Resumo da Notícia
O Grupo Mateus fechou 28 lojas e reduziu em 8,8% o quadro de funcionários em 2025 em parte das operações no Norte e Nordeste. A medida faz parte de um processo de reestruturação voltado a melhorar a eficiência operacional e aumentar a rentabilidade das unidades em funcionamento.
As mudanças atingiram operações no Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia. Segundo a apuração, Pernambuco ficou fora desse corte. As lojas encerradas eram especializadas em eletrônicos e móveis, segmento que também perdeu espaço dentro de unidades de varejo alimentar: 20 lojas tiveram seus departamentos de eletro fechados.
Para o consumidor, a mudança não significa saída do Grupo Mateus desses mercados. O movimento é mais específico: a companhia reduziu frentes menos rentáveis, reorganizou lojas e concentrou esforços em formatos considerados estratégicos, especialmente após a integração com o Novo Atacarejo.
Resultado do 1º trimestre mostra ganho operacional
No primeiro trimestre de 2026, a empresa informou que os resultados foram impactados pela consolidação do Novo Atacarejo e pela expansão orgânica da companhia. Ao mesmo tempo, as medidas de reorganização começaram a aparecer nos números.
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Segundo os dados citados na apuração, o Grupo Mateus registrou lucro bruto de R$ 2,2 bilhões no período, alta de 16,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro líquido foi de R$ 212,9 milhões.
| Indicador | 1º trimestre de 2026 |
|---|---|
| Lucro bruto | R$ 2,2 bilhões |
| Alta do lucro bruto | 16,1% |
| Lucro líquido | R$ 212,9 milhões |
O dado ajuda a explicar a lógica da reestruturação: mesmo com fechamento de unidades e redução de pessoal, a companhia afirma ter preservado eficiência operacional e buscado maior rentabilidade nas lojas restantes.
Fusão com Novo Atacarejo muda presença no Nordeste
As mudanças ocorreram em paralelo à consolidação da fusão entre o Grupo Mateus e o Novo Atacarejo, concluída em 1º de julho de 2025, conforme a apuração. A integração reforça a estratégia da companhia no Nordeste, especialmente em estados onde a marca Novo Atacarejo já tem presença relevante.
A maioria das lojas em Pernambuco, Paraíba e Alagoas passou a operar com a bandeira Novo Atacarejo. Ao todo, 51 lojas do grupo nesses estados adotaram o novo nome, sendo 50 de atacarejo.
Duas unidades terão outra identidade: a loja de varejo de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, e a unidade do Altiplano, em João Pessoa, passarão a usar a bandeira Novo Mercatto.
| Estado/região | Mudança prevista |
|---|---|
| Pernambuco, Paraíba e Alagoas | maioria das lojas passa para Novo Atacarejo |
| Total citado | 51 lojas |
| Atacarejo | 50 lojas |
| Casa Forte, Recife | bandeira Novo Mercatto |
| Altiplano, João Pessoa | bandeira Novo Mercatto |
Para o cliente, a principal mudança tende a ser de marca e posicionamento comercial. A operação continua dentro do grupo, mas com adequação das bandeiras por formato e mercado.
Por que o Grupo Mateus fechou lojas?
O fechamento das lojas de eletro e móveis aponta para uma decisão de foco. Em redes de varejo alimentar, departamentos de eletro podem exigir estoque, crédito, logística e margem diferentes do supermercado tradicional. Quando esses setores perdem rentabilidade, a empresa pode optar por concentrar capital e espaço em categorias de maior giro.
No caso do Grupo Mateus, a reestruturação ocorre em um momento de expansão e integração de operações. A companhia tenta equilibrar crescimento, custos e rentabilidade em uma base maior de lojas.
Esse tipo de ajuste costuma afetar três públicos:
| Público afetado | Impacto prático |
|---|---|
| Consumidores | menor oferta de eletro e móveis em algumas praças |
| Funcionários | redução de quadro nas operações afetadas |
| Investidores | foco em eficiência, margem e integração pós-fusão |
| Fornecedores | possível revisão de contratos e volumes por categoria |
