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Natal é a cidade em maior alta para empregos no Brasil, aponta LinkedIn

Na capital potiguar, os setores que mais contrataram dentro da base analisada foram educação superior, serviços de tecnologia da informação e consultoria em gestão empresarial. UFRN, TP e Riachuelo aparecem entre os principais empregadores.
Ponta Negra, na zona Sul de Natal
Ponta Negra, na zona Sul de Natal - Crédito: Nexa / Adobe Stock

Resumo da Notícia

  • Natal ocupa o primeiro lugar no ranking Cidades em Alta 2026, elaborado pelo LinkedIn.
  • O dinamismo profissional na capital potiguar é impulsionado pelo turismo, energia renovável e tecnologia.
  • O estudo não mede o número absoluto de empregos, mas o crescimento proporcional de contratações e atração de profissionais.
  • Setores como educação superior, TI e consultoria empresarial aparecem com destaque nas contratações em Natal.
  • O ranking excluiu grandes metrópoles para identificar polos de crescimento emergentes em todo o Brasil.

O mapa das oportunidades profissionais no Brasil está se espalhando para além de São Paulo e Rio de Janeiro. Natal aparece em primeiro lugar no ranking Cidades em Alta 2026, elaborado pelo LinkedIn para identificar regiões onde contratações, vagas e chegada de novos profissionais estão avançando em ritmo superior ao observado em outras partes do país.

A lista, publicada em 22 de julho, coloca Recife, Goiânia, Fortaleza e Londrina imediatamente depois da capital potiguar. Vitória, Manaus, Ribeirão Preto, João Pessoa e Cuiabá completam as dez primeiras posições.

A íntegra está disponível na lista publicada pelo LinkedIn.

O destaque de Natal é explicado pelo LinkedIn principalmente pelo crescimento de duas atividades importantes para a economia do Rio Grande do Norte: turismo e energia renovável. Ao mesmo tempo, os dados de contratação dentro da plataforma mostram forte presença de educação superior, tecnologia da informação e serviços de consultoria.

O resultado, porém, precisa ser interpretado corretamente. O estudo não afirma que Natal foi a cidade brasileira que criou o maior número absoluto de empregos formais. Essa é uma medição diferente, feita por bases oficiais como o Novo Caged. O ranking do LinkedIn procura identificar onde o mercado profissional está ganhando dinamismo proporcionalmente.

As 10 cidades em alta para emprego no Brasil

O ranking de 2026 ficou assim:

PosiçãoCidade
Natal (RN)
Recife (PE)
Goiânia (GO)
Fortaleza (CE)
Londrina (PR)
Vitória (ES)
Manaus (AM)
Ribeirão Preto (SP)
João Pessoa (PB)
10ºCuiabá (MT)

A presença de cidades das cinco regiões mostra uma distribuição diversificada dos novos polos profissionais. O Nordeste, sozinho, colocou quatro cidades entre as dez primeiras.

1. Natal: turismo e energia ajudam capital potiguar a chegar ao topo

Natal foi classificada pelo LinkedIn como a região em maior ascensão profissional no levantamento de 2026.

A análise destaca a combinação entre turismo e energia renovável. O Rio Grande do Norte aparece no estudo como responsável por aproximadamente 30% da geração de energia eólica brasileira, enquanto a expansão do turismo doméstico e internacional amplia atividades ligadas direta e indiretamente ao setor.

Outro movimento destacado é a instalação em Natal de uma estrutura regional da Vestas, multinacional dinamarquesa especializada em turbinas eólicas e serviços para parques de geração de energia.

Curiosamente, os setores que aparecem com maior volume de contratação dentro da base do LinkedIn não são exclusivamente turismo e energia.

Setores que mais contratam em Natal

  1. Educação superior
  2. Serviços de tecnologia da informação
  3. Consultoria em gestão empresarial

Principais empregadores identificados

  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • TP
  • Riachuelo

Nas vagas analisadas pelo LinkedIn, 7% estavam classificadas como remotas e 10% como híbridas.

