Resumo da Notícia
O novo reajuste anunciado pela refinaria Clara Camarão, em Guamaré, já coloca o consumidor potiguar em alerta máximo. A partir desta quinta-feira (19), gasolina e diesel ficam mais caros no Rio Grande do Norte, com impacto direto nos postos de Natal e região metropolitana.
O aumento foi confirmado com base na nova tabela da refinaria. A gasolina terá elevação de R$ 0,63 por litro, enquanto o diesel sobe até R$ 0,45, reforçando um cenário de encarecimento contínuo dos combustíveis no estado.
Os valores atualizados mostram o tamanho do reajuste na origem. A gasolina A passou de R$ 3,1915 para R$ 3,8265, enquanto o diesel S-500 subiu de R$ 5,0725 para R$ 5,5225. O diesel marítimo também sofreu aumento, seguindo a mesma tendência de pressão nos derivados.
O único combustível que não teve alteração foi o GLP, que permanece com o mesmo valor neste momento.
Mas o impacto mais sentido será no consumidor final. A estimativa para os postos indica que a gasolina deve subir cerca de R$ 0,4445 por litro, enquanto o diesel pode registrar alta de até R$ 0,3825 em Natal e na Grande Natal.
Na prática, isso significa preços ainda mais elevados nas bombas — com o litro da gasolina se aproximando rapidamente dos R$ 9, dependendo da política de cada posto.
Segundo aumento em poucos dias agrava cenário no RN
O novo reajuste não ocorre de forma isolada. Ele é o segundo aumento registrado em um intervalo de apenas uma semana no estado.
Na quinta-feira passada (12), a Brava Energia já havia promovido uma alta significativa nos combustíveis. Na ocasião, o diesel subiu R$ 1,00 por litro, enquanto a gasolina teve aumento de R$ 0,30.
Com isso, os preços na refinaria já haviam sido ajustados para R$ 3,1915 na gasolina A e R$ 5,0725 no diesel S-500 e marítimo. Agora, com o novo aumento da Clara Camarão, o cenário se intensifica e reforça uma tendência clara de escalada.
Pressão vai além do combustível e atinge toda a economia
O impacto não se limita ao abastecimento. O aumento dos combustíveis atinge diretamente a cadeia econômica e tende a gerar reflexos em diversos setores.
Especialistas alertam que a alta pode provocar um efeito dominó, elevando custos como:
- Transporte público
- Fretes
- Distribuição de mercadorias
- Preço de alimentos e produtos essenciais
Quem depende do transporte diário já começa a sentir os efeitos imediatamente, especialmente nas regiões mais movimentadas de Natal, como Zona Norte, Zona Sul e municípios da região metropolitana.
Governo sinaliza discussão, mas não há medidas concretas
Diante da sequência de aumentos, o governo federal informou que pretende discutir alternativas com os estados para tentar conter os preços dos combustíveis. No entanto, até o momento, não há nenhuma ação concreta implementada.
No Rio Grande do Norte, o cenário segue sem mudanças. Também não há previsão de redução do ICMS sobre combustíveis, o que mantém a tendência de preços elevados no curto prazo.
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