Em um cenário econômico dinâmico, o Brasil registra marcos importantes em diversas áreas financeiras. A Dívida Pública Federal (DPF) atingiu um novo patamar, enquanto o Tesouro Direto celebrou um mês de vendas recordes e o BNDES obteve autorização para ampliar sua captação de recursos.
Dívida Pública Federal Atinge Novo Recorde
Pela primeira vez na história, a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassou a marca de R$ 7,5 trilhões, impulsionada principalmente pela apropriação de juros. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, mostram que a DPF passou de R$ 7,492 trilhões em fevereiro para R$ 7,508 trilhões em março, um aumento de 0,22%. Apesar do aumento, a DPF permanece dentro das projeções do Plano Anual de Financiamento (PAF), que estima um estoque entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões para o final de 2025.
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A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou alta, subindo 0,29% e atingindo R$ 7,199 trilhões em março. Esse aumento ocorreu mesmo com o Tesouro resgatando R$ 52,99 bilhões em títulos, um valor superior ao emitido no período. A diferença foi compensada pela apropriação de R$ 74,09 bilhões em juros.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe), por outro lado, registrou uma queda de 1,53%, influenciada pela desvalorização do dólar no mês de março.
A composição da DPF também sofreu alterações, com a proporção de papéis atrelados à Taxa Selic diminuindo para 46,38%, enquanto a fatia de papéis prefixados aumentou para 21,51%. Os títulos corrigidos pela inflação também ganharam espaço, representando 28,01% da DPF. Em abril, a inflação desacelerou, mas ainda é um fator a ser considerado.
O prazo médio da DPF subiu para 4,12 anos, indicando maior confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos.
Tesouro Direto Alcança Vendas Recordes em Março
O Tesouro Direto registrou um marco histórico em março, com vendas de títulos públicos para pessoas físicas atingindo R$ 11,69 bilhões, impulsionadas pelo vencimento de títulos corrigidos pela Selic. Esse montante representa o maior valor mensal desde a criação do programa em 2002.
Os títulos vinculados aos juros básicos foram os mais procurados pelos investidores, representando 63,2% das vendas. Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) corresponderam a 19,1% do total, enquanto os prefixados totalizaram 11,6%. Vale lembrar que ingredientes do prato feito registram queda de preços em São Paulo, um alívio para o consumidor.
O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 165,095 bilhões no fim de março. Apesar do grande número de vendas, o número total de investidores atingiu 31.972.319.
A procura por papéis de curto prazo foi notável, com 46,7% das vendas concentradas em títulos com vencimento de até cinco anos.
Senado Autoriza BNDES a Captar Recursos no Exterior
O Senado aprovou a autorização para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratar dois empréstimos no exterior, totalizando R$ 2,6 bilhões. A União garantiu a operação, que visa fortalecer o caixa do banco para programas de empréstimos no Brasil. Recentemente, o BNDES destinou R$ 135 milhões para projetos sociais e ambientais em periferias.
Uma das operações envolve a captação de US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), enquanto a outra prevê a obtenção de 30 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 1,2 bilhão) da Agência de Cooperação Internacional do Japão.
O empréstimo do BID será destinado ao apoio de micro, pequenas e médias empresas que ainda enfrentam os impactos da pandemia de covid-19. Os recursos serão direcionados a investimentos em áreas vulneráveis, liderados por mulheres e com foco em sustentabilidade, incluindo projetos relacionados ao clima.
Já o financiamento com a agência japonesa beneficiará micro, pequenas e médias empresas em todo o país, com atenção especial ao Rio Grande do Sul, que enfrenta os desafios da reconstrução após os temporais do ano anterior. Instituições médicas e empresas do setor de saúde também terão acesso ao crédito. Os investimentos impulsionam o complexo industrial de saúde e reduzem a dependência externa do Brasil.
Mesmo com operações de crédito com juros abaixo do mercado, o BNDES apresentou lucro de R$ 26,4 bilhões em 2024.
Leilões Portuários e Rodoviários Impulsionam Investimentos em Infraestrutura
O governo federal realizou leilões de quatro terminais portuários e do sistema rodoviário Rio-Juiz de Fora, sinalizando um avanço nas concessões de infraestrutura.
Quatro terminais dos portos do Rio de Janeiro e de Paranaguá foram leiloados na B3. Os três terminais do Porto de Paranaguá foram alvo de muita disputa, principalmente a área chamada de PAR15, vencida pela Cargill Brasil Participações, com o lance de R$ 411 milhões.
O Consórcio Nova Estrada Real venceu o leilão do sistema rodoviário BR-040/MG/RJ e BR-495/RJ, que liga Juiz de Fora (MG) ao Rio de Janeiro (RJ), oferecendo 14% de desconto sobre a tarifa de pedágio. Paraná e Governo Federal Unem Forças em Concessão Rodoviária de R$ 36 Bilhões.
Os leilões devem impulsionar o investimento em infraestrutura e a modernização dos setores portuário e rodoviário.
