Pix ganha “botão de contestação” para fraudes: entenda como funciona a nova medida do Banco Central

Caso seja comprovado que se trata de fraude, a devolução dos valores é autorizada. O dinheiro retorna diretamente para a conta da vítima em até onze dias após a abertura da contestação.
Banco Central lança recurso do Pix que pode salvar vítimas de fraudes em até 11 dias
Banco Central lança recurso do Pix que pode salvar vítimas de fraudes em até 11 dias - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • O Banco Central lança o “botão de contestação do Pix”, integrado ao Mecanismo Especial de Devolução (MED), permitindo contestar transações suspeitas de forma totalmente digital.
  • A contestação é comunicada imediatamente ao banco recebedor, que deve bloquear os valores disponíveis na conta do golpista, ainda que apenas parcialmente.
  • O processo prevê até sete dias para análise das instituições e, se confirmada a fraude, a devolução ocorre em até onze dias diretamente para a vítima.
  • O botão não se aplica a casos de arrependimento, erros de chave Pix, desacordos comerciais ou operações com terceiros de boa-fé, restringindo-se apenas a fraude, golpe e coerção.
  • A medida é parte da evolução do Pix em segurança digital, buscando reduzir prejuízos e aumentar a confiança dos usuários no sistema de pagamentos instantâneos.
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A partir desta quarta-feira (1º de outubro), os usuários do Pix terão à disposição um novo recurso de segurança: o chamado “botão de contestação”. A ferramenta, anunciada pelo Banco Central (BC), passa a integrar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e permitirá que vítimas de golpes, fraudes ou coerção solicitem a contestação de uma transação diretamente no aplicativo da instituição financeira em que têm conta. Todo o processo será feito de forma digital, sem a necessidade de contato humano imediato.

Segundo o BC, ao ser acionado, o “botão de contestação” gera um alerta automático ao banco recebedor da transação suspeita. Esse banco, por sua vez, deve realizar o bloqueio dos valores disponíveis na conta do golpista, mesmo que de forma parcial, dependendo do saldo existente no momento.

O prazo estipulado é claro: até sete dias para que os bancos envolvidos analisem a contestação. Caso seja comprovado que se trata de fraude, a devolução dos valores é autorizada. O dinheiro retorna diretamente para a conta da vítima em até onze dias após a abertura da contestação.

O Banco Central reforça que o botão não poderá ser utilizado em todas as situações envolvendo transações equivocadas. Erros de digitação de chave Pix, arrependimentos de pagamento, desacordos comerciais ou transações com terceiros de boa-fé não se enquadram no novo mecanismo. A aplicação é restrita exclusivamente a cenários de fraude, golpe ou coerção.

A importância da medida

O Pix, lançado em 2020, transformou a forma de pagamentos no Brasil, mas também se tornou alvo frequente de criminosos. A devolução dos recursos, até então, era dificultada porque os golpistas transferiam rapidamente o dinheiro para outras contas, dificultando o rastreio. Com a implementação do “botão de contestação”, o Banco Central pretende agilizar a comunicação entre as instituições financeiras e ampliar as chances de recuperação do dinheiro.

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Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, explicou a funcionalidade:

Depois do bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisar a contestação. Caso concordem que se trata realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima. O prazo para essa devolução é de até onze dias após a contestação, afirmou.

O Banco Central vem promovendo ajustes constantes no Mecanismo Especial de Devolução (MED) desde sua criação, com foco em proteger os usuários do sistema de pagamento instantâneo. O novo botão reforça esse compromisso, ao permitir que a contestação seja feita com mais rapidez e sem burocracia.

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