Caixa leva 596 imóveis a leilão com até 67% de desconto
Casas, apartamentos, imóveis comerciais, terrenos e propriedades rurais estão distribuídos por 23 estados; disputas ocorrem em 14 e 20 de outubro.
Resumo da Notícia
- A Caixa Econômica Federal reúne 596 imóveis em 23 estados, com lances entre R$ 51 mil e R$ 8 milhões e descontos que podem chegar a 67%.
- O leilão será realizado em duas etapas, nos dias 14 e 20 de outubro, com imóveis residenciais, comerciais, terrenos e propriedades rurais.
- Dependendo do lote, o pagamento pode ser à vista, com FGTS ou financiamento pelo SBPE; as condições precisam ser verificadas individualmente no edital.
- Além do valor arrematado, o comprador paga comissão de 5% ao leiloeiro e deve observar prazos para entrada, pagamento e assinatura do contrato.
A Caixa Econômica Federal colocou 596 imóveis em uma nova rodada de leilões que será concluída em duas etapas, nos dias 14 e 20 de outubro, às 10h. Os bens estão espalhados por 23 estados e incluem casas, apartamentos, unidades comerciais, terrenos e propriedades rurais.
Os lances iniciais vão de R$ 51 mil a R$ 8 milhões, enquanto os descontos anunciados chegam a 67% sobre os valores de avaliação, dependendo do imóvel e da etapa do certame.
A operação é conduzida pela Globo Leilões. Antes de disputar qualquer unidade, porém, o interessado precisa verificar o edital específico daquele lote, porque forma de pagamento, possibilidade de financiamento, uso do FGTS, situação de ocupação e condições da segunda etapa não são necessariamente iguais para todos os imóveis.
Esse cuidado é particularmente importante para quem pretende financiar a compra. A análise de crédito deve ser feita antecipadamente, já que a escolha dessa opção no termo de arrematação não significa aprovação automática. O risco de dar um lance sem ter o crédito previamente encaminhado já foi detalhado em um guia sobre financiamento e multa em leilões de imóveis.
Como funcionam as duas etapas do leilão
Os imóveis são ofertados em uma primeira etapa em 14 de outubro. Para os lotes que seguem para a etapa seguinte, haverá nova disputa em 20 de outubro, com valores que podem ser menores.
É justamente nessa segunda fase que aparecem algumas das reduções mais relevantes.
Um apartamento de 55,17 m² de área privativa na Lapa, em São Paulo, por exemplo, tem lance inicial de R$ 530.348,81 na primeira etapa. Na segunda, o valor indicado cai para R$ 380.197,99.
Já uma casa em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, avaliada em R$ 369 mil, parte desse mesmo valor na primeira fase e pode chegar a R$ 221.400 na segunda.
| Imóvel | Primeira etapa | Segunda etapa |
|---|---|---|
| Apartamento na Lapa, São Paulo | R$ 530.348,81 | R$ 380.197,99 |
| Apartamento em Rocha Miranda, Rio de Janeiro | R$ 320.000 | R$ 223.534,18 |
| Casa em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso | R$ 369.000 | R$ 221.400 |
| Apartamento em São Luís, Maranhão | R$ 484.000 | R$ 310.465,30 |
Os valores, características e regras precisam ser conferidos diretamente na página de cada propriedade, porque o desconto percentual isoladamente não mostra todas as condições envolvidas na aquisição.
Imóvel mais barato parte de R$ 51 mil
Entre os extremos da seleção está uma casa em Parintins, no Amazonas, com lance a partir de R$ 51 mil.
No outro lado da lista, uma gleba em Botucatu, no interior de São Paulo, chega a R$ 8 milhões.
A diferença mostra que o certame não está voltado exclusivamente para quem procura moradia. Terrenos, imóveis comerciais e propriedades de maior valor também integram a relação.
Para compradores interessados especificamente em imóveis da Caixa, vale observar ainda que esse não é um formato isolado de venda: a instituição realiza diferentes rodadas ao longo do ano, com regras e estoques próprios. Uma dessas ofertas recentes reuniu imóveis no Nordeste com valores bastante inferiores aos observados nesta nova disputa, em um leilão da Caixa com propriedades a partir de R$ 16,2 mil.
Financiamento pode chegar a 95%, mas não para todos os lotes
Uma das condições que mais chama atenção é a possibilidade de financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Em imóveis elegíveis, o financiamento pode alcançar até 95% do valor da aquisição. Há ainda situações previstas em convênio com a Caixa nas quais pode existir dispensa de entrada ou possibilidade de financiar até 100%.
Isso não significa, porém, que qualquer participante poderá levar qualquer imóvel sem entrada. A regra depende do lote, do enquadramento da operação e da aprovação financeira do comprador.
Nas aquisições que exigem financiamento ou utilização do FGTS, o edital prevê entrada mínima de 5% com recursos próprios, paga por boleto em até dois dias úteis depois da homologação do resultado.
