Preço da gasolina terá alta após 122 dias sem reajuste, informa Petrobras

O preço médio da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, o que representa aumento residual de 1,5%, segundo a estatal.
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Foto: Divulgação

Resumo da Notícia

  • A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras após 122 dias de estabilidade.
  • O aumento bruto é de R$ 0,48 por litro, mas será mitigado por uma subvenção econômica de R$ 0,44.
  • O impacto residual para as distribuidoras será de R$ 0,04 por litro, elevando o preço médio de R$ 2,57 para R$ 2,61.
  • Para o consumidor final, a estatal estima um aumento máximo de R$ 0,03 por litro nas bombas.
  • O reajuste ficou abaixo da defasagem de 55% apontada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
  • A composição da gasolina C, com 30% de etanol, ajuda a reduzir o impacto direto do reajuste da gasolina A.
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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras, após 122 dias sem alteração. A alta informada pela estatal será de R$ 0,48 por litro, mas, com a adesão da companhia ao programa de subvenção do governo, haverá desconto de R$ 0,44 por litro, o que reduz o impacto final para uma elevação residual de R$ 0,04 por litro às distribuidoras.

Com a medida, o preço médio da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, o que representa aumento de 1,5%. A Petrobras afirmou que o efeito do reajuste será mitigado pela subvenção econômica concedida.

Dessa forma, o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro”, explicou a estatal em nota.

Segundo a Petrobras, o impacto estimado para o consumidor final será menor do que o reajuste bruto anunciado para a gasolina A. Isso ocorre porque a gasolina C, vendida nos postos de abastecimento, é formada pela mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro.

Com essa composição, a parcela da Petrobras no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Na prática, a estatal estima um aumento residual de, no máximo, R$ 0,03 por litro nas bombas.

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A companhia informou ainda que esse valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022.

Reajuste fica abaixo da defasagem apontada por importadores

O aumento anunciado pela Petrobras é inferior à defasagem estimada em relação ao mercado internacional. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da estatal, no fechamento de quarta-feira (27), era de 55%.

Segundo a entidade, essa diferença abriria espaço para uma alta de R$ 1,37 por litro. O reajuste anunciado, portanto, ficou em menos da metade da defasagem apontada pela associação.

A mudança ocorre após mais de quatro meses sem reajuste no preço da gasolina nas refinarias. Mesmo com a alta bruta de R$ 0,48 por litro, a Petrobras afirma que a subvenção reduz o impacto direto para distribuidoras e consumidores.

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