RN abre só 287 empregos em junho e tem pior saldo do Nordeste
Natal e Parnamirim lideraram as contratações no ano, enquanto Mossoró e Baía Formosa tiveram os maiores saldos negativos.
Resumo da Notícia
- O Rio Grande do Norte criou 287 empregos formais em junho de 2026, o menor saldo entre os estados do Nordeste.
- O desempenho estadual foi impulsionado pela Agropecuária, que compensou perdas em outros setores como Serviços e Construção.
- No acumulado do primeiro semestre, o estado gerou 716 vagas, uma queda de 89,4% em comparação ao mesmo período de 2025.
- Natal e Parnamirim lideraram a geração de empregos, enquanto Mossoró e Baía Formosa registraram os maiores saldos negativos.
- Em nível nacional, o Brasil abriu 145.161 vagas em junho, o menor saldo para o mês desde 2020.
O Rio Grande do Norte criou 287 empregos com carteira assinada em junho de 2026, o pior resultado entre os nove estados do Nordeste. O saldo corresponde à diferença entre 19.584 admissões e 19.297 desligamentos, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Os números foram divulgados nesta quinta-feira, 30 de julho, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A data corrige a referência a quarta-feira (29) presente na apuração inicial, já que o calendário oficial do Novo Caged previa para o dia 30 a apresentação dos resultados de junho.
Apesar de positivo, o desempenho potiguar perdeu força na comparação anual. Em junho de 2025, o estado havia aberto 1.472 vagas formais. A diferença representa uma queda de 80,5% em um ano.
Junho também foi o segundo mês consecutivo com crescimento discreto do emprego formal no RN. Em maio, após a atualização da base do Caged, o saldo ficou em 226 postos.
Agropecuária evitou resultado negativo no RN
A abertura de vagas em junho ficou concentrada na Agropecuária, que terminou o mês com saldo positivo de 1.051 empregos. O Comércio também avançou, com 250 postos.
Esses resultados compensaram parcialmente as perdas em Serviços, Construção e Indústria:
| Setor | Saldo em junho |
|---|---|
| Agropecuária | 1.051 |
| Comércio | 250 |
| Indústria | -2 |
| Construção | -425 |
| Serviços | -587 |
| Total | 287 |
Sem o resultado da Agropecuária, os demais setores teriam fechado o mês com perda conjunta de 764 vagas. Serviços, que normalmente concentra parte relevante das contratações do estado, apresentou o pior desempenho setorial, seguido pela Construção.
Saldo do semestre desaba 89,4%
Entre janeiro e junho, o Rio Grande do Norte acumulou a abertura de somente 716 empregos formais. No mesmo período de 2025, haviam sido criados 6.744 postos.
Isso significa que o saldo do primeiro semestre caiu 89,4% em relação ao ano passado. Dentro do Nordeste, o RN ficou à frente apenas de Alagoas, que encerrou o período com saldo negativo de 8.215 vagas.
O desempenho semestral mostra diferenças expressivas entre os setores. Serviços abriu 4.620 empregos, enquanto a Construção criou 1.174 postos e o Comércio, 588. Os ganhos foram praticamente anulados pelas perdas da Agropecuária e da Indústria.
| Setor | 1º semestre de 2026 | 1º semestre de 2025 |
|---|---|---|
| Agropecuária | -4.527 | -3.005 |
| Indústria | -1.133 | 2.508 |
| Construção | 1.174 | 2.348 |
| Comércio | 588 | 1.027 |
| Serviços | 4.620 | 3.858 |
| Não identificado | -6 | 8 |
| Total | 716 | 6.744 |
A Indústria apresentou uma das mudanças mais significativas. Depois de criar 2.508 vagas nos seis primeiros meses de 2025, o setor eliminou 1.133 postos no mesmo intervalo de 2026.
A Agropecuária, embora tenha sustentado o resultado positivo de junho, ainda acumula perda de 4.527 empregos no ano. Essa diferença ocorre porque as atividades agrícolas sofrem forte influência dos ciclos de produção, colheita e entressafra.
Natal e Parnamirim concentram novas vagas
Natal liderou a geração de empregos formais no primeiro semestre, com 2.146 postos. Parnamirim aparece em seguida, com 1.318 vagas.
Juntas, as duas maiores cidades da Região Metropolitana criaram 3.464 empregos. O número é quase cinco vezes o saldo total do estado, demonstrando que as perdas registradas em outros municípios reduziram o desempenho potiguar.
| Maiores saldos positivos | Vagas |
|---|---|
| Natal | 2.146 |
| Parnamirim | 1.318 |
| Espírito Santo | 361 |
| Pau dos Ferros | 251 |
| Extremoz | 246 |
Na outra ponta, Mossoró apresentou o pior resultado municipal do semestre, com o fechamento de 1.067 postos. Baía Formosa perdeu 1.044 empregos.
| Maiores saldos negativos | Vagas |
|---|---|
| Mossoró | -1.067 |
| Baía Formosa | -1.044 |
| Goianinha | -550 |
| Apodi | -498 |
| Jandaíra | -338 |
Os números municipais também estão sujeitos a revisões nas divulgações seguintes do Novo Caged, à medida que empresas enviam declarações fora do prazo ou corrigem informações anteriores.
Brasil abre 145 mil vagas em junho
O Brasil criou 145.161 empregos formais em junho. Embora positivo, esse foi o menor saldo para o mês desde 2020.
Diferentemente do resultado potiguar, os cinco grandes setores da economia nacional fecharam junho com abertura de vagas:
- Serviços: 74.514;
- Agropecuária: 22.898;
- Comércio: 19.177;
- Indústria: 14.438;
- Construção: 14.136.
O salário médio de admissão ficou em R$ 2.404,34, aumento de R$ 16,90 em relação a maio. Já o salário médio dos trabalhadores desligados foi de R$ 2.507,07, ante R$ 2.477,60 no mês anterior.
Os dados completos podem ser consultados no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho, mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.


