Resumo da Notícia
A Caixa Econômica Federal vai colocar à venda 1.605 imóveis em um leilão virtual realizado em quatro datas. Os lances iniciais partem de R$ 11.600, e os descontos podem chegar a 67% sobre o valor de avaliação, conforme as condições de cada lote.
A disputa será feita em parceria com a Fidalgo Leilões e inclui 1.053 apartamentos, 461 casas, 78 terrenos e nove imóveis comerciais. Os lotes estão distribuídos por 26 estados e pelo Distrito Federal.
O pregão será realizado exclusivamente pelo site da Fidalgo Leilões, com encerramentos programados para 25 de junho, 3 de julho, 16 de julho e 23 de julho, sempre a partir das 10h.
Alguns imóveis poderão ser comprados com financiamento e uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essas possibilidades, no entanto, não valem automaticamente para todos os lotes. A Caixa orienta que as condições sejam conferidas individualmente na descrição de cada imóvel, já que podem ocorrer atualizações até as datas do leilão.
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Sudeste concentra mais da metade dos imóveis
A maior parte das propriedades está no Sudeste, que reúne 872 imóveis. Em seguida aparecem o Nordeste, com 283; o Centro-Oeste, com 211; o Sul, com 173; e o Norte, com 66.
Só em São Paulo, são 290 opções. Entre os exemplos listados estão terrenos e apartamentos com valores iniciais abaixo de R$ 90 mil.
Em São José do Rio Preto (SP), um terreno de 221,05 m² tem lance inicial de R$ 62.655,50. Em Catanduva (SP), um terreno de 200 m² parte de R$ 49.208,01.
Também há apartamentos no estado. Em Presidente Prudente (SP), uma unidade de 104,7 m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e uma vaga de garagem, tem lance inicial de R$ 77.043,32. Em Araraquara (SP), um apartamento de 88,71 m², com dois quartos e uma vaga de garagem, sai a partir de R$ 88.404,91.
Como participar do leilão da Caixa
Para disputar um imóvel, o interessado precisa se cadastrar no site da Fidalgo Leilões e enviar os documentos exigidos no edital. A participação é aberta a pessoas físicas e pessoas jurídicas.
As datas do leilão foram organizadas em quatro etapas:
- 25 de junho, a partir das 10h: 1ª praça, com imóveis pelo valor de avaliação;
- 3 de julho, a partir das 10h: 2ª praça, com bens de até 40% de desconto;
- 16 de julho, a partir das 10h: licitação aberta, com bens de até 67% de desconto;
- 23 de julho, a partir das 10h: licitação aberta, com bens de até 49% de desconto.
Antes de dar o lance, o comprador deve ler o edital e a descrição completa do lote. É nesse campo que aparecem dados sobre valor, ocupação, possibilidade de financiamento, uso do FGTS e eventuais pendências.
Atenção a IPTU e condomínio
Um dos pontos que exige mais cuidado envolve dívidas vinculadas ao imóvel. No caso do IPTU, se o débito for superior a 10% do valor de avaliação, a Caixa assume o pagamento integral. Se a dívida estiver abaixo desse limite, a quitação fica sob responsabilidade do comprador.
Para débitos de condomínio, a regra é parecida, mas com divisão diferente. O arrematante assume até o equivalente a 10% do valor de avaliação do bem. O que ultrapassar esse percentual será coberto pela Caixa.
“Esse critério passou a ser adotado especialmente nos leilões com licitação aberta e deve ser verificado na descrição de cada lote antes de dar o lance”, explicou o banco.
A orientação é importante porque o menor preço de entrada não deve ser o único critério de escolha. Em leilões de imóveis, custos pendentes, regras de ocupação, documentação e condições de pagamento podem alterar o valor real da compra.