Isso aponta para um mercado diversificado: os grandes investimentos funcionam como motores econômicos, enquanto oportunidades profissionais aparecem também em universidades, atendimento, tecnologia, serviços corporativos e empresas instaladas na região metropolitana.

O que o primeiro lugar de Natal realmente significa?

O ranking não deve ser lido como uma lista das cidades com maior quantidade de vagas disponíveis hoje.

O LinkedIn procurou identificar regiões que estão acelerando em três dimensões.

A primeira é a evolução das contratações, observada pela quantidade de usuários que registraram novos empregos em seus perfis.

A segunda é o crescimento dos anúncios de vagas publicados na plataforma.

A terceira é a movimentação dos profissionais: o levantamento observa se mais pessoas estão chegando a uma determinada região do que deixando o local.

Assim, uma cidade menor pode superar uma metrópole que possui muito mais empregos em números absolutos, mas apresenta crescimento proporcional menos intenso.

Para acompanhar exclusivamente criação e fechamento de postos formais com carteira assinada, a referência oficial continua sendo o Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

2. Recife combina emprego e um dos maiores polos tecnológicos do país

Recife aparece em segundo lugar, impulsionada principalmente pelo setor de tecnologia e pelo ecossistema formado em torno do Porto Digital.

Segundo os dados reunidos pelo LinkedIn, a capital pernambucana criou 22.958 postos formais em 2025, respondendo por aproximadamente um de cada três empregos gerados em Pernambuco naquele período.

O Porto Digital também ganhou peso na avaliação. O parque tecnológico reúne cerca de 540 empresas, além de instituições de inovação, universidades e negócios dedicados a software e serviços tecnológicos.

Setores que mais contratam

  • Serviços de tecnologia da informação;
  • educação superior;
  • consultoria em gestão empresarial.

Principais empregadores

  • Universidade Federal de Pernambuco;
  • Grupo Ser Educacional;
  • Real Hospital Português.

Recife também aparece como uma das melhores opções do ranking para quem procura alguma flexibilidade no modelo de trabalho: 13,6% das vagas analisadas eram remotas e 21,3% híbridas.

Esse percentual de oportunidades híbridas foi o maior entre as dez cidades.

3. Goiânia cresce com serviços, tecnologia e força do agronegócio

O terceiro lugar pertence a Goiânia.

A força econômica do agronegócio de Goiás produz reflexos que ultrapassam diretamente as atividades rurais. Comércio, mercado imobiliário, serviços financeiros, consultorias e tecnologia se beneficiam do volume de negócios gerado pelo setor.

A capital goiana terminou 2025 com mais de 59 mil novas empresas registradas, segundo os dados considerados pelo levantamento.

Áreas que mais contrataram

  • Consultoria em gestão empresarial;
  • tecnologia, informação e internet;
  • serviços de tecnologia da informação.

Principais empregadores

  • Universidade Federal de Goiás;
  • Tahto;
  • Itaú Unibanco.

Entre as oportunidades publicadas, 11,5% eram remotas e 9% híbridas.

4. Fortaleza avança com tecnologia e investimentos em data centers

Fortaleza ficou em quarto lugar.

Um dos fatores de maior potencial para os próximos anos está na implantação de infraestrutura para data centers, favorecida pela localização estratégica da capital cearense e pela conexão do estado com cabos submarinos internacionais de telecomunicações.

O LinkedIn também destaca a geração de aproximadamente 19 mil empregos em 2025.

Setores que mais contratam

  • Consultoria em gestão empresarial;
  • tecnologia da informação;
  • educação superior.

Principais empregadores

  • Hapvida NotreDame Intermédica;
  • Universidade Federal do Ceará;
  • M. Dias Branco.

Nas vagas avaliadas, 11,3% ofereciam trabalho remoto e 8,9% modelo híbrido.

5. Londrina ganha força com investimento de R$ 200 milhões da TCS

Londrina, no Paraná, aparece como a quinta colocada e tem a tecnologia entre os principais motivos para o avanço.

O LinkedIn destaca o projeto de um novo campus da Tata Consultancy Services (TCS), com investimento anunciado de aproximadamente R$ 200 milhões.

