Brasileiros ainda têm R$ 10,69 bilhões de Valores a Receber; veja como resgatar

A consulta é contínua: não há prazo final. Enquanto o pedido não é feito, o dinheiro permanece sob custódia das instituições financeiras.
Brasileiros ainda têm R$ 10,69 bilhões de Valores a Receber; veja como resgatar
Valores a receber do Banco Central - Foto: sidneydealmeida / Adobe Stock

Resumo da Notícia

O Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, ainda registra R$ 10,69 bilhões disponíveis para saque por brasileiros que deixaram dinheiro parado em instituições financeiras. O montante faz parte de um total de R$ 22 bilhões, dos quais mais de R$ 11 bilhões já foram devolvidos, segundo o balanço mais recente.

A procura segue expressiva, mas o número de pessoas que ainda não resgataram chama atenção: 48 milhões de correntistas pessoa física e 4,6 milhões de pessoa jurídica permanecem com valores pendentes.

O SVR permite consultar se você, a sua empresa ou mesmo pessoas falecidas têm quantias esquecidas em bancos, consórcios ou outras instituições. Se houver disponibilidade, é possível solicitar a devolução. Os valores continuam guardados nas instituições até o pedido ser feito, e a consulta pode ocorrer a qualquer momento.

O que é o SVR e quem pode usar

O Sistema de Valores a Receber é um serviço oficial do Banco Central criado para concentrar, em um único ambiente, a verificação de “dinheiro esquecido” por clientes do sistema financeiro. A consulta contempla pessoas físicas e pessoas jurídicas.

Em caso de falecidos, a regra é clara: podem requerer o acesso herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Para empresas encerradas, o representante pode entrar com a conta pessoal Gov.br e assinar um termo de responsabilidade para resgatar os valores.

Como consultar e solicitar o resgate

A verificação e o pedido de devolução são feitos on-line e de forma centralizada. O acesso é realizado com credenciais Gov.br e requer cuidados de segurança. Siga o caminho oficial:

  1. Acesse a plataforma do Banco Central pelo endereço oficial do serviço: plataforma do SVR.
  2. Entre com sua conta Gov.br no nível prata ou ouro.
  3. Ative a verificação em duas etapas para reforçar a segurança do acesso.
  4. Consulte se há valores disponíveis em seu nome, de sua empresa ou, quando for o caso, de pessoa falecida (observando os perfis autorizados).
  5. Em caso de resultado positivo, solicite a devolução diretamente pelo sistema.

A consulta é contínua: não há prazo final. Enquanto o pedido não é feito, o dinheiro permanece sob custódia das instituições financeiras.

O que mudou: solicitação automática (a partir de maio)

Houve uma mudança importante no procedimento de resgate. Desde maio, o SVR passou a oferecer a habilitação da solicitação automática para quem tem valores a receber. Antes, o usuário precisava fazer um procedimento manual para cada pedido. Agora, a adesão ao novo serviço pode automatizar a solicitação quando houver valores elegíveis.

Essa funcionalidade tem regras específicas:

  • É opcional e exclusiva para pessoas físicas;
  • Está disponível apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF;
  • Quem ainda não tem essa chave e deseja usar a habilitação automática no SVR deve cadastrá-la em sua instituição financeira;
  • A habilitação acontece dentro da mesma plataforma do Banco Central, com login Gov.br (nível prata ou ouro) e verificação em duas etapas.

Com a solicitação automática habilitada, o processo tende a ser mais fluido para pessoas físicas que se enquadram nos requisitos, substituindo a lógica anterior de fazer um pedido manual a cada valor identificado.

Pessoas falecidas e empresas encerradas

O SVR também atende situações sensíveis e comuns no dia a dia:

  • Falecidos: o acesso aos valores pode ser feito por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal — sempre de forma identificada no sistema.
  • Empresas encerradas: o representante pode entrar com a conta pessoal Gov.br e assinar termo de responsabilidade para formalizar o resgate.

Os números mostram um cenário de forte devolução já realizada (mais de R$ 11 bilhões), mas ainda existe um estoque robusto de R$ 10,69 bilhões à espera de pedido. O volume de correntistas que não resgataram48 milhões (PF) e 4,6 milhões (PJ) — evidencia que muita gente pode desconhecer o direito ou não ter concluído o processo. Como a consulta é gratuita e pode ser feita a qualquer tempo, verificar a situação tornou-se um passo simples para quem deseja recuperar valores esquecidos.

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