A análise de risco precisa ser realizada previamente em agência ou correspondente da Caixa. Se o comprador vencer o leilão e depois não conseguir o crédito necessário, isso não obriga a instituição a concluir a operação nas condições inicialmente pretendidas.
Comissão de 5% fica fora do valor do lance
Outro custo que precisa entrar na conta antes da disputa é a remuneração do leiloeiro.
O arrematante deverá pagar 5% sobre o valor do lance vencedor, separadamente do preço do imóvel.
Em uma arrematação de R$ 300 mil, por exemplo, a comissão corresponde a R$ 15 mil. Esse valor não deve ser confundido com a eventual entrada exigida para o financiamento.
Assim, nas operações em que há entrada mínima de 5%, o interessado precisa organizar recursos próprios não apenas para cumprir essa exigência, mas também para pagar a comissão e outras despesas que possam estar previstas na aquisição.
Pagamento à vista também tem prazo curto
Quem optar por comprar sem financiamento deverá observar o prazo estabelecido para a quitação.
Nas operações à vista, o pagamento integral deve ocorrer em até dois dias úteis após a homologação.
Existe uma possibilidade diferente para propostas feitas integralmente com recursos próprios e superiores a R$ 500 mil. Nesses casos, podem ser concedidos prazos de 10 a 120 dias corridos para completar o pagamento, desde que a condição esteja prevista para aquela operação.
Por isso, não basta ter capacidade financeira para arrematar: o comprador precisa saber quando o dinheiro será exigido.
Contrato deve ser assinado em até 30 dias
Depois que o comprador paga a parcela sob sua responsabilidade, começa outro prazo importante.
A escritura pública ou o contrato de financiamento deverá ser assinado em até 30 dias corridos.
Se a conclusão não ocorrer por responsabilidade do arrematante, a venda poderá ser cancelada e haverá multa de 5% sobre o valor do lance, conforme as condições apresentadas no certame.
Esse é um dos motivos pelos quais o planejamento financeiro precisa acontecer antes de entrar na disputa, especialmente em compras financiadas.
FGTS pode ser usado, mas depende do imóvel e do comprador
O edital também prevê a possibilidade de utilizar recursos do FGTS em determinados lotes.
A autorização, entretanto, depende tanto das características do imóvel quanto do enquadramento do próprio comprador nas regras aplicáveis ao fundo.
Portanto, o fato de o anúncio geral mencionar FGTS não significa que essa forma de pagamento estará disponível em todos os 596 imóveis.
A conferência precisa ser feita na ficha e no edital da propriedade escolhida antes do lance.
O que verificar antes de disputar um imóvel
O desconto costuma ser o primeiro número observado, mas não deve ser o único.
Entre os pontos que precisam ser conferidos estão a situação de ocupação do imóvel, as condições de pagamento, a possibilidade efetiva de financiamento ou FGTS, os prazos e as obrigações previstas no edital.
A situação de ocupação merece atenção especial. Se houver ocupantes, o comprador precisa saber exatamente quais responsabilidades assumirá depois da arrematação e não partir da premissa de que receberá imediatamente as chaves.
Também é importante calcular o custo da aquisição considerando valores que ficam fora do lance, especialmente a comissão do leiloeiro.
Esses cuidados já aparecem entre os principais pontos de análise para quem avalia esse mercado, reunidos em orientações sobre riscos jurídicos e financeiros antes de comprar imóvel em leilão.
Exemplos de imóveis disponíveis
Entre os lotes destacados estão:
São Paulo — Lapa
O apartamento no Residencial Laparque possui 55,17 m² de área privativa, três quartos, sala, cozinha, banheiro e uma vaga de garagem.
Avaliado em R$ 522.220,34, parte de R$ 530.348,81 na primeira etapa e aparece por R$ 380.197,99 na segunda.
Rio de Janeiro — Rocha Miranda
O apartamento no empreendimento Spazio Life possui 46 m², dois quartos, sala, cozinha e banheiro.
O imóvel está avaliado em R$ 320 mil e poderá chegar a R$ 223.534,18 na segunda etapa.
Lucas do Rio Verde — Mato Grosso
A casa localizada no Jardim Cerrado possui área privativa original de 36,60 m² em terreno de 250 m².
O lance parte de R$ 369 mil e poderá cair para R$ 221.400 na etapa seguinte.
São Luís — Maranhão
O apartamento no Condomínio Reserva dos Buritis possui 70,71 m² de área privativa, três quartos, sala, cozinha, dois banheiros e área de serviço.
Avaliado em R$ 484 mil, aparece por R$ 310.465,30 em eventual segunda oferta.
Como consultar todos os 596 imóveis
A relação completa está disponível no portal da Globo Leilões.
Cada lote possui página e edital próprios, com informações sobre valor de avaliação, lance inicial, ocupação, modalidade de pagamento, financiamento, uso do FGTS e demais obrigações.
Antes de confirmar qualquer lance, o participante deve ler o documento correspondente ao imóvel escolhido e, se depender de crédito, concluir previamente a análise financeira exigida.


