Diesel dispara quase 12% no Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

Enquanto o diesel teve disparada de dois dígitos, a gasolina apresentou crescimento mais moderado. Ainda assim, o movimento é relevante para o consumidor, já que o litro passou de R$ 6,30 para R$ 6,46 em boa parte país, representando aumento médio de 2,54% segundo dados oficiais da ANP.
3R Petroleum reajusta preço da gasolina e do diesel na refinaria do RN
Foto: IADE-Michoko / Pixabay

Resumo da Notícia

  • O preço médio do diesel no Brasil subiu 11,84%, atingindo R$ 6,80 por litro, enquanto a gasolina teve alta de 2,54%.
  • A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel vendido às distribuidoras, a partir de sábado (14).
  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que o aumento poderia ser maior sem a subvenção do governo.
  • O governo federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel para amenizar o impacto da alta internacional do petróleo.
  • A gasolina não sofrerá reajuste pela Petrobras neste momento, mantendo seu valor atual.
  • A escalada militar no Oriente Médio é apontada como principal fator para a valorização do petróleo e a pressão sobre os combustíveis.
  • O preço final do diesel nos postos é composto por diesel A, biodiesel, tributos e margens de distribuição.
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A escalada militar envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã já começa a provocar reflexos diretos no bolso dos brasileiros. Levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que diesel e gasolina voltaram a subir nos postos pela segunda semana consecutiva, num movimento que acompanha a valorização internacional do petróleo, cuja cotação ultrapassou os US$ 100 por barril nos últimos dias.

De acordo com os dados da ANP, o diesel registrou o avanço mais forte. O preço médio nacional passou de R$ 6,08 para R$ 6,80 por litro, o que representa alta de 11,84% no período analisado. Já a gasolina apresentou aumento mais moderado, mas ainda significativo: o litro subiu de R$ 6,30 para R$ 6,46, variação de 2,54%.

A pressão do mercado internacional levou a Petrobras a anunciar um novo reajuste para o diesel. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (13), a estatal informou que a partir de sábado (14) o valor do combustível vendido às distribuidoras terá aumento de R$ 0,38 por litro, equivalente a 11,6%.

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Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, o aumento poderia ter sido ainda maior. Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, ela explicou que o reajuste do diesel às distribuidoras seria de R$ 0,70 se não fosse o pacote anunciado pelo governo, com a subvenção aos produtores de diesel.

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Esse pacote citado pela executiva envolve a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, medida anunciada pelo governo federal para tentar conter o impacto da disparada internacional do petróleo sobre os combustíveis no Brasil.

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Na prática, a decisão abriu espaço para o reajuste da Petrobras sem provocar uma elevação ainda mais abrupta ao consumidor final, já que a redução de tributos ameniza parte do impacto nas bombas.

Outro ponto destacado pela presidente da estatal é que a gasolina não sofrerá reajuste neste momento. Nas palavras de Chambriard, a Petrobras decidiu “manter o valor da gasolina no patamar atual”, mesmo diante da pressão do mercado internacional.

Do ponto de vista técnico, o preço final do diesel no Brasil não depende apenas do valor definido pela Petrobras. O combustível comercializado nos postos resulta da composição entre diesel A produzido nas refinarias, mistura obrigatória de 15% de biodiesel, carga tributária e margens de distribuição e revenda.

Com o reajuste anunciado, o diesel A vendido nas refinarias passará a custar R$ 3,65 por litro a partir deste sábado. Trata-se da primeira alteração no preço desde 6 de maio de 2025, quando houve redução. O último aumento havia ocorrido em fevereiro do mesmo ano.

Para quem acompanha o mercado de energia, o movimento atual reflete um fenômeno clássico: tensões geopolíticas no Oriente Médio elevam imediatamente o preço do petróleo, pressionando cadeias globais de combustíveis e impactando países importadores ou com forte dependência do diesel, como o Brasil.

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