Resumo da Notícia
O Minha Casa Minha Vida (MCMV) caminha para um novo patamar histórico e, se as projeções do governo se confirmarem, mais um milhão de imóveis devem ser contratados ao longo de 2026, consolidando um total de três milhões de moradias financiadas entre 2023 e 2026, período correspondente ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi detalhada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, ao comentar o desempenho recente do programa e suas perspectivas de médio prazo.
Diferentemente de ciclos anteriores, o atual avanço do Minha Casa Minha Vida não está restrito apenas às faixas de renda mais baixas. A ampliação do programa para famílias da classe média, com renda mensal de até R$ 12 mil, reposicionou o MCMV como o principal motor do mercado imobiliário nacional. Segundo o ministro, hoje cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país passam pelo programa, um índice que evidencia o peso do MCMV não apenas como política social, mas também como política econômica e de geração de empregos.
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Ao falar com jornalistas após um evento sobre infraestrutura realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Jader Filho foi direto ao avaliar o desempenho da iniciativa. “É o programa mais bem avaliado do governo, e não atende só à baixa renda, inclui também a classe média, gerando muitos empregos”, afirmou o ministro, ao destacar o efeito multiplicador do setor da construção civil sobre a economia.
Ritmo anual de contratações e papel do FGTS
Um dos pontos centrais para a manutenção desse ritmo acelerado está na saúde financeira do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. De acordo com Jader Filho, a atual capacidade do FGTS, principal fonte de recursos do Minha Casa Minha Vida, permite sustentar o lançamento de aproximadamente um milhão de imóveis por ano. Esse cenário, segundo ele, abre espaço para que o programa mantenha a cadência tanto em 2026 quanto em 2027, quando já está previsto o lançamento de mais um milhão de unidades habitacionais.
O ministro também avaliou como positivas as mudanças recentes nas regras do crédito imobiliário conduzidas pelo Banco Central. As medidas envolveram a liberação de compulsórios para os bancos e incentivos diretos para que esses recursos sejam direcionados ao financiamento de imóveis, criando um ambiente mais favorável à expansão do crédito no setor.
Juros do Minha Casa Minha Vida vão cair com a Selic?
Apesar da expectativa de queda da taxa básica de juros, o governo descarta novas reduções nas taxas subsidiadas do Minha Casa Minha Vida. Jader Filho foi categórico ao tratar do tema. Segundo ele, os juros praticados atualmente já estão no menor patamar da história do programa, especialmente para as famílias de renda mais baixa.
“Estamos na menor taxa juros da história do programa. Na faixa 1, onde estão aquelas famílias que ganham R$ 2.850 reais, tem taxa de juros de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste, e, nas demais, 4,25%”, declarou o ministro.
Em complemento, reforçou que “não há previsão de baixar mais os juros e acreditamos que pelos resultados essa taxa de juros está atendendo a necessidade do povo brasileiro”.
Mesmo com a Selic atualmente em 15% ao ano, o patamar mais elevado em quase duas décadas, o Ministério das Cidades entende que o desenho atual do programa já garante acesso viável ao crédito habitacional para milhões de famílias. A leitura do governo é que, combinadas, as novas regras do crédito imobiliário e um eventual ciclo de queda da Selic podem impulsionar ainda mais o setor. Hoje, o crédito imobiliário representa cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB), mas, segundo estimativa do ministro, esse percentual pode chegar a 20% em um horizonte de 20 anos.
A meta oficial é clara. O governo pretende encerrar o atual mandato com três milhões de contratos assinados no Minha Casa Minha Vida, mantendo a marca de um milhão de novas contratações por ano. Para 2027, a expectativa é preservar o mesmo ritmo, consolidando o programa como eixo permanente da política habitacional brasileira.