A Universidade Estadual de Londrina também participa desse processo com um novo Centro de Inovação, que recebeu investimento superior a R$ 12 milhões.

Setores em destaque

  • Tecnologia da informação;
  • educação superior;
  • consultoria empresarial.

Maiores empregadores apontados

  • Universidade Estadual de Londrina;
  • Tata Consultancy Services;
  • Grupo Muffato.

O levantamento encontrou 3,4% de vagas remotas e 13,5% híbridas.

6. Vitória cresce puxada por logística, tecnologia e serviços

Em sexto lugar aparece Vitória.

A logística é um dos principais elementos apontados para explicar o desempenho da capital capixaba e de sua região metropolitana. A movimentação portuária e novos projetos de armazenamento e distribuição reforçam a posição estratégica do Espírito Santo no transporte de mercadorias.

Setores que mais contrataram

  • Consultoria em gestão empresarial;
  • tecnologia da informação;
  • educação superior.

Empregadores de destaque

  • Vale;
  • Grupo Autoglass;
  • Unimed Vitória.

Entre os anúncios avaliados, 3,9% eram remotos e 9,9% híbridos.

7. Manaus tem a maior participação de vagas remotas do ranking

Manaus ocupa a sétima posição e apresenta um perfil bastante diferente das demais cidades.

A força do mercado continua ligada ao Polo Industrial de Manaus e à Zona Franca, com forte presença da indústria de bens duráveis, eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos.

O levantamento cita 18.338 empregos criados em 2025.

Setores que mais contrataram

  • Educação superior;
  • fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos;
  • fabricação de máquinas e equipamentos para transporte de cargas e pessoas.

Principais empregadores

  • Bemol;
  • Universidade Federal do Amazonas;
  • Samsung Electronics.

Manaus teve 16,4% das oportunidades classificadas como remotas, a maior participação entre todas as cidades do ranking.

As vagas híbridas representaram 6%.

8. Ribeirão Preto combina agronegócio, indústria e serviços

Ribeirão Preto aparece na oitava colocação.

A cidade é um dos principais centros do agronegócio no interior de São Paulo e abriga a Agrishow, uma das maiores feiras agrícolas do mundo.

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Mas o mercado profissional local vai além da atividade agrícola. A região reúne indústria, universidades, serviços de saúde, varejo, startups e empresas dedicadas à tecnologia aplicada ao agro.

Setores que mais contrataram

  • Fabricação de máquinas e equipamentos;
  • educação superior;
  • consultoria em gestão empresarial.

Principais empregadores

  • Magalu;
  • Savegnago Supermercados;
  • Hapvida NotreDame Intermédica.

O trabalho remoto apareceu em apenas 1,6% dos anúncios, enquanto o modelo híbrido chegou a 14,8%, segunda maior proporção da lista.

9. João Pessoa avança com serviços, tecnologia e turismo

João Pessoa é a nona colocada.

A capital paraibana apresentou forte desempenho na geração de empregos em 2025, com mais de 14 mil novos postos, segundo os números considerados pelo LinkedIn.

O turismo também recebe novos investimentos, especialmente no complexo turístico do Polo Cabo Branco, que concentra projetos de resorts e empreendimentos de grande porte.

Setores que mais contratam

  • Tecnologia da informação;
  • educação superior;
  • recreação e lazer.

Principais empregadores

  • AeC;
  • Universidade Federal da Paraíba;
  • Grupo Energisa.

O percentual de trabalho flexível foi menor: 0,5% das vagas eram remotas e 4% híbridas.

10. Cuiabá fecha lista com força do agro e da logística

A décima posição pertence a Cuiabá.

A capital mato-grossense se beneficia diretamente do peso do agronegócio na economia estadual. A atividade movimenta cadeias de transporte, logística, serviços financeiros, consultorias, comércio e agroindústria.

O levantamento destaca ainda a presença de 364 estabelecimentos agroindustriais na cidade.

Setores que mais contratam

  • Consultoria em gestão empresarial;
  • tecnologia da informação;
  • educação superior.

