equilibrada entre casa e exterior. Não foi um filme carregado apenas por um único mercado. Ele encontrou tração ampla e, por isso, alcançou um patamar que poucos títulos de Ryan Gosling haviam atingido antes.
A marca de US$ 400 milhões globais não é totalmente comum na trajetória do ator. Antes de Devoradores de Estrelas, apenas La La Land e Barbie tinham cruzado esse nível de arrecadação. Agora, o novo filme de ficção científica entra nesse grupo e ultrapassa com folga a bilheteria final de outros sucessos importantes do ator.
Entre os títulos superados por Devoradores de Estrelas estão Blade Runner 2049, com US$ 277,9 milhões, Amor a Toda Prova, com US$ 145,1 milhões, A Grande Aposta, com US$ 133,4 milhões, e Diário de uma Paixão, com US$ 118,6 milhões.
Como o filme se posiciona na corrida de 2026
Até aqui, Devoradores de Estrelas é o filme em língua inglesa de maior bilheteria de 2026. No ranking global do ano, ele aparece atrás apenas do sucesso chinês em live-action Pegasus 3, que soma US$ 609,1 milhões.
O quadro, porém, pode mudar em breve. O texto aponta que Super Mario Galaxy: O Filme está em trajetória para ultrapassá-lo depois de estrear com cerca de US$ 375 milhões globais em cinco dias. Ainda assim, neste momento, o filme de Ryan Gosling sustenta uma posição comercial muito forte no ano e confirma que encontrou escala mundial real.
O tamanho do risco e o que falta para dar lucro
O ponto mais delicado da operação sempre foi o custo. Com orçamento reportado em US$ 200 milhões, o filme trabalha com uma estimativa de ponto de equilíbrio teatral que pode chegar a US$ 500 milhões. Isso significa que, apesar da excelente marca de US$ 420,7 milhões, a produção ainda não fechou a conta no nível ideal para se considerar plenamente rentável apenas nos cinemas.
Esse recorte é importante porque impede leituras apressadas. O filme já alcançou uma marca enorme, mas ainda corre atrás do número que transformaria esse êxito em lucro teatral inequívoco. Ao mesmo tempo, o ritmo da arrecadação sugere que esse objetivo está ao alcance. Se apenas tocar os US$ 500 milhões, o longa entrará na lista das 50 maiores bilheterias de ficção científica de todos os tempos.
A disputa daqui para frente pode ser decisiva para outro marco: ultrapassar La La Land e virar a segunda maior bilheteria da carreira de Ryan Gosling.
Os próximos lançamentos com potencial de grande impacto citados no material são Michael, em 24 de abril, e O Diabo Veste Prada 2, em 1º de maio. No campo da ficção científica em live-action, a concorrência direta só aparece em 22 de maio, com a chegada de Star Wars: O Mandaloriano e Grogu.
Esse calendário favorece o filme. Sem um concorrente direto do mesmo gênero surgindo imediatamente, Devoradores de Estrelas ganha espaço para continuar crescendo, sustentar fôlego e tentar transformar uma largada robusta em permanência comercial forte.
No fim, o dado mais importante já está consolidado: Ryan Gosling agora tem um novo integrante em seu grupo mais seleto de sucessos mundiais. E Devoradores de Estrelas não chegou ali por acaso. Chegou porque combinou escala, apelo internacional e força suficiente para bancar um projeto que, desde o início, carregava risco alto demais para ser tratado como aposta comum.