Rio Grande do Norte tem 4 universidades entre as mais empreendedoras do Brasil

No recorte do Nordeste, o estado ficou em 4º lugar no desempenho regional, e conseguiu colocar duas universidades entre as 10 mais bem avaliadas da região, com a UFRN em 2º lugar e a Uern em 10º, reforçando o peso potiguar no estudo.
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Foto: Cícero Oliveira / UFRN

Resumo da Notícia

O Rio Grande do Norte voltou a aparecer com força no debate sobre ensino superior e empreendedorismo ao emplacar quatro universidades no Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE) 2025, divulgado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior).

No ranking nacional, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ocupa a 24ª colocação, puxando a presença potiguar em um levantamento que também inclui a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), a Universidade Potiguar (UnP) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

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O desempenho potiguar, porém, não se resume à colocação da UFRN no quadro geral. No recorte regional, o estado aparece em 4º lugar no desempenho do Nordeste, e consegue colocar duas instituições entre as 10 mais bem avaliadas da região: a UFRN, na 2ª posição, e a Uern, em 10º lugar. O dado reforça o peso do estado dentro de um ambiente em que a capacidade de estimular inovação, protagonismo estudantil e mentalidade empreendedora vem ganhando espaço como critério relevante de avaliação universitária.

Como ficaram as universidades do Rio Grande do Norte no ranking

Entre as instituições potiguares citadas no estudo, a classificação ficou assim:

24º – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
49º – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
63º – Universidade Potiguar
82º – Universidade Federal Rural do Semi-Árido

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Essa distribuição mostra que o Rio Grande do Norte conseguiu presença em diferentes perfis institucionais dentro do levantamento, reunindo universidade federal, universidade estadual, instituição privada e universidade federal com forte atuação no interior. Não é um detalhe menor: trata-se de um sinal de que o debate sobre empreendedorismo universitário no estado não está concentrado em apenas um tipo de instituição.

IFRN aparece como o resultado mais forte do Nordeste entre os institutos federais

Outro ponto de peso no estudo está fora do grupo das universidades, mas amplia ainda mais o desempenho potiguar. Entre os institutos federais, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) aparece com o resultado mais forte da região Nordeste. O levantamento aponta que o IFRN lidera o Nordeste e também figura entre os destaques nacionais nesse recorte.

Esse dado ajuda a mostrar que o ambiente acadêmico potiguar vem apresentando desempenho relevante não apenas nas universidades, mas também em uma rede de ensino que tem papel decisivo na formação técnica, tecnológica e científica. Quando o IFRN aparece nessa posição, o resultado também projeta o estado como espaço de formação conectado a iniciativas de inovação, extensão e dinamização do ecossistema acadêmico.

Estudo ouviu 34 mil estudantes e analisou universidades e institutos de todas as regiões

Nesta edição do IESE, foram reunidas 34 mil respostas de estudantes de 92 universidades e 29 institutos federais espalhados por todas as regiões do país. Além do ranking geral, o levantamento traz análises regionais, pesquisa de percepção discente e recortes por dimensão, observando fatores como cultura empreendedora, inovação, extensão, internacionalização, infraestrutura e capital financeiro.

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Pela metodologia do índice, o objetivo é mostrar como universidades e institutos federais se estruturam para estimular o empreendedorismo no ambiente acadêmico, além de identificar pontos que precisam de atenção e indicar oportunidades de melhoria a partir de indicadores ligados ao ecossistema empreendedor universitário.

A própria Vithória Rodrigues, presidente executiva da Brasil Júnior, resume esse alcance em uma fala que ajuda a entender o sentido do estudo para além da disputa por posições. “Mais do que mostrar posições, o IESE ajuda a tornar mais visível o impacto que a educação empreendedora pode gerar dentro e fora das instituições. Quando a gente olha para esses resultados, o que aparece não é só desempenho, mas a capacidade de formar jovens com repertório para transformar realidades, propor soluções e contribuir de forma concreta com o desenvolvimento do país”, diz.

Levantamento é realizado desde 2016 e sai a cada dois anos

A Brasil Júnior conduz o relatório desde 2016. Divulgado em intervalo de dois anos, o levantamento busca contribuir para a melhoria da vivência universitária e da qualidade do ensino superior brasileiro. Isso significa que o índice não funciona apenas como fotografia de desempenho, mas também como ferramenta de observação sobre o que as instituições vêm construindo e onde ainda precisam avançar.

Top 10 nacional do IESE 2025

No ranking nacional, as 10 instituições mais bem colocadas foram:

– Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
– Universidade de São Paulo (USP)
– Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
– Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
– Universidade Federal de Viçosa (UFV)
– Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
– Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
– Universidade Federal de Lavras (UFLA)
– Universidade do Vale do Taquari (Univates)
10º – Universidade de Brasília (UnB)

Mais detalhes sobre o levantamento podem ser consultados na página do Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras.

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