Resumo da Notícia
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) a ampliação do programa de crédito para reforma de moradias, com mudanças que atingem diretamente renda, juros, valor financiado e prazo de pagamento.
A principal alteração é a ampliação do público apto a aderir à linha, que agora passa a incluir famílias com renda de até R$ 13 mil. Além disso, o valor máximo do crédito sobe de R$ 30 mil para R$ 50 mil, a taxa de juros será uniformizada em 0,99%.
O anúncio foi feito durante reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e representantes do setor da construção civil no Palácio do Planalto. No encontro, o governo também apresentou medidas já em vigor de ampliação das faixas do Minha Casa Minha Casa e confirmou um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para habitação.
O que muda no crédito para reforma de casas
A mudança mais ampla está no critério de renda. Até agora, o programa atendia famílias com renda de até R$ 9,6 mil. Com a reformulação anunciada, esse teto sobe para R$ 13 mil, o que amplia o alcance da linha de crédito e leva o programa a uma faixa maior de famílias.
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O valor disponível para financiamento também cresce de forma relevante. O limite, que era de R$ 30 mil, passa a ser de R$ 50 mil, abrindo espaço para reformas maiores ou para obras que antes ficavam fora da capacidade de contratação.
Outro ponto central está nos juros. Antes, as taxas variavam conforme a faixa de renda: eram de 1,17% para quem ganhava até R$ 3,2 mil e de 1,95% para quem estava em faixa superior. Agora, segundo o anúncio do governo, a taxa será unificada em 0,99%.
O prazo de pagamento também foi ampliado. Em vez de 60 meses, os contratos poderão ser quitados em até 72 meses.
Lula comenta juros da habitação e faz recado ao Banco Central
Durante a reunião, Lula comentou a redução da taxa de juros na habitação e fez referência direta ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao defender que o movimento do governo deve influenciar a taxa básica de juros.
“Se o Banco Central olhar para nós, vai baixar a taxa de juros. Precisa olhar o que o Tesouro fez, o que o Planejamento. Quando o Galípolo voltar da viagem dele para Europa, eu vou falar: os meninos da gastança estão reduzindo o dinheiro“.
Além das mudanças no crédito para reforma, o encontro no Planalto também serviu para anunciar reforço de recursos para habitação. O ministro das Cidades, Vladimir Lima, confirmou o aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social.
“Vamos aportar 20 bi do fundo social chegando no orçamento recorde 200 bilhões“, disse o ministro.
