Resumo da Notícia
A refinaria Clara Camarão, instalada em Guamaré, no Rio Grande do Norte, anunciou nesta quinta-feira (12) um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel comercializados pela unidade. A refinaria é operada pela Brava Energia e segue uma política de revisão semanal de preços, o que tem provocado mudanças frequentes nos valores praticados na origem do combustível.
De acordo com os dados atualizados pela refinaria, o litro da gasolina passou de R$ 2,89 para R$ 3,19, registrando alta de R$ 0,30 por litro em relação ao valor praticado desde 5 de março. O reajuste ocorre apenas uma semana após outro aumento relevante no combustível.
Diesel tem o maior impacto e sobe R$ 1 por litro
O diesel apresentou um aumento ainda mais expressivo nesta nova atualização de preços. Na modalidade diesel A S500 EXA, o valor passou de R$ 4,07 para R$ 5,07 por litro. Já na modalidade LCT, o preço saiu de R$ 4,08 para R$ 5,08.
Nos dois casos, o reajuste representa alta de R$ 1,00 por litro, um movimento que chama atenção no setor de combustíveis por ocorrer em intervalo curto de tempo e com impacto direto sobre cadeias logísticas e de transporte.
Esse tipo de reajuste costuma repercutir em toda a cadeia econômica, especialmente no transporte rodoviário, no frete e no custo de produtos que dependem da logística terrestre.
Dois reajustes consecutivos ampliam pressão sobre os combustíveis
O novo aumento não ocorreu isoladamente. Na semana anterior, a refinaria Clara Camarão já havia promovido outra atualização relevante nos valores.
Na ocasião, o litro da gasolina havia passado de R$ 2,59 para R$ 2,89, enquanto o diesel também registrou forte reajuste. O diesel EXA subiu de R$ 3,32 para R$ 4,07, e o diesel LCT foi de R$ 3,33 para R$ 4,08.
Quando se somam os dois últimos movimentos de reajuste realizados pela refinaria em Guamaré, o cenário se torna ainda mais expressivo. Nesse período curto:
- A gasolina acumulou aumento de R$ 0,60 por litro
- O diesel acumula alta de R$ 1,75 por litro
Esses reajustes refletem o modelo adotado pela refinaria, que revisa semanalmente seus preços conforme as condições do mercado e da operação.
Impacto pode chegar ao consumidor nas próximas semanas
Embora os valores anunciados se refiram aos preços praticados na refinaria, alterações nesse nível da cadeia costumam influenciar gradualmente os preços finais ao consumidor. Distribuidoras, postos e transportadoras passam a recalcular seus custos operacionais à medida que novos carregamentos são adquiridos.
Por isso, especialistas do setor costumam acompanhar de perto reajustes sucessivos como os registrados nas últimas duas semanas, especialmente em um momento de instabilidade no mercado internacional de energia.
O movimento também ocorre em um cenário global de tensão no mercado de petróleo, que influencia diretamente os custos de produção e refino de combustíveis.
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