Principais empregadores

  • Universidade Federal de Mato Grosso;
  • Amaggi;
  • Marfrig.

No levantamento, 1,6% das oportunidades eram remotas e 6,3% híbridas.

Veja quais cidades têm mais vagas remotas e híbridas

A modalidade de trabalho é um dos dados mais úteis do estudo para quem cogita uma mudança de cidade.

CidadeRemotoHíbrido
Natal7%10%
Recife13,6%21,3%
Goiânia11,5%9%
Fortaleza11,3%8,9%
Londrina3,4%13,5%
Vitória3,9%9,9%
Manaus16,4%6%
Ribeirão Preto1,6%14,8%
João Pessoa0,5%4%
Cuiabá1,6%6,3%

Manaus lidera no trabalho remoto, seguida por Recife, Goiânia e Fortaleza.

Quando o critério é trabalho híbrido, Recife aparece em primeiro lugar, seguida por Ribeirão Preto e Londrina.

Os percentuais não representam todos os empregos existentes nessas cidades. São calculados a partir dos anúncios de vagas identificados pelo LinkedIn durante o período analisado.

Tecnologia aparece em oito das dez cidades

Outro dado chama atenção: serviços de tecnologia da informação aparecem entre os três principais setores contratantes em oito das dez cidades.

A exceção fica principalmente por conta de mercados onde a estrutura industrial possui peso maior, como Manaus e Ribeirão Preto.

Isso mostra que a expansão das carreiras tecnológicas não está limitada a São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou Brasília.

Natal, Recife, Goiânia, Fortaleza, Londrina, Vitória, João Pessoa e Cuiabá tiveram tecnologia entre os segmentos com maior contratação identificados pelo LinkedIn.

A educação superior também aparece repetidamente, refletindo o peso das universidades públicas e privadas como empregadoras e como parte da estrutura econômica dessas regiões.

Nordeste ocupa quatro das dez primeiras posições

Natal, Recife, Fortaleza e João Pessoa colocam o Nordeste como a região com maior presença numérica no Top 10.

Cidade nordestinaPosição
Natal
Recife
Fortaleza
João Pessoa

O desempenho também mostra características diferentes dentro da própria região.

Natal tem energia renovável e turismo como vetores econômicos; Recife possui um dos ecossistemas tecnológicos mais consolidados do país; Fortaleza ganha investimentos em infraestrutura digital; e João Pessoa combina expansão dos serviços com turismo e novos empreendimentos.

Para profissionais dispostos a mudar de cidade, isso amplia o leque de alternativas fora dos mercados tradicionalmente associados às melhores oportunidades corporativas.

Ranking não é uma lista das cidades que mais criaram empregos formais

Essa distinção é fundamental.

O título do levantamento do LinkedIn utiliza a expressão “crescimento de emprego e de profissionais”, mas a metodologia não é a mesma empregada pelo governo federal para medir admissões e desligamentos formais.

O Novo Caged utiliza registros administrativos das empresas para medir trabalhadores admitidos e desligados com vínculo formal.

O LinkedIn utiliza dados de sua própria plataforma, incluindo:

  • usuários que registraram novos cargos;
  • anúncios de empregos publicados;
  • crescimento dessas vagas;
  • profissionais que mudaram a localização informada no perfil;
  • relação entre pessoas que chegam e deixam cada região.

Portanto, Natal liderar o Cidades em Alta não significa que tenha criado mais empregos formais que São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília ou outras grandes cidades.

Significa que, dentro dos critérios estabelecidos pelo LinkedIn, a região apresentou um dos movimentos mais fortes de expansão e atração profissional.

São Paulo e Rio ficaram fora por critério metodológico

Existe ainda outra particularidade importante.

Para construir a lista, o LinkedIn excluiu regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de usuários da plataforma.

O objetivo foi justamente revelar polos de crescimento que normalmente ficariam escondidos em uma classificação dominada pelas maiores regiões metropolitanas.

Não se trata, portanto, de dizer que São Paulo ou Rio de Janeiro deixaram de oferecer oportunidades.

