Resumo da Notícia
O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) vai começar a mudar a partir de julho. A Receita Federal passará a adotar um modelo alfanumérico, ou seja, com letras e números no código de inscrição de pessoas jurídicas.
A alteração não significa que empresas já registradas terão de trocar o número atual. Os CNPJs existentes continuam válidos e não serão modificados. A mudança valerá apenas para novas inscrições, como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais.
O motivo é prático: o modelo atual está se aproximando do limite de combinações possíveis. Hoje, o cadastro é formado por 14 dígitos exclusivamente numéricos e permite cerca de 100 milhões de combinações no sistema da Receita Federal.
Com mais de 60 milhões de estabelecimentos inscritos no país, a Receita avalia que o crescimento no número de empresas abertas nos últimos anos tornou necessária a ampliação da capacidade do cadastro.
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Como será o novo CNPJ
O chamado CNPJ Alfanumérico manterá a estrutura de 14 posições, mas passará a permitir letras nos 12 primeiros caracteres. Os dois últimos dígitos, usados como código verificador, permanecerão sem alteração.
Na prática, a mudança aumenta o número de combinações disponíveis sem alterar o procedimento de inscrição. Quem for abrir uma empresa ou registrar outro tipo de pessoa jurídica continuará seguindo o mesmo processo e os mesmos requisitos exigidos atualmente.
A implementação será gradual. Isso significa que nem toda inscrição feita a partir de julho receberá, automaticamente, um CNPJ com letras. Os dois modelos passarão a conviver no sistema.

Um dos pontos mais importantes para empresas, contadores e prestadores de serviço é que não haverá substituição dos cadastros já existentes. O número atual de cada pessoa jurídica permanece válido.
A Receita Federal informou que os formatos numérico e alfanumérico deverão ser aceitos em todos os processos que utilizam o CNPJ como identificação. Por isso, sistemas públicos e privados terão de se adaptar para reconhecer os dois padrões.
Essa adaptação vale para plataformas de emissão de documentos, cadastros empresariais, bancos, sistemas fiscais, órgãos públicos, softwares de gestão e demais serviços que dependem da identificação da pessoa jurídica.
Por que a mudança importa
O CNPJ funciona como a principal identificação formal de empresas e outras entidades no Brasil. Quando o número de inscrições cresce, o cadastro precisa ter margem suficiente para continuar atendendo novas aberturas sem risco de esgotamento.
A entrada de letras no código amplia essa capacidade e prepara o sistema para os próximos anos. Ao mesmo tempo, a Receita busca preservar a rotina de quem já tem cadastro ativo, evitando troca de números e mudanças no processo de inscrição.
Para empresas que já existem, a regra central é simples: o CNPJ atual continua sendo usado normalmente. Para novas inscrições, o novo formato poderá aparecer de forma gradual a partir de julho.
