Dólar cai a R$ 5,01 e Ibovespa fecha em recorde histórico com impulso do exterior

No ambiente doméstico, o IPCA de março ficou em 0,88%, acima do esperado, fortalecendo a leitura de que os juros no Brasil devem permanecer elevados, o que amplia a atratividade do real para investidores de fora.
Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025
Crédito: © Valter Campanato/Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • Dólar fecha em R$ 5,01, menor valor desde 9 de abril, com queda de 1,02%.
  • Ibovespa atinge novo recorde histórico ao fechar em 197.324 pontos, com alta de 1,12%.
  • Queda do dólar é atribuída ao diferencial de juros, exportações de commodities e alívio geopolítico.
  • Mercado reage positivamente ao IPCA de março e à expectativa de juros altos no Brasil.
  • Bolsa brasileira é impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e cenário externo favorável.
  • Petróleo Brent e WTI operam com leve recuo, mas sem grandes oscilações.
  • Cenário global de menor aversão ao risco favorece ativos de países emergentes como o Brasil.
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O dólar voltou a cair nesta sexta-feira (10) e encerrou o dia cotado a R$ 5,011, em baixa de R$ 0,052 (-1,02%), no menor nível desde 9 de abril de 2024. No mesmo movimento, o Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico, em um pregão marcado por maior apetite por risco no mercado global, entrada de capital estrangeiro e repercussão dos dados de inflação no Brasil.

A sessão consolidou um quadro raro de força simultânea dos ativos brasileiros. De um lado, a moeda americana perdeu terreno e voltou a rondar o patamar de R$ 5. De outro, a bolsa brasileira emendou o nono pregão consecutivo de alta e se aproximou pela primeira vez da marca simbólica dos 200 mil pontos. Na máxima do dia, o índice chegou a superar 197,5 mil pontos.

O que puxou a queda do dólar

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A desvalorização da moeda americana foi sustentada por um conjunto de fatores que ajudou a fortalecer o real. Entre os elementos mais citados estão o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio geopolítico, que reduziu a procura global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

No cenário doméstico, o mercado também reagiu ao resultado do IPCA de março, que ficou em 0,88%, acima do esperado. O dado reforçou as expectativas de manutenção de juros elevados no Brasil, o que tende a aumentar a atratividade do real para investidores estrangeiros.

No acumulado da semana, o dólar registrou queda de 2,9%. No ano, a desvalorização já soma 8,72%. Ao longo do pregão desta sexta, a moeda chegou a ser negociada muito perto de R$ 5,00, ampliando a percepção de um momento mais favorável para a divisa brasileira.

Por que a bolsa renovou o recorde

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A alta do Ibovespa acompanhou o ambiente externo mais construtivo e também refletiu a continuidade do fluxo estrangeiro para o mercado brasileiro. Segundo os dados citados, o principal motor da bolsa em 2026 tem sido justamente a entrada de capital estrangeiro.

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Informações do Banco Central mostram entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, conforme os dados mais recentes. Esse fluxo ajuda a explicar não apenas a sequência positiva da bolsa, mas também o fortalecimento do real diante do dólar.

O fechamento desta sexta representou o 16º recorde histórico do índice e consolidou a melhor sequência recente da bolsa brasileira. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 4,93%, reforçando um ciclo de valorização que tem encontrado apoio tanto no cenário internacional quanto na leitura de que o Brasil segue atraente para parte dos investidores.

Petróleo teve leve queda no exterior

No mercado internacional, o petróleo operou com leve recuo, mas sem romper a percepção de relativa estabilidade. O barril do tipo Brent caiu 0,75%, para US$ 95,20, enquanto o WTI, referência do Texas, recuou 1,33%, a US$ 96,57.

Os investidores seguiram acompanhando negociações diplomáticas ligadas ao Oriente Médio, especialmente as conversas entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de redução de tensões na região ajudou a melhorar o humor global e favoreceu ativos de países emergentes, caso do Brasil.

O resultado do dia, portanto, reuniu três sinais relevantes no mesmo pacote: dólar em queda, bolsa em recorde e mercado externo menos defensivo. Para o investidor, foi uma sessão em que o capital estrangeiro, os juros brasileiros e a trégua parcial no ambiente internacional atuaram na mesma direção.

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