Esses grandes centros sequer concorreram em igualdade de condições no ranking.

Como o LinkedIn calculou o ranking?

A primeira edição brasileira do Cidades em Alta utiliza informações anonimizadas e agregadas de milhões de perfis e anúncios.

O período principal analisado vai de 1º de março de 2024 a 1º de fevereiro de 2026.

O cálculo do dinamismo considera a evolução anual de:

  1. contratações — usuários que adicionaram um novo cargo ao perfil;
  2. empregos disponíveis — crescimento dos anúncios publicados;
  3. migração de profissionais — comparação entre pessoas que passaram a informar aquela região e profissionais que deixaram o local.

Para evitar que o tamanho de uma cidade determine sozinho o resultado, os dados são ponderados pelo número médio de usuários do LinkedIn existente em cada região.

A cidade também precisava apresentar desempenho favorável em contratação, emprego e migração em comparação com o restante do Brasil.

Os setores e maiores empregadores foram identificados a partir das contratações registradas entre 1º de fevereiro de 2024 e 1º de fevereiro de 2026.

Já os percentuais de trabalho remoto e híbrido consideram vagas publicadas entre 1º de fevereiro de 2025 e 1º de fevereiro de 2026.

Qualidade de vida começa a pesar na escolha profissional

O ranking também acompanha uma mudança na relação dos brasileiros com o trabalho.

Dados divulgados pelo LinkedIn indicam que 75% dos profissionais brasileiros dizem trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.

Esse percentual ajuda a explicar por que oportunidades em cidades menores ou fora dos tradicionais centros econômicos podem se tornar mais atraentes.

Além do salário, entram na decisão fatores como:

  • preço da moradia;
  • tempo gasto no trânsito;
  • segurança;
  • proximidade da família;
  • qualidade dos serviços;
  • lazer;
  • possibilidade de trabalho remoto ou híbrido;
  • equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Rafael Kato, responsável editorial do LinkedIn para mercados de língua não inglesa, avalia que o movimento mostra uma distribuição maior das oportunidades de carreira, inovação e desenvolvimento econômico pelo país.

Para quem procura emprego em Natal, onde estão as oportunidades?

O primeiro lugar de Natal oferece uma indicação objetiva dos setores que merecem atenção de quem está procurando trabalho.

Com base nas movimentações verificadas pelo LinkedIn, as áreas com maior atividade são:

Tecnologia da informação: desenvolvimento de sistemas, suporte, infraestrutura, atendimento técnico, análise de dados, segurança e serviços digitais.

Educação superior: universidades, faculdades, pesquisa, administração educacional, apoio acadêmico e serviços especializados.

Consultoria e serviços empresariais: gestão, recursos humanos, finanças, processos, atendimento, operações e serviços corporativos.

Há ainda atividades indiretamente impulsionadas pelo turismo e pela cadeia de energia renovável, especialmente engenharia, manutenção, serviços técnicos, logística, hotelaria e atendimento.

O fato de UFRN, TP e Riachuelo aparecerem entre os maiores empregadores no levantamento mostra também que o crescimento não está concentrado em um único tipo de empresa.

Ranking deve ser usado como ponto de partida, não como promessa de emprego

Uma cidade em primeiro lugar não significa que qualquer profissional encontrará emprego rapidamente.

As oportunidades dependem da formação, experiência, profissão, remuneração pretendida e do nível de concorrência em cada área.

O principal valor do levantamento é revelar para onde o mercado está se movimentando.

Para quem considera mudar de cidade, o mais adequado é combinar esse indicador com:

  • quantidade de vagas específicas para sua profissão;
  • salários praticados;
  • custo de aluguel;
  • transporte;
  • benefícios;
  • modalidade de trabalho;
  • crescimento do setor;
  • estabilidade dos principais empregadores.

No caso de Natal, a liderança é especialmente relevante porque mostra que uma capital com mercado muito menor do que São Paulo ou Rio de Janeiro consegue apresentar forte dinamismo na contratação e atração de profissionais.

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