Resumo da Notícia
A conta de luz continuará com bandeira tarifária amarela em agosto de 2026, segundo anúncio feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 31 de julho. Com a decisão, os consumidores terão cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Como a bandeira já estava amarela em julho, a decisão não representa um novo aumento no valor do adicional. Na prática, a cobrança extra será mantida pelo quarto mês consecutivo. A sinalização esteve verde entre janeiro e abril, sem acréscimo tarifário, e mudou para amarela em maio.
O valor efetivamente percebido na fatura dependerá do consumo da residência ou do estabelecimento. Quanto mais energia for utilizada durante o período, maior será o adicional da bandeira.
Para descobrir o valor nominal da bandeira amarela, basta multiplicar o consumo registrado no mês por R$ 0,01885.
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Veja alguns exemplos:
| Consumo mensal | Adicional da bandeira amarela |
|---|---|
| 100 kWh | R$ 1,89 |
| 150 kWh | R$ 2,83 |
| 200 kWh | R$ 3,77 |
| 250 kWh | R$ 4,71 |
| 300 kWh | R$ 5,66 |
| 500 kWh | R$ 9,43 |
A tabela considera exclusivamente o adicional tarifário. O valor total da conta também depende da tarifa da distribuidora, dos tributos aplicáveis, da contribuição municipal para iluminação pública e de outras cobranças presentes na fatura.
Isso significa que duas residências com o mesmo consumo podem receber contas de valores diferentes caso estejam em áreas atendidas por distribuidoras distintas ou submetidas a cargas tributárias diferentes.
Por que a bandeira continuará amarela?
De acordo com o comunicado oficial da Aneel, agosto continuará sob condições menos favoráveis para a geração de energia no país.
O período seco reduz a entrada de água nos reservatórios das hidrelétricas. Quando a produção hidrelétrica não consegue atender ao sistema nas condições mais econômicas, pode ser necessário acionar usinas termelétricas, cuja operação é mais cara.
A bandeira tarifária serve justamente para repassar mensalmente essa variação do custo de geração. Ela não deve ser confundida com o reajuste anual das tarifas das distribuidoras, que segue regras e calendários próprios.
Quanto custa cada bandeira tarifária?
Criado em 2015, o sistema informa ao consumidor se as condições de geração estão favoráveis ou mais caras. A cor é definida mensalmente e o adicional acompanha o consumo.
| Bandeira | Condição de geração | Adicional por 100 kWh |
|---|---|---|
| Verde | Condições favoráveis | Sem acréscimo |
| Amarela | Condições menos favoráveis | R$ 1,885 |
| Vermelha — Patamar 1 | Condições mais custosas | R$ 4,463 |
| Vermelha — Patamar 2 | Condições ainda mais custosas | R$ 7,877 |
Os valores também podem ser consultados na página oficial sobre bandeiras tarifárias.
Quem paga o adicional da bandeira amarela?
A cobrança alcança os consumidores cativos das distribuidoras, isto é, aqueles que compram energia da concessionária local pelas tarifas reguladas. O sistema abrange os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional.
A exceção são as unidades localizadas em sistemas isolados, que não participam da cobrança enquanto não estiverem interligadas.
A Aneel informa ainda que a bandeira incide proporcionalmente sobre o consumo e deve aparecer separadamente na fatura. A cobrança também pode alcançar o custo mínimo de disponibilidade da rede, mesmo quando o consumo medido é inferior ao mínimo faturável.
Beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica seguem as regras específicas do programa. Atualmente, as famílias contempladas têm gratuidade sobre os primeiros 80 kWh mensais, embora a conta ainda possa apresentar tributos, contribuição de iluminação pública e outros valores não relacionados diretamente à energia consumida.
Quando será anunciada a bandeira de setembro?
A bandeira tarifária é reavaliada mensalmente conforme as condições projetadas de geração hidrelétrica e termelétrica. Pelo calendário de 2026 divulgado pela Aneel, a sinalização válida para setembro será anunciada em 28 de agosto.
Até lá, a permanência da bandeira amarela indica que reduzir desperdícios continuará sendo a principal forma de limitar o impacto do adicional. Equipamentos ligados sem necessidade, chuveiro elétrico usado por períodos prolongados e aparelhos de refrigeração mal regulados estão entre os fatores que mais pesam no consumo doméstico.
