Cesta básica dispara em Natal e já custa R$ 443; hortifrúti sobe até 25%

Dos 40 itens analisados pelo Procon Natal, 28 ficaram mais caros, evidenciando uma pressão significativa sobre o orçamento das famílias da capital potiguar.
Preço da comida sobe em Natal e cesta básica já passa de R$ 440
Preço da comida sobe em Natal e cesta básica já passa de R$ 440 - Crédito: Alessandro Marques

Resumo da Notícia

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O custo da alimentação essencial voltou a pressionar o orçamento das famílias em Natal. Levantamento realizado pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) aponta que o preço médio da cesta básica na capital potiguar chegou a R$ 443,64 em fevereiro, registrando alta de 1,58%, o equivalente a R$ 6,91 a mais no bolso do consumidor em comparação com o mês anterior.

O movimento de alta não foi pontual. Dos 40 produtos monitorados, 28 ficaram mais caros, o que representa 70% dos itens pesquisados. A pressão maior veio de dois setores essenciais para a mesa do natalense: açougue e hortifrúti, que registraram elevação média de 2,11% e 8,69%, respectivamente.

Esse comportamento reforça um cenário conhecido da economia doméstica: quando alimentos frescos sobem de preço, o impacto no orçamento das famílias é imediato, especialmente para quem depende de renda fixa.

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Hortifrúti lidera a escalada de preços

Entre os itens que mais pressionaram o custo da cesta básica estão justamente os produtos frescos, aqueles presentes diariamente na alimentação das famílias.

No setor de hortifrúti, os aumentos mais expressivos foram:

  • Chuchu (kg): +25,28%
  • Tomate salada (kg): +15,56%
  • Repolho (kg): +13,82%
  • Cebola branca (kg): +4,02%

O preço médio do hortifrúti passou de R$ 51,50 em janeiro para R$ 55,98 em fevereiro, considerando 13 produtos monitorados. O dado mais significativo é que 92,31% desses itens ficaram mais caros, evidenciando uma pressão generalizada nesse segmento.

Na prática, isso significa que praticamente toda a seção de hortaliças e legumes sofreu reajuste no período.

Açougue também pesa no orçamento

O levantamento também identificou aumentos relevantes no setor de proteínas. Produtos do açougue tiveram reajustes que impactam diretamente a composição da cesta alimentar.

Entre os itens com alta estão:

  • Filé de merluza (kg): +11,24%
  • Caixa de ovos brancos grandes (30 unidades): +11,24%
  • Carne de segunda músculo: +1,52%
  • Carne de sol primeira (kg): +0,65%

Nesse grupo, o preço médio passou de R$ 257,27 para R$ 262,71 entre janeiro e fevereiro. Dos sete produtos pesquisados, 57,14% apresentaram aumento.

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Variação semanal mostra pressão constante

O acompanhamento semanal do preço da cesta básica mostra que o custo permaneceu elevado durante todo o mês.

Os valores médios registrados foram:

  • 1ª semana: R$ 440,84
  • 2ª semana: R$ 445,96 (maior valor do mês)
  • 3ª semana: R$ 442,43
  • 4ª semana: R$ 445,32

Assim, a segunda e a última semana de fevereiro concentraram os maiores preços, reforçando a tendência de alta ao longo do mês.

Diferença entre tipos de supermercado pode chegar a R$ 69

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A pesquisa também revelou diferenças relevantes entre os tipos de estabelecimentos comerciais na cidade.

Os hipermercados apresentaram o preço médio mais alto, chegando a R$ 479,39. Já os supermercados de bairro registraram média de R$ 441,14.

Nos atacarejos, o valor médio ficou em R$ 410,39, tornando esse modelo o mais econômico para o consumidor.

Na prática, isso significa que:

  • A diferença entre hipermercados e supermercados chega a R$ 38,25 (variação de 8,67%).
  • Entre hipermercados e atacarejos, a economia pode alcançar R$ 69, equivalente a 16,81%.

Diferenças regionais dentro da própria cidade

O estudo também identificou variações importantes entre as regiões da capital.

Os maiores aumentos ocorreram em:

  • Zona Leste: +R$ 15,81
  • Zona Oeste: +R$ 10,17
  • Zona Sul: +R$ 3,64

A única região que registrou redução foi a Zona Norte, onde o preço médio caiu R$ 8,47, passando de R$ 453,73 para R$ 445,26.

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Algumas categorias registraram queda

Apesar da pressão inflacionária na alimentação, duas categorias apresentaram redução de preços:

  • Higiene e limpeza: -7,26%
  • Mercearia: -0,64%

Mesmo assim, essas quedas não foram suficientes para compensar o aumento dos alimentos frescos e das proteínas.

Como a pesquisa é realizada

O levantamento do Procon Natal é conduzido pelo Núcleo de Pesquisa do órgão, que monitora semanalmente os preços em 26 estabelecimentos comerciais da cidade.

A amostra inclui:

  • 8 hipermercados
  • 7 atacarejos
  • 11 supermercados de bairro

Ao todo, 40 produtos são analisados, divididos em quatro categorias principais:

  • Mercearia
  • Açougue
  • Higiene e limpeza
  • Hortifrúti

Os dados são coletados nas quatro regiões da cidade e divulgados no início do mês seguinte. Para maiores informações, o consumidor pode entrar em contato com o órgão pelo WhatsApp (84) 98812-3865, pelo e-mail procon.natal@natal.gov.br ou presencialmente na Rua Ulisses Caldas, 181, bairro Cidade Alta.

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