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Impostos e Tributos

Natal tem a 2ª cesta básica mais barata do país após nova queda em agosto

Capital potiguar tem o segundo menor custo entre as 27 pesquisadas, mas cesta ainda acumula alta de 5,07% em 2026; feijão subiu 39,6% no ano.

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Resumo da Notícia

  • A cesta básica de Natal custou R$ 627,42 em agosto, queda de 0,65% frente a julho e o segundo menor valor entre as 27 capitais pesquisadas.
  • Foi o terceiro mês consecutivo de redução na capital: depois de alcançar R$ 710,79 em maio, o custo caiu para R$ 686,07 em junho, R$ 631,51 em julho e R$ 627,42 em agosto.
  • Oito dos 12 alimentos da cesta ficaram mais baratos no mês. A banana teve a maior queda, de 7,13%, enquanto o leite integral avançou 3,98%.
  • Apesar da sequência de recuos, a cesta ainda está 5,07% mais cara em 2026. O feijão carioca acumula alta de 39,60% desde dezembro.

A cesta básica ficou mais barata pelo terceiro mês consecutivo em Natal e chegou a R$ 627,42 em agosto de 2026. O valor representa queda de 0,65% em relação a julho e coloca a capital potiguar com a segunda cesta mais barata entre as 27 capitais pesquisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apenas Aracaju apresentou custo menor, de R$ 570,98. Natal ficou imediatamente à frente de Maceió, onde a cesta custou R$ 627,45, diferença de apenas três centavos. Salvador apareceu em seguida, com R$ 628,89.

O resultado de agosto prolonga uma sequência iniciada em junho. Em maio, a cesta havia chegado a R$ 710,79, após alta de 6,18%. No mês seguinte, caiu 3,48%, para R$ 686,07. Em julho, Natal registrou a maior redução entre todas as capitais, de 7,95%, levando o custo para R$ 631,51. Agosto trouxe novo recuo, desta vez mais moderado.

A trajetória atual contrasta com o avanço observado no início do ano. Em março, a cesta básica havia subido 5,99% em Natal e alcançado R$ 653,77, com alta acumulada de 9,48% naquele momento.

Oito dos 12 alimentos ficaram mais baratos em agosto

A queda da cesta em agosto foi sustentada pela redução de preço de oito dos 12 produtos acompanhados em Natal. A banana apresentou o maior recuo, de 7,13%, seguida pelo açúcar cristal, com queda de 2,75%.

Também ficaram mais baratos o arroz agulhinha (-1,31%), café em pó (-1,01%), pão francês (-0,85%), feijão carioca (-0,41%), carne bovina de primeira (-0,25%) e tomate (-0,21%).

Quatro itens seguiram no sentido contrário. O leite integral subiu 3,98%, maior avanço no mês, seguido por óleo de soja (+1,89%), farinha de mandioca (+0,74%) e manteiga (+0,35%).

ProdutoVariação em agosto
Banana-7,13%
Açúcar cristal-2,75%
Arroz agulhinha-1,31%
Café em pó-1,01%
Pão francês-0,85%
Feijão carioca-0,41%
Carne bovina de primeira-0,25%
Tomate-0,21%
Manteiga+0,35%
Farinha de mandioca+0,74%
Óleo de soja+1,89%
Leite integral+3,98%

Feijão sobe 39,6% no ano mesmo com queda em agosto

A fotografia de agosto, porém, é diferente da variação acumulada desde dezembro. Embora o feijão carioca tenha ficado 0,41% mais barato no último mês, ele ainda registra alta de 39,60% em 2026, a maior entre os produtos da cesta natalense.

O leite integral acumula aumento de 23,29% no ano. Também ficaram mais caros a carne bovina de primeira (+5,88%), pão francês (+2,09%), farinha de mandioca (+1,35%) e manteiga (+0,88%). O tomate encerrou agosto no mesmo nível de dezembro.

Entre os produtos mais baratos no acumulado do ano estão açúcar cristal (-11,50%), café em pó (-10,66%), óleo de soja (-8%), arroz agulhinha (-2,79%) e banana (-1,15%).

Esse movimento ajuda a explicar por que a sequência recente de quedas ainda não devolveu a cesta aos valores do fim de 2025. O levantamento mostra que, mesmo após três meses consecutivos de redução, o custo acumulado em Natal ainda apresenta alta de 5,07% em 2026. Na comparação com agosto de 2025, a elevação é de 0,87%.

Cesta consome 41,84% do salário mínimo líquido

Para um trabalhador de Natal que recebe o salário mínimo de R$ 1.621, a compra da cesta básica exigiu o equivalente a 85 horas e 9 minutos de trabalho em agosto. Em julho, eram necessárias 85 horas e 43 minutos.

Na comparação com agosto de 2025, houve redução mais expressiva no tempo necessário para comprar os mesmos alimentos. Naquele mês, com o salário mínimo então fixado em R$ 1.518, o trabalhador precisava dedicar 90 horas e 8 minutos.

Considerando o salário líquido após o desconto previdenciário de 7,5% utilizado pela metodologia do Dieese, a cesta consumiu 41,84% da renda em agosto. O percentual era de 42,12% em julho e de 44,30% em agosto do ano passado.

Cesta ficou mais barata em 25 capitais

O recuo observado em Natal ocorreu em um cenário de redução disseminada pelo país. Vinte e cinco das 27 capitais pesquisadas tiveram queda no custo da cesta entre julho e agosto. As únicas altas foram registradas em Maceió (+1,43%) e São Luís (+0,78%).

As maiores reduções ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%) e Aracaju (-3,89%). São Paulo permaneceu com a cesta mais cara, a R$ 900,59, seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).

A comparação entre regiões exige considerar uma diferença na metodologia. No Norte e no Nordeste, a cesta pesquisada tem menor quantidade de carne, utiliza farinha de mandioca no lugar da farinha de trigo e não inclui batata.

O Dieese calculou ainda que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86 em agosto, equivalente a 4,67 vezes o piso nacional de R$ 1.621.

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Rafael Nicácio
Sobre o autor

Rafael Nicácio

Proprietário, redator e editor

Co-fundador e redator do Portal N10, sou responsável pela administração e produção de conteúdo do site, consolidando mais de uma década de experiência em comunicação digital. Minha trajetória inclui passagens por assessorias de comunicação…

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