Devoradores de Estrelas entra para elite da carreira de Ryan Gosling com marca bilionária

O filme também se consolidou como a maior arrecadação da história da Amazon MGM Studios e, até agora, aparece como o longa em língua inglesa de maior bilheteria de 2026, atrás no ranking global do ano apenas do chinês Pegasus 3.
Devoradores de Estrelas vira um dos maiores filmes da carreira de Ryan Gosling
Devoradores de Estrelas vira um dos maiores filmes da carreira de Ryan Gosling

Resumo da Notícia

Devoradores de Estrelas acaba de entrar em um grupo raríssimo na carreira de Ryan Gosling. Com US$ 420,7 milhões acumulados na bilheteria mundial até o fim de seu terceiro fim de semana, o longa se tornou apenas o terceiro filme do ator a superar a marca global de US$ 400 milhões.

O resultado coloca a produção atrás, dentro da filmografia de Gosling, apenas de La La Land, que fez US$ 523,1 milhões, e de Barbie, que chegou a US$ 1,447 bilhão.

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O feito ganha ainda mais peso porque não se trata de uma produção pequena que surpreendeu no boca a boca. Devoradores de Estrelas nasceu como uma aposta grande, cara e arriscada, com orçamento reportado de US$ 200 milhões, quase o dobro dos US$ 108 milhões atribuídos a Perdido em Marte, a adaptação anterior de Andy Weir lançada em 2015. Em outras palavras, o filme não precisava apenas performar bem. Ele precisava justificar um investimento alto em um gênero que nem sempre entrega retorno automático nesse nível.

Como Devoradores de Estrelas chegou a esse marco

O longa, adaptação do romance de Andy Weir, traz Ryan Gosling como um professor do ensino fundamental enviado ao espaço em uma tentativa desesperada de impedir que o Sol seja devorado por uma substância desconhecida. Dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, o filme também traz Sandra Hüller, indicada ao Oscar, no elenco.

A estreia começou em 20 de março e rapidamente colocou o filme no centro do mercado. A produção segurou a liderança da bilheteria doméstica por dois fins de semana consecutivos e se transformou na maior arrecadação da história da Amazon MGM Studios. No fechamento do terceiro fim de semana, a divisão da receita ficou em US$ 217 milhões no mercado doméstico e US$ 203,7 milhões no mercado internacional.

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Esse detalhe importa porque mostra uma performance equilibrada entre casa e exterior. Não foi um filme carregado apenas por um único mercado. Ele encontrou tração ampla e, por isso, alcançou um patamar que poucos títulos de Ryan Gosling haviam atingido antes.

A marca de US$ 400 milhões globais não é totalmente comum na trajetória do ator. Antes de Devoradores de Estrelas, apenas La La Land e Barbie tinham cruzado esse nível de arrecadação. Agora, o novo filme de ficção científica entra nesse grupo e ultrapassa com folga a bilheteria final de outros sucessos importantes do ator.

Entre os títulos superados por Devoradores de Estrelas estão Blade Runner 2049, com US$ 277,9 milhões, Amor a Toda Prova, com US$ 145,1 milhões, A Grande Aposta, com US$ 133,4 milhões, e Diário de uma Paixão, com US$ 118,6 milhões.

Como o filme se posiciona na corrida de 2026

Até aqui, Devoradores de Estrelas é o filme em língua inglesa de maior bilheteria de 2026. No ranking global do ano, ele aparece atrás apenas do sucesso chinês em live-action Pegasus 3, que soma US$ 609,1 milhões.

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O quadro, porém, pode mudar em breve. O texto aponta que Super Mario Galaxy: O Filme está em trajetória para ultrapassá-lo depois de estrear com cerca de US$ 375 milhões globais em cinco dias. Ainda assim, neste momento, o filme de Ryan Gosling sustenta uma posição comercial muito forte no ano e confirma que encontrou escala mundial real.

O tamanho do risco e o que falta para dar lucro

O ponto mais delicado da operação sempre foi o custo. Com orçamento reportado em US$ 200 milhões, o filme trabalha com uma estimativa de ponto de equilíbrio teatral que pode chegar a US$ 500 milhões. Isso significa que, apesar da excelente marca de US$ 420,7 milhões, a produção ainda não fechou a conta no nível ideal para se considerar plenamente rentável apenas nos cinemas.

Esse recorte é importante porque impede leituras apressadas. O filme já alcançou uma marca enorme, mas ainda corre atrás do número que transformaria esse êxito em lucro teatral inequívoco. Ao mesmo tempo, o ritmo da arrecadação sugere que esse objetivo está ao alcance. Se apenas tocar os US$ 500 milhões, o longa entrará na lista das 50 maiores bilheterias de ficção científica de todos os tempos.

A disputa daqui para frente pode ser decisiva para outro marco: ultrapassar La La Land e virar a segunda maior bilheteria da carreira de Ryan Gosling.

Os próximos lançamentos com potencial de grande impacto citados no material são Michael, em 24 de abril, e O Diabo Veste Prada 2, em 1º de maio. No campo da ficção científica em live-action, a concorrência direta só aparece em 22 de maio, com a chegada de Star Wars: O Mandaloriano e Grogu.

Esse calendário favorece o filme. Sem um concorrente direto do mesmo gênero surgindo imediatamente, Devoradores de Estrelas ganha espaço para continuar crescendo, sustentar fôlego e tentar transformar uma largada robusta em permanência comercial forte.

No fim, o dado mais importante já está consolidado: Ryan Gosling agora tem um novo integrante em seu grupo mais seleto de sucessos mundiais. E Devoradores de Estrelas não chegou ali por acaso. Chegou porque combinou escala, apelo internacional e força suficiente para bancar um projeto que, desde o início, carregava risco alto demais para ser tratado como aposta comum.

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