Pesquisa RADAR FEBRABAN revela que 70% dos nordestinos estão satisfeitos com a vida

O levantamento também mediu as percepções em relação à economia. Apesar da satisfação pessoal, a inflação e o custo de vida seguem como os principais motivos de preocupação para a população nordestina.
Porto de Galinhas, em Pernambuco
Porto de Galinhas, em Pernambuco - Foto: JTav / Adobe Stock

Resumo da Notícia

A mais recente Pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada entre 21 e 26 de setembro e divulgada na quarta-feira (8), mostrou que os moradores do Nordeste continuam a apresentar índices elevados de satisfação com a vida pessoal.

O levantamento revelou que 70% da população da região se declarou satisfeita com a vida que leva, repetindo o mesmo resultado registrado no trimestre anterior, em junho de 2025. Esse dado reforça uma tendência de estabilidade positiva na percepção de bem-estar entre os nordestinos, mesmo em um contexto marcado por desafios econômicos e pressões externas.

Um dos pontos de destaque da pesquisa foi a avaliação sobre a vida pessoal e familiar. Para 44% dos entrevistados, 2025 trouxe melhorias em comparação a 2024, número praticamente idêntico ao registrado em junho, quando esse índice ficou em 45%. A estabilidade sugere que a confiança na trajetória de crescimento e satisfação permanece consistente, ainda que dentro de um cenário de incertezas econômicas.

Inflação e custo de vida: ainda no centro das preocupações

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Foto: Rafael Nicácio / Direitos Reservados / Portal N10

O levantamento também mediu as percepções em relação à economia. Apesar da satisfação pessoal, a inflação e o custo de vida seguem como os principais motivos de preocupação para a população nordestina.

Segundo a pesquisa, em setembro, 75% dos entrevistados avaliaram que os preços “aumentaram muito ou aumentaram nos últimos seis meses”, uma queda de quatro pontos percentuais em relação a junho, quando o índice era de 79%. Ainda que os números apontem para uma leve melhora na percepção sobre a inflação, o tema permanece como um dos maiores entraves para a tranquilidade financeira das famílias.

A diretora técnica do IPESPE, Marcela Montenegro, explicou que o trimestre trouxe novos fatores de tensão: Nesse terceiro trimestre do ano, para além das tensões econômicas internas, os brasileiros precisaram lidar com uma nova pressão externa: as tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, o chamado ‘tarifaço’. Nesse contexto, um misto de cautela e otimismo perpassa as avaliações sobre o país e a economia.

Expectativa de crédito em crescimento

Outro dado relevante diz respeito ao acesso a crédito. A pesquisa apontou que a expectativa de ampliação dessa oferta passou de 31% em junho para 35% em setembro, crescimento de quatro pontos percentuais.

Esse índice superou o percentual dos que acreditam que a oferta de crédito permanecerá igual, agora em 33% (cinco pontos percentuais abaixo do trimestre anterior), e também os que projetam diminuição, que ficaram em 28%, contra 27% em junho.

Os números revelam uma percepção mais otimista no acesso a financiamentos, fator essencial para estimular investimentos familiares e consumo.

Planos e prioridades de investimento

Quando questionados sobre como pretendem aplicar o saldo do orçamento disponível, os nordestinos mantiveram como prioridade a realização de sonhos de longo prazo. A compra da casa própria segue como principal meta de investimento, com 28% das respostas. Em segundo lugar, aparece a aplicação em investimentos diversos (22%), seguida pela reforma da casa (21%).

No levantamento de junho, a aquisição de imóvel já liderava com 26%, seguida por investimentos diversos e poupança, ambos com 21%. O resultado reafirma a importância da habitação e da melhoria da qualidade de vida no planejamento financeiro das famílias nordestinas.

PIX parcelado ganha reconhecimento

A pesquisa também mediu a percepção sobre serviços financeiros modernos. O PIX parcelado, já incorporado ao sistema bancário, mostra forte adesão na região: 79% dos entrevistados afirmaram conhecer a modalidade. O dado indica uma rápida popularização da ferramenta, que tende a se consolidar como alternativa para compras de maior valor e para o gerenciamento do consumo parcelado.

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