Resumo da Notícia
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou nesta terça-feira (7) o pagamento de R$ 6 bilhões a 312 mil clientes do Will Bank, instituição que integrava o Grupo Master e teve a liquidação decretada em 21 de janeiro.
A medida marca a segunda fase de ressarcimento dos clientes atingidos. Desta vez, o foco está em quem tinha mais de R$ 1 mil em investimentos sob garantia. O ressarcimento pelo FGC é um processo importante para quem teve valores retidos.
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A primeira etapa já havia sido iniciada em 13 de fevereiro, quando o FGC antecipou a liberação do ressarcimento para clientes com até R$ 1 mil em valores cobertos. Naquele momento, foram pagos R$ 126 milhões a 1,145 milhão de clientes do banco digital liquidado, o equivalente a pouco mais de 18% de quem tem direito a receber.
Como será feito o pagamento aos clientes do Will Bank
Na nova fase, o ressarcimento deixa de ser feito pelo aplicativo do Will Bank e passa a ocorrer pelo aplicativo do FGC para quem possui valores acima de R$ 1 mil.
Pela plataforma do Fundo, o credor deverá fazer cadastro, complementar as informações exigidas, enviar a documentação necessária e formalizar a solicitação pelos canais disponibilizados no aplicativo. O FGC também orientou os usuários a manterem os alertas ativos no celular.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o órgão afirmou: “É importante que as pessoas mantenham ativas as notificações do aplicativo para serem alertadas quanto à necessidade de alguma atuação para a evolução de seu processo”.
Mesmo com a primeira etapa já aberta há meses, o FGC informou que 6,27 milhões de pessoas ainda não requisitaram o resgate de até R$ 1 mil. Segundo os dados apresentados, isso representa R$ 51,8 milhões, quase 30% do volume disponibilizado para esse primeiro ressarcimento.
O que muda para quem tinha aplicações em mais de uma instituição do Grupo Master
Um dos pontos mais sensíveis do comunicado envolve a regra de cobertura para quem mantinha investimentos em mais de uma instituição do conglomerado. O FGC alertou que o Will Bank passou a fazer parte do Grupo Master a partir de 1º de setembro de 2024.
Por isso, os clientes que possuíam aplicações também em outras empresas do grupo, como Banco Master, Master de Investimento e Letsbank, além do próprio Will Bank, terão a garantia limitada a R$ 250 mil. Para quem busca entender melhor sobre tipos de investimentos, é fundamental conhecer essas regras.
Para quem investiu antes de setembro de 2024, a contagem segue de forma independente. Esse detalhe é importante porque interfere diretamente no valor que pode ser coberto pelo Fundo em cada caso e muda a situação de quem tinha recursos pulverizados dentro do mesmo conglomerado.
Banco Master e Banco Pleno também avançam nos pagamentos
Além dos números do Will Bank, o FGC apresentou atualização sobre os ressarcimentos em outras instituições ligadas ao mesmo contexto. No caso do Banco Master, o Fundo informou que, até ontem, dia 6, já havia pago R$ 39,3 bilhões, o equivalente a cerca de 97% de todo o valor estimado em ressarcimentos. Segundo o balanço, 669 mil credores já foram beneficiados, o que representa nove em cada dez clientes do conglomerado com valores a receber.
Já no Banco Pleno, que também está em processo de devolução e teve ressarcimento iniciado em 23 de março, o ritmo também avançou. De acordo com o FGC, sete em cada dez clientes elegíveis já receberam o estorno. Ao todo, 107,3 mil clientes receberam R$ 3,6 bilhões, o equivalente a 75,4% do montante estimado pelo Fundo para pagamento da garantia.
A nova fase do Will Bank, portanto, amplia o alcance do ressarcimento e desloca o foco para os clientes com valores mais altos, ao mesmo tempo em que o FGC reforça o recado de que ainda há milhões de pessoas que não concluíram o pedido de resgate na etapa anterior.