Resumo da Notícia
A Petrobras reajustou em média 19,2% o preço da molécula do gás natural vendido às distribuidoras, com vigência a partir desta sexta-feira (1º de maio). A atualização é trimestral e afeta o gás canalizado e o GNV usado em veículos, mas não atinge o gás de botijão (GLP), que segue regras próprias de reajuste.
O impacto final para o consumidor não será necessariamente igual ao aumento anunciado pela estatal. Isso porque o valor cobrado na ponta depende de tributos, tarifas das distribuidoras, produtos contratados e volumes efetivamente retirados.
Segundo a Petrobras, os contratos de venda de gás natural acompanham a variação do petróleo tipo Brent, do câmbio e, desde o início do ano, também do índice Henry Hub, referência internacional ligada ao preço do gás natural nos Estados Unidos.
Por que o preço do gás natural subiu?
A Petrobras informou que, no período considerado para o reajuste, o preço do petróleo Brent subiu cerca de 24,3%. Já o gás natural nos Estados Unidos, medido pelo Henry Hub, caiu 14,1%. No mesmo intervalo, o real teve valorização de 2,5% frente ao dólar.
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O Henry Hub é o principal índice de referência do preço do gás natural nos Estados Unidos. Ele se baseia nas negociações realizadas em um ponto de distribuição na Louisiana e é usado amplamente como parâmetro global de preços.
De acordo com a estatal, os contratos já contam com um dispositivo comercial que considera a média trimestral de variação dos índices, com objetivo de reduzir a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação.
“As efetivas variações finais dos preços por distribuidora dependerão dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados, considerando os prêmios de Incentivo à Demanda e Performance criados pela Petrobras a partir de 2024”, afirmou a Petrobras, em nota.
A companhia também destacou que, mesmo com o reajuste desta sexta-feira, o preço médio da molécula de gás natural vendido às distribuidoras acumula redução de cerca de 26% desde dezembro de 2022.
Petrobras também reajusta querosene de aviação
Além do gás natural, a Petrobras elevou nesta sexta-feira o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) às distribuidoras. A companhia informou que o reajuste ocorre em um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”.
O aumento representa acréscimo de R$ 1 por litro em relação ao preço do mês anterior. A Petrobras informou ainda que continuará oferecendo ao mercado a possibilidade de parcelar parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela a ser paga em julho de 2026.
“Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, completou a estatal.
Os ajustes do QAV da Petrobras são realizados no início de cada mês, conforme previsto em contrato.
Alta do petróleo ocorre em meio a tensão geopolítica
Os preços do petróleo vêm subindo desde que EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, episódio que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e à interrupção do transporte de cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Esse cenário foi citado no contexto do reajuste do querosene de aviação e reforça a pressão sobre combustíveis ligados ao mercado internacional.
Íntegra da nota da Petrobras sobre o gás natural
A partir de 01/05/26 os preços de venda da molécula de gás natural da Petrobras para as distribuidoras serão atualizados, com aumento médio de cerca de 19,2% em relação ao trimestre anterior.
Os contratos de venda de gás natural às distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e tradicionalmente vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent, da taxa de câmbio R$/US$ e, desde o início do ano, também para variação do Henry Hub.
No período de aferição, a referência do petróleo Brent subiu aproximadamente 24,3%, a referência do Henry Hub caiu aproximadamente 14,1% e o câmbio teve apreciação de 2,5% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar reduziu 2,5%).
Os contratos de venda de gás natural celebrados pela Petrobras com as distribuidoras já contam com dispositivo comercial (média trimestral de variação dos índices) que tem o objetivo de mitigar a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação. As efetivas variações finais dos preços por distribuidora dependerão dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados, considerando os prêmios de Incentivo à Demanda e Performance criados pela Petrobras a partir de 2024.
Importante destacar que, desde dezembro 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 26%, incluindo o efeito da atualização de maio.
Com informações da agência de notícias Reuters